Papeis da Eletrobras sobem quase 5% com balanço trimestral positivo
Segundo a companhia, resultado foi beneficiado pelo desempenho financeiro, com destaque para a variação cambial e receita bruta
O lucro líquido das operações continuadas da Eletrobras avançou 69% no primeiro trimestre de 2022, em relação ao mesmo período do ano passado, a R$ 2,716 bilhões. Com a publicação dos do dados, as ações da estatal avançam quase 5% na Bolsa nesta terça-feira, 17.
Segundo a companha, em balanço, o resultado foi beneficiado positivamente pelo desempenho financeiro, com destaque para o efeito positivo da variação cambial e aumento de 12% na receita bruta.
De janeiro a março, a receita operacional líquida da Eletrobras avançou 12%, em base anual de comparação, para R$ 9,181 bilhões. Já o Ebtida (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) cresceu 9,6%, para R$ 5,428 bilhões.
Segundo a empresa, no primeiro trimestre deste ano houve redução de 3,4% nos custos com Pessoal, Material Serviços de Terceiros e Outras Despesas (PMSO).
Além disso, a companhia destacou que realizou provisão para crédito de liquidação duvidosa de R$ 1,226 bilhão, decorrente da inadimplência da Amazonas Energia, sendo R$ 867 milhões referentes à compra de energia elétrica provenientes dos produtores independentes de energia (PIE) localizados no Amazonas e R$ 359 milhões referente a contratos de empréstimo devidos pela referida distribuidora.
Privatização
Os ministros da Economia, Paulo Guedes, e de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, participam de reunião fechada nesta terça-feira, 17, sobre a Eletrobras.
O encontro acontece na pasta da Economia e conta com os presidentes da empresa, Rodrigo Limp, e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Gustavo Montezano, além da equipe da Economia que trata de privatizações, incluindo os secretários de Desestatização, Diogo Marc Cord, e do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), Bruno Westin.
Nesta quarta-feira, 18 o Tribunal de Contas da União (TCU) terá sessão em que julgará o processo de privatização da companhia.
O tribunal analisará a segunda etapa do processo, o que deveria ter ocorrido ainda em abril, mas um pedido de vista do ministro Vital do Rêgo adiou o julgamento.
A expectativa do governo é que a Corte autorize a operação, que precisa sair até agosto para não ser afetada pelos prazos eleitorais. / com Agência Estado
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