Mercado Financeiro

O mercado financeiro chega ao último dia de negócios da semana, nesta sexta-feira,16, com o brilho renovado da Bolsa e comportamento apático do dólar.

A Bolsa de Valores de São Paulo, a B3, vem de quatro valorizações consecutivas, ainda que discretas. Um resultado positivo nesta sexta-feira asseguraria ao Ibovespa o fechamento da semana de ponta a ponta no azul.

Manutenção do Ibovespa acima de 120 mil por dois dias e com 4 altas seguidas é visto com otimismo pelo mercado
Quatro dias seguidos de alta no Ibovespa é visto com de forma positiva pelo mercado financeiro

Os negócios da véspera foram animados pela estilingada das ações da varejista de vestuário Hering e da de calçados e bolsas Arezzo.

Uma tentativa de negócio malsucedida, a de compra da Hering pela Arezzo, gerou variadas expectativas entre analistas, todas com pitada otimista, que levaram os papeis de ambas para uma mesma direção, de alta. As ações da Hering subiram 28,13% no dia, cotadas por R$ 21,91, e as da Arezzo, 8,35%, para R$ 80,95.

A economista-chefe da Reag Investimentos, Simone Pasianotto, diz que a perspectiva de fusão das duas empresas não era bem-vista pelo mercado por conta da incompatibilidade de ramos de atuação.

“Negócio de calçado é diferente da de vestuário”, diz. “E também porque contrariava o plano estratégico de reestruturação da Hering.”

Para Simone, não à toa o mercado viu como sensata a posição do conselho da varejista do vestuário de rejeitar a proposta de venda para a Arezzo.

A dúvida que fica é se quem comprou as ações dessas companhias permanecerá abraçado a elas ou se será tentado a vendê-las para assegurar os ganhos obtidos com a alta de ontem.

Simone destaca como fator alentador o Ibovespa (Índice Bovespa) sustentar-se acima de 120 mil pontos pelo segundo dia consecutivo – fechou ontem em 120.700,67 pontos. “Um fechamento em abril acima de 120 mil será altamente positivo”, aponta.

Para ela, esse comportamento do mercado reflete um certo otimismo dos investidores com a recuperação da economia, estimulados pela constatação, por meio de dados, de que a linha ascendente da segunda onda da pandemia estaria perdendo força gradualmente.

Orçamento 2021: LDO pode complicar ainda mais o impasse

O imbróglio sobre o Orçamento 2021 segue sem definição, aumentando cada vez mais a apreensão dos investidores.

Segundo projeção do Ministério da Economia no âmbito do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO), o valor das emendas parlamentares impositivas deve ficar em R$ 16,981 bilhões em 2022.

Neste ano, os congressistas ampliaram o valor das emendas em R$ 31,3 bilhões, fazendo com que as despesas com carimbo dos deputados e senadores beirassem os R$ 50 bilhões.

A manobra criou um impasse no Orçamento de 2021, já que foi feita com base em um corte não factível nas despesas obrigatórias, que incluem benefícios previdenciários.

O presidente Jair Bolsonaro tem sido aconselhado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, a vetar a parte do Orçamento que contém essas emendas para afastar o risco de crime de responsabilidade, passível de impeachment.

Essa saída, porém, desagrada aos presidentes da Câmara, Arthur Lira, e do Senado, Rodrigo Pacheco. Lira chegou a alertar Bolsonaro em reunião esta semana que, com o veto, o presidente passaria a ter "um problema que hoje não tem" junto à sua base no Congresso.

O governo terá um espaço adicional de R$ 106,096 bilhões dentro do teto de gastos em 2022 - um crescimento de 7,14% em relação a este ano. A folga precisa absorver aumentos de despesas obrigatórias, como na Previdência, mas também pode ser usada para contemplar gastos com custeio e investimentos, inclusive patrocinados por parlamentares.

O espaço adicional no teto em 2022 está sendo visto como uma possível solução para o impasse no Orçamento deste ano.

Covid-19: Brasil supera a marca de 365 mil mortes

O Brasil superou na véspera a marca de 365 mil mortes por coronavírus na véspera. Com 3.774 vítimas nas últimas 24 horas, o País acumulou o total de 365.954 óbitos.

O número de novas infecções registrados na última quinta-feira foi de 80.529, com o total de 13.758.093 casos da doença. O Brasil ocupa agora a segunda nação com mais registros, atrás apenas dos Estados Unidos. 

Futuros nos Estados Unidos registram leve alta com otimismo sobre a economia

Após fechar com ganhos na véspera e novas máximas históricas de papéis como S&P 500 e Dow Jones, os futuros das bolsas de Nova York seguem em alta sensível nesta sexta-feira, refletindo o apetite dos investidores após a divulgação de indicadores nos Estados Unidos que reforçam a percepção de recuperação econômica.

Na última quinta-feira, o índice S&P 500 atingiu valorização de 1,11%, aos 4.170,42 pontos. Já o Dow Jones superou pela primeira vez os 34 mil pontos, com avanço de 0,90%, aos 34.035,99 pontos.

Na véspera, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden comemorou os números divulgados, afirmando que ainda há um longo caminho ser percorrido, “mas a América está de volta”, referindo-se à recuperação econômica.

Na esteira de Biden, a vice-presidente do país, Kamala Harris, afirmou que o país criou “mais novos empregos nos dois primeiros meses do que em qualquer outra administração no mesmo período”. Ela atribuiu o feito em parte ao Plano de Resgate Americano proposto pelo presidente e aprovado no mês passado.

Porém, o presidente americano ressaltou, contudo, que ainda há 8 milhões de pessoas desempregadas a mais no país do que antes da crise gerada pela pandemia de covid-19.

A temporada de balanços trimestrais das empresas também tem trazido bons prognósticos para os analistas, com resultados de lucros e receitas surpreendentes.

Bolsa asiática conclui o pregão em alta com dados econômicos da China

 As bolsas asiáticas fecharam em alta generalizada nesta sexta-feira, após a divulgação de sólidos dados econômicos chineses, incluindo números do Produto Interno Bruto (PIB), embora a maioria deles tenha vindo abaixo das expectativas.

Na China continental, o Xangai Composto subiu 0,81%, aos 3.426,62 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 0,62%, aos 2.220,22 pontos.

Em outras partes da Ásia, o japonês Nikkei teve modesta valorização de 0,14% em Tóquio, aos 29.683,37 pontos, enquanto o sul-coreano Kospi registrou ganho similar em Seul, de 0,13%, aos 3.198,62 pontos, o Hang Seng subiu 0,61% em Hong Kong, aos 28.969,71 pontos, e o Taiex garantiu alta de 0,48% em Taiwan, aos 17.158,81 pontos.

No primeiro trimestre de 2021, o PIB da China teve expansão anual de 18,3%, bem maior do que o avanço de 6,5% observado no último trimestre do ano passado, mas aquém da previsão dos analistas.

Dados chineses de produção industrial e investimentos em ativos fixos também mostraram ganhos menores do que se previa, mas o do setor varejista surpreendeu positivamente.

Nos últimos meses, sinais de que a China continua se recuperando com vigor dos efeitos da pandemia de covid-19 vêm alimentando temores de que Pequim se prepara para reverter medidas de estímulo monetário e fiscal adotadas desde cerca de um ano atrás.

Na Oceania, a bolsa australiana fechou em alta marginal, mas renovou máxima desde fevereiro de 2020. O S&P/ASX 200 avançou 0,07% em Sydney, aos 7.063,50 pontos. / com Júlia Zillig e Agência Estado

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Colaborador do Portal Mais Retorno.

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