Economia

Os economistas do mercado estão apostando em um horizonte composto por inflação e taxa de juros e PIB mais altos em 2021. De acordo com o boletim Focus divulgado nesta segunda-feira, 14, pelo Banco Central, a estimativa do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu de 5,44%, na última semana, para 5,82%.

Para o ano seguinte, o índice também foi ajustado para cima – de 3,70% para 3,78%. E mantido em 3.25% para 2023.

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Economistas continuam ajustando para cima a inflação, taxa básica de juros e PIB para 2021, de acordo com a última edição do boletim Focus - Foto: Arquivo

A projeção dos economistas para a inflação já está bem acima do teto da meta de 2021, de 5,25%. O centro da meta para o ano é de 3,75%, sendo que a margem de tolerância é de 1,5 ponto (de 2,25% a 5,25%). A meta de 2022 é de 3,50%, com margem de 1,5 ponto (de 2,00% a 5,00%), enquanto o parâmetro para 2023 é de inflação de 3,25%, com margem de 1,5 ponto (de 1,75% a 4,75%).

A Selic, considerada a taxa básica de juros do País, também sofreu variação positiva para este ano. Aumentou de 5,75%, nos últimos sete dias, para 6,25%. Ficou estável em 6,50% para 2022 e com o mesmo valor para 2023.

Já o Produto Interno Bruto (PIB) em 2021, seguindo a tendência otimista, também foi elevado pelos especialistas. De 4,36% na última semana foi ajustada para 4,85%.

No Focus agora divulgado, a projeção para a produção industrial de 2021 foi de alta de 6,10% para 6,11%. Há um mês, estava em elevação de 5,50%. No caso de 2022, a estimativa de crescimento da produção industrial passou de 2,40% para 2,50%, ante 2,25% de quatro semanas antes.

O IPCA de 5 dias úteis também aumentou para 2021. Saiu do patamar de 5,51%, divulgado na última semana, para 5,85%. No ano seguinte, o índice também deve ser um pouco maior: subiu para 3,80%, após ter sido estimado em 3,70% na semana anterior. E foi mantido em 3,25% para 2023.

No caminho contrário, os economistas reduziram a taxa do câmbio para este ano. De R$ 5,30, o valor da moeda americana frente ao real caiu para R$ 5,18. Também foi ajustada para baixo para o cenário de 2020 – de R$ 5,30, na última semana, caiu para R$ 5,20.

E em 2023, o dólar também deve ser mais desvalorizado – de R$ 5,20, na última semana, foi ajustado para R$ 5,10.

Déficit primário

O relatório trouxe nesta segunda-feira alteração na projeção para o resultado primário do governo em 2021. A relação entre o déficit primário e o PIB este ano foi de 2,85% para 2,52%. No caso de 2022, passou de 1,90% para 1,80%. Há um mês, os porcentuais estavam em 3,10% e 2,00%, respectivamente.

Já a relação entre déficit nominal e PIB em 2021 foi de 7,10% para 6,82%, conforme as projeções dos economistas do mercado financeiro. Para 2022, passou de 6,55% para 6,58%. Há quatro semanas, estas relações estavam em 7,30% e 6,65%, nesta ordem.

O resultado primário reflete o saldo entre receitas e despesas do governo, antes do pagamento dos juros da dívida pública. Já o resultado nominal reflete o saldo já após as despesas com juros.

IGP-M, balança comercial e dívida

De acordo com o Focus, o IGP-M, considerado a inflação do aluguel, deve ser mais alto para 2021. Subiu de 18,81%, na última semana, para 18,87%. Há um mês, o índice era de 15,51%. Para o ano seguinte, aumentou de 4,50%, na última semana, para 4,56%. E foi mantido em 4,00% para 2023.

A balança comercial foi mantida em US$ 68 bilhões, conforme projetado na última semana, para este ano. Para 2022, o montante caiu de US% 60,35 bilhões, na semana anterior, para US$ 60 bilhões. Porém, para 2023, a estimativa aumentou: de 60,60% na última semana, para 63,38%.

E a participação da dívida pública no PIB segue caindo, de acordo com as estimativas para 2021. De 62,48% sofreu variação para baixo, ficando em 62,10%. Há um mês, a expectativa era de 63,50%. Para 2022, os economistas ajustaram a porcentagem para cima: de 65,79%, nos últimos sete dias, para 66,99%. E ficou estável em 66,60% em 2023.

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Repórter do Portal Mais Retorno.

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