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Antes ou depois da votação: chance de retorno para quem investe hoje é maior do que na semana que vem

Investidores aguardam decisão do 1º turno das eleições no Brasil

Data de publicação:30/09/2022 às 05:00 -
Atualizado 2 meses atrás
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No último dia útil antes das eleições do primeiro turno, investidores monitoram prováveis impactos do cenário político no bolso. A dúvida é se devem fazer aplicações nesta sexta-feira, 30, ou postergar as decisões para depois das eleições. Há quem diga, no entanto, que as chances de retorno para quem aporta antes das eleições são maiores do que para quem deixa para a semana seguinte.

Desde o início deste ano, analistas e investidores têm falado muito sobre a chamada “volatilidade de mercado” e como isso afeta os investimentos. Segundo Pedro Tiezzi, analista de investimentos da SVN, nesse contexto, as pesquisas eleitorais, novas notícias e outros ingredientes afetam a precificação dos ativos pelo mercado, que opera com aversão ao risco.

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Mercado aguarda decisão do 1º turno das eleições | Foto: Divulgação/TSE

Montar posição pré-eleições

Para o investidor que está indeciso sobre investir agora, o especialista de Investimentos da Mais Retorno, Luís Felipe Vieira, alerta que desde a redemocratização do Brasil, investir antes das eleições tem uma probabilidade muito maior de gerar bons retornos. De acordo com ele, analisando o histórico de eleições anteriores, os resultados dos 12 meses após esse período são consideravelmente altos.

“Historicamente, a gente vê que existe um rali no pós eleições, principalmente daqueles que montaram posição, e estão se reajustando. Ou aqueles que não montaram posição, e não estavam tomando risco, que voltam a tomar risco em um cenário mais palpável.”

Pedro Tiezzi, analista de investimentos da SVN

O analista também afirmou que o recomendado pela SVN sempre é a alocação. De acordo com Tiezzi, a frequência nas alocações permite que o investidor consiga os melhores preços, porque a volatilidade apresenta pontos de entrada que são bons, independente do cenário.

Para Rodrigo Cohen, analista CNPI e co-fundador da Escola de Investimentos, empresa de educação financeira, a melhor estratégia para o momento é reconhecer o seu perfil como investidor e adequar as suas posições, sem cometer extravagâncias, tendo em vista uma série de incertezas.

O mercado no pós 1º turno

Nas pesquisas de intenções de voto à presidência, a disputa está entre uma reeleição do atual presidente, Jair Bolsonaro (PL), e o ex-presidente, Luiz Inácio Lula da Silva. De acordo com um relatório da XP, após as eleições, em qualquer um dos cenários, o mercado se concentrará nos desafios fiscais que se seguirão pela frente. Isso por que ambas as campanhas têm feito promessas semelhantes que pressionam as contas públicas e o teto de gastos.

Na minha opinião, o mercado já precificou a vitória de Lula, mas se analisarmos as posições que foram montadas, existem apostas para os dois lados. Eu não acredito em circuit breaker ou coisa assim, mas acho que vai ter uma volatilidade maior de remontagem e zeragem de posições.

Rodrigo Cohen, analista CNPI e co-fundador da Escola de Investimentos, empresa de educação financeira

Os analistas da XP também afirmaram que na renda variável brasileira, principalmente quando se fala em fundos de ações, existem alguns riscos: política fiscal interna e possível recessão global.

Apesar disso, a equipe afirma que ao longo dos meses tem se sentido mais confortável em sugerir uma maior exposição em ativos de risco brasileiros, dado o nível atrativo de preços, perspectivas positivas nos resultados das empresas (micro) e até mesmo por um cenário macro que surpreendeu para melhor ao longo do ano.

A recomendação é ainda maior para o investidor de longo prazo, com horizonte superior a 4 ou 5 anos. Para a XP, essa pode ser a oportunidade de entrar ou aumentar a exposição com o objetivo de elevar o nível de retorno esperado da carteira.

Sobre o autor
Mari Galvão
Repórter de economia na Mais Retorno

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