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Economia

O que você precisa saber sobre a economia chinesa nesta segunda-feira, 15 de agosto

Corte da taxa de juros, produção industrial, vendas no varejo e de moradias, e taxa de desemprego são alguns dos dados divulgados durante a manhã

Data de publicação:15/08/2022 às 10:59 -
Atualizado um mês atrás
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O que você precisa saber sobre os principais dados da economia chinesa divulgados nesta segunda-feira, 15 de agosto? O Banco Central da China (PBoC, na sigla em inglês) cortou as principais taxas de juros, uma medida que pode fornecer mais apoio à economia em esfriamento.

O PBoC anunciou que baixou as taxas de juros tanto da linha de crédito de médio prazo de um ano quanto dos acordos de recompra reversa de sete dias em 10 pontos-base, enquanto injeta liquidez por meio dos dois instrumentos.

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Foto: Reprodução

A taxa de MLF de um ano foi reduzida para 2,75% e a taxa de recompra reversa de sete dias foi reduzida para 2,0%.

Os cortes podem levar a uma redução das taxas de empréstimo de referência da China - a taxa básica de empréstimo - no final deste mês, pois são precificadas com base nas taxas de MLF.

O banco central também injetou liquidez de 400 bilhões de yuans (US$ 59,3 bilhões) por meio do MLF de um ano e 2 bilhões de yuans por meio de recompras reversas de sete dias.

Produção industrial avança, mas ainda abaixo do esperado

O crescimento econômico da China desacelerou inesperadamente em julho, após um pico de recuperação em junho, mostraram dados oficiais.

A produção industrial aumentou 3,8% em relação ao ano anterior, ligeiramente abaixo do aumento de 3,9% em junho, segundo o Escritório Nacional de Estatísticas (NBS, na sigla em inglês). Isso ficou aquém do crescimento de 4,5% esperado pelos analistas.

As vendas no varejo, métrica fundamental para o consumo, cresceram 2,7% em relação ao ano anterior em julho, abaixo da expansão de 3,1% de junho e do aumento de 5% esperado pelos economistas pesquisados.

O investimento em ativos fixos da China aumentou 5,7% no período de janeiro a julho em relação ao mesmo período do ano anterior.

O número é menor do que o ritmo de 6,1% registrado no primeiro semestre do ano e inferior ao crescimento de 6,2% esperado pelos economistas.

Vendas de moradias caem mais de 30%

As vendas de moradias na China sofreram queda anual de 31,4% entre janeiro e julho, segundo dados do NBS. O resultado apontou ligeira melhora em relação à queda de 31,8% observada no primeiro semestre.

As construções iniciadas - considerando-se tanto residências quanto propriedades comerciais - recuaram 36,1% nos primeiros sete meses do ano ante igual período de 2021. No primeiro semestre, a redução havia sido menor, de 34,4%.

Já os investimentos no desenvolvimento de projetos imobiliários sofreram contração anual de 6,4% de janeiro a julho, aprofundando o declínio de 5,4% visto no primeiro semestre.

O preço médio de novas moradias nas 70 maiores cidades da China teve queda de 1,67% em julho ante igual mês do ano passado, segundo cálculos do The Wall Street Journal baseados em dados divulgados pelo NBS.

Trata-se da maior redução em mais de seis anos. Em junho, o preço havia sofrido declínio anual de 1,29%.

Desemprego entre jovens na China atinge recorde histórico

Junto com uma série de indicadores de atividade, a China divulgou seus números mais recentes de desemprego no país. Segundo o NBS, a taxa urbana caiu de 5,5% a 5,4% entre junho e julho, resultado que a entidade considerou "geralmente estável".

O desemprego entre pessoas mais jovens, de 16 a 24 anos, no entanto, atingiu seu recorde histórico ao subir de 19,3% a 19,9% no mesmo período.

A taxa é muito maior se comparada com outras faixas etárias - apenas 4,3% dos chineses de 25 a 59 anos aptos a trabalhar estão desempregados, segundo o NBS.

Entre outros dados sobre o mercado de trabalho chinês divulgados pelo NBS, 7,83 milhões de empregos foram criados nos primeiros sete meses de 2022.

Em julho, empregados de companhias trabalharam em média 48 horas na China. Nas 31 principais cidades do país, a taxa de desemprego em julho foi de 5,6%. / com Agência Estado

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