Economia

Os juros estão subindo na ponta do crédito, tanto nas operações para pessoas físicas como para pessoas jurídicas. O movimento foi detectado em maio, pela pesquisa mensal que é feita pela Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade, a Anefac.

Considerando as principais linhas de crédito, a taxa de juros média para pessoas físicas passou de 5,80% ao mês, ou 96,71% ao ano, em abril para 5,88% ao mês, ou 98,50% ao ano, em maio. Trata-se da maior taxa de juros registrada desde dezembro de 2019.

Perspectiva de novas altas na Selic e de aumento na inadimplência contribuiu para elevação dos juros

Os juros também ficaram mais altos nos financiamentos para as pessoas jurídicas.

A taxa média geral para empresas apresentou uma elevação de 1,63% no mês, passando de 3,07% ao mês (43,74% ao ano) em abril para 3,12% ao mês (44,58% ao ano) em maio, a maior taxa de juros desde março de 2020.

Segundo o diretor executivo de Estudos e Pesquisas da Anefac, Miguel José Ribeiro de Oliveira, as elevações podem ser atribuídas à expectativa de novas elevações da taxa básica de juros (Selic) frente a uma inflação maior. Também à provável elevação dos índices de inadimplência, e ao anúncio do aumento de  impostos das instituições financeiras da Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL), em 2021. 

“Essa provável inadimplência pode ocorrer por causa do fim das carências nos empréstimos, como pausas e carência nas negociações de dívidas; desemprego elevado; fim do pagamento dos auxílios emergenciais; elevação da inflação e seus efeitos na renda; e maior seletividade dos bancos na concessão de crédito”, destacou.

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