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Mercado Financeiro

Bolsa fecha a semana em alta de 1,35%; dólar cai 1,31%

Investidores digeriram dados da inflação brasileira e do mercado de trabalho americano

Data de publicação:08/07/2022 às 17:35 -
Atualizado um mês atrás
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Após começar o dia no positivo, a Bolsa fechou a semana nesta sexta-feira, 8, em alta de 1,35% e o dólar em baixa de 1,31%. No dia, o Ibovespa concluiu a sessão em baixa de 0,44%, aos 100.288 pontos. Já o dólar recuou 1,44%, cotado a R$ 5,26.

O dia foi marcado pela divulgação de dados econômicos relevantes, tanto aqui quanto lá fora. Internamente, o mercado tomou conhecimento da inflação de junho, medida pelo IPCA. No período, o indicador subiu 0,67%, abaixo das projeções dos economias e analistas, que projetavam uma variação positiva de 0,70%.

Bolsa
Além dos dados internos da inflação de junho, os investidores repercutiram os números do payroll americano do período, que vieram acima do esperado - Foto: Envato

Embora o número mensal tenha ficado abaixo das expectativas, os especialistas chamaram a atenção par a composição do índice no período, que segue desfavorável.

No entanto, eles destacaram que a forte desaceleração nos preços das commodities nas últimas semanas podem puxar a inflação para baixo nos próximos meses.

No âmbito das ações, o desempenho das ações das gigantes do setor que exercem forte peso no Ibovespa foi misto. Enquanto a Petrobras encerrou o dia com alta de 1,12%, em linha com o preço do petróleo, a Vale recuou 2,27%, o que, segundo especialistas, possa ser um reflexo ainda por conta de preocupações com o crescimento da economia.

O dia na Bolsa

Maiores altas

EmpresaTickerVariação
AzulAZUL4+6,23%
CieloCIEL3+5,38%
ViaVIIA3+3.40%
3R PetroleumRRRP3+3,20%
Magazine LuizaMGLU3+3,13%

Maiores baixas

EmpresaTickerVariação
HapvidaHAPV3-4,22%
CVCCVCB3-4,14%
TotvsTOTS3-2,80%
CSNCSNA3-2,77%
SuzanoSUZB3-2,74%
Fonte: B3

Mercado internacional

NY: bolsas fecham mistas com mercado de trabalho

Nos Estados Unidos, as bolsas andaram de lado em Nova York ao longo de todo o dia e fecharam nessa toada. O mercado acompanhou um dos eventos globais mais importantes do dia, que foi a divulgação do relatório payroll de junho, que traz a geração de vagas de emprego tanto no setor público quanto privado.

Segundo dados do Departamento do Trabalho americano, a economia dos Estados Unidos criou 372 mil empregos em junho, resultado acima da mediana dos analistas, que esperavam 275 mil novos postos de trabalho.

Segundo Jennie Li, estrategista de ações da XP, o número mostra que os EUA continuam forte e resilientes.

"Isso permite que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) suba os juros, com o compromisso de elevar a inflação americana para perto dos 2%", avalia.

Para Li, o mercado enxerga isso de forma positiva, "já que a inflação deve ser colocada sob controle pelo BC americano, mesmo que leve a uma desaceleração econômica.

"Ainda há riscos de uma recessão mais profunda, mas por enquanto já se percebe que o mercado está esperando um resfriamento da atividade econômica".

Jennie Li, da XP

Na China, as preocupações com novos lockdowns por conta de um novo avanço da covid-19 voltou a ganhar corpo.

"Será bem importante ficarmos de olho quanto as estímulos que o governo chinês irá fornecer no segundo semestre e como irão lidar com a política de covid zero que sustentaram até agora", ressalta Li.

Fechamento das bolsas americanas

  • S&P 500: -0,13% (388,47 pontos)
  • Dow Jones Industrial Average: -0,14% (31.339 pontos)
  • Nasdaq 100: +0,14% (12.125 pontos)

Europa fecha majoritariamente em alta

Os mercados acionários da Europa fecharam em alta nesta sexta-feira. Os investidores seguiram digerindo a ata do Banco Central Europeu (BCE), que sinalizou a adoção de um aumento de 0,25 nas taxas de juros do bloco.

Ignazio Visco, um dos dirigentes do BCE, defendeu hoje um aperto gradual na política monetária, a fim de evitar um impacto significativo na atividade econômica.

A declaração veio em linha com o documento da autoridade monetária. No entanto, ao mesmo tempo, Visco comentou que pode haver alta superior a 25 pontos-base na próxima reunião, de setembro, a depender dos dados de inflação

A Oxford Economics destacava, em relatório a clientes, o aumento dos riscos de recessão global, inclusive na zona do euro. Para a consultoria, a região de fato desacelera e essa ameaça "é real". Ela projeta que a zona do euro cresça pouco mais de 1% neste ano. / com Agência Estado

Fechamento das bolsas europeias

  • Stoxx 600 (pan-europeu): +0,51% (417,12 pontos)
  • DAX (Frankfurt): +1,34% (13.015 pontos)
  • FTSE 100 (Londres): +0,10% (7.196 pontos)
  • CAC 40 (Paris): +0,44% (6.033 pontos)

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Sobre o autor
Julia Zillig
Repórter do Portal Mais Retorno.