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Economia

Boletim Focus: pela terceira vez consecutiva, economistas ajustam para baixo as projeções para a inflação em 2021

Para o ano seguinte, as estimativas para o indicador foram mantidas em 5,03%

Data de publicação:27/12/2021 às 09:43 -
Atualizado 5 meses atrás
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Pela terceira vez consecutiva, os economistas do mercado ajustaram para baixo as suas projeções para a inflação em 2021, que deve fechar o período na casa dos dois dígitos. No último Boletim Focus do ano, divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira, 27, as estimativas para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caíram de 10,04% para 10,02%. Há quatro semanas eram de 10,15%.

No entanto, para 2022 os especialistas mantiveram o indicador em 5,03%, contra 5,00% há 30 dias. Em relação a 2023, houve queda nas expectativas para a inflação de 3,40% para 3,38%. Segundo analistas, esse movimento aponta que a inflação pode ficar longe do centro da meta de 3,5% em 2022 e também em 2023, se a alta continuar persistindo.

Boletim Focus: economistas reajustam projeções da inflação de 2021 para baixo pela terceira vez consecutiva
Perspectivas para a inflação seguem em queda para 2021, segundo economistas que participaram do Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira, 27, pelo Banco Central - Foto: Reprodução

Sobre a Selic, taxa básica de juros do País, segundo o Focus, as estimativas ficaram estáveis em 11,50% para o próximo ano e em 8,00% para o período subsequente.

Já as projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) seguem arrefecendo. De acordo com o documento do BC, de 4,58%, no boletim anterior, recuaram para 4,51% em 2021, ante 4,78% nas últimas quatro semanas. E de 0,50% para 0,42% para 2022, e de 1,85% para 1,80% para 2023.

Câmbio e IGP-M

As expectativas dos economistas em relação ao câmbio seguem subindo, de acordo com o Focus. De R$ 5,60, no documento anterior, avançaram para R$ 5,63 – ante R$ 5,50 no último mês. O mesmo movimento foi feito para o indicador em 2022 – de R$ 5,57 foi para R$ 5,60. E ficaram em R$ 5,40 para o ano seguinte.

Em relação ao IGP-M, considerado a inflação do aluguel e cujos dados de dezembro serão conhecidos nesta semana, os especialistas preservaram o indicador em 17,47% para 2021. Porém, elevaram de 5,41% para 5,49% as projeções para o indicador para o próximo ano. E ficaram em 4,00% para 2023.

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