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A XP fez mais um movimento de compra no mercado. Anunciou nesta quinta-feira, 24, a aquisição de participação minoritária na Jive Investments, maior gestora independente de investimentos alternativos, com plataforma integrada de recuperação de créditos, gestão de imóveis e de outros ativos distressed.

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Escritório da XP Investimentos em São Paulo - Foto: Reprodução

“A Jive é referência em investimentos alternativos e construiu uma história de sucesso nos últimos anos, se tornando uma das gestoras mais admiradas do país. A nossa visão é oferecer aos nossos clientes o mais completo ecossistema de investimentos do mercado.”, afirma Leon Goldberg, sócio da XP Inc.

Segundo a casa, o aporte permitirá que a Jive possa acelerar ainda mais o seu crescimento. 

Crescimento e expansão

Desde 2015, a Jive tem registrado crescimento de 1.200% ao ano. A gestora tem, hoje, aproximadamente R$ 8 bilhões em ativos sob gestão e R$ 21 bilhões em valor de face, além de mais de 1.300 investidores no Brasil e no exterior.

A parceria permitirá que a casa possa fazer originação e a distribuição de ativos diretamente ou por meio dos mais de 9 mil agentes autônomos de investimentos plugados à rede da XP. Um dos planos da Jive é a entrada no varejo, considerada uma evolução natural pelos sócios da empresa.

“Nascemos fazendo investimentos de alta complexidade e com risco maior, limitados ao investidor profissional. Agora, queremos partir para produtos que tenham perfil de menor de risco e complexidade, mas dentro da nossa expertise, que possam ser distribuídos para um público mais amplo”, revela Guilherme Ferreira, sócio da asset.

Os planos da Jive, com o aporte de capital da XP, incluem ainda um investimento maior em tecnologia, a expansão dos seus canais de originação e distribuição e o fortalecimento da equipe com contratações específicas. “Há planos também para aquisição de outras gestoras e de plataformas que são complementares aos nossos negócios”, conta.

Novos fundos também estão no radar e devem ser lançados ainda em 2021. O foco inicial serão créditos high yield, produtos imobiliários e ativos judiciais.

A transação depende de aprovação Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

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Repórter do Portal Mais Retorno.

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