Economia

As perdas no varejo brasileiro foram de R$ 23,26 bilhões no ano passado. O índice médio de perdas no setor caiu de 1,36% em 2019 para 1,33% em 2020. Entre outros fatores, a queda foi puxada pelo aumento das vendas (houve alta de 6% no faturamento do setor) e a diminuição de furtos em loja. Os dados são da 4ª Pesquisa Abrappe de Perdas no Varejo Brasileiro, em parceria com a consultoria EY, e adiantados ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

perdas no varejo
O varejo brasileiro perdeu R$ 23,26 bilhões no ano passado

As perdas são divididas em duas categorias: perdas conhecidas (produtos sem condições de venda) e perdas não identificadas (furtos).

Na comparação dos setores na pesquisa, quatro formatos de supermercados (hipermercado, convencionais, vizinhança e conveniência) tiveram os maiores índices de perdas do varejo brasileiro. Os hipermercados tiveram a maior porcentagem de perdas, com 2,52%. Enquanto isso, as lojas convencionais aparecem com 2,10% de perda total e as lojas de vizinhança, que apresentaram índice de 1,89%.

De acordo com o presidente da Abrappe, Carlos Eduardo Santos, os supermercados em geral tiveram redução de perdas em todos os seus formatos, exceto nos hipermercados.

"Todos tiveram redução das perdas não identificadas (furtos) em virtude da redução do fluxo de clientes e maior controle pelo time de prevenção de perdas e pelo aumento das vendas. Já nas perdas identificadas (quebras e produtos sem condições de venda) podemos notar um aumento das quebras nos formatos de hipermercados, supermercados convencionais e de vizinhança. Já os formatos conveniência e atacado mostraram uma redução", explica Santos.

As perdas no segmento de Perfurmaria

Com uma das maiores variações da pesquisa, o segmento de Perfumaria vê o índice de perda crescer pelo terceiro ano consecutivo (1,92% em 2018, 1,99% em 2019 e 2,04% em 2020).

"Geralmente, o setor de perfumaria é um dos mais afetados por práticas criminosas, dado o apelo dos produtos como perfumes e maquiagens. O segmento precisa investir mais em boas práticas de prevenção", avalia o presidente da Abrappe.

O estudo faz o levantamento em 15 segmentos - Atacados e Atacarejos, Calçados, Construção/Lar, Drogarias, Eletro/Móveis, Esportes, Livrarias/Papelarias, Lojas de Departamento, Magazines, Moda, Perfumarias, Supermercados.

Varejistas de material de construção indicam estabilidade

Em maio, a percepção de vendas dos varejistas de materiais de construção apresentou estabilidade. De acordo com o Termômetro Anamaco, no mês passado, o porcentual de revendedores que indicaram alta nas vendas foi de 31%. Em abril, esse valor foi de 30%. As assinalações de queda recuaram, passando de 25% para 18% e as indicações de estabilidade avançaram, passando de 45% para 51%.

O levantamento chama a atenção para o fato de que, em abril, o varejo de materiais ainda sofria os efeitos das medidas restritivas de combate à pandemia. Em paralelo, em maio, os pagamentos do auxílio emergencial retomaram, ainda que em valores menores do que no ciclo anterior.

Nas regiões Sul e Sudeste, as assinalações de alta de vendas em maio foi de 26% e 37%, respectivamente, ante 25% e 37%, em abril. Do mesmo modo, o otimismo se elevou no Norte e no Centro Oeste, regiões onde passou de 26% para 35% e de 38% para 47%. Por outro lado, o único recuo nesse indicador está no Nordeste: de 32% para 26%.

No entanto, os números sugerem que os pequenos varejistas, mais afetados pelas medidas restritivas ao comércio, seguem com desempenho pior frente aos grandes estabelecimentos. As assinalações de alta nas vendas em maio não superaram os 30% nas revendas com menos de 20 colaboradores. Já nos grandes homecenters (com mais de 99 empregados), esse indicador chegou a 54%.

Expectativas para os próximos meses

Na média, as expectativas de alta, estabilidade e queda nas vendas nos próximos três meses permaneceram praticamente iguais em maio: 49%, 41% e 10%. Já em abril, os valores foram 50%, 41% e 9%, respectivamente.

As expectativas quanto às ações do governo nos próximos meses seguiram o mesmo padrão. A parcela de respostas otimistas foi a mesma em abril e maio (53%), enquanto se registrou recuo nas assinalações pessimistas (de 19% para 15%) e avanço nas indicações de indiferença (de 28% para 32%). / Agência Estado

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