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Economia

Sinais do Fed fazem Wall Street elevar previsão para juros dos EUA

Gigantes como Goldman Sachs, BofA e Citi subiram suas projeções de 0,25 ponto porcentual para 0,50

Data de publicação:28/03/2022 às 09:10 -
Atualizado 6 meses atrás
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Um trio de pesos-pesados de Wall Street - primeiro o Goldman Sachs, e, agora, o Bank of America (BofA) e o Citi - elevaram novamente as suas projeções para os juros básicos dos EUA no ano.

O movimento vem com a sinalização de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) de que farão o que for necessário para colocar a inflação do país nos trilhos novamente.

Sinais do Fed fazem Wall Street elevar previsão para juro
Grandes bancos acreditam em uma elevação mais forte dos Fed Funds, seguindo sinalização do Fed - Foto: Reprodução

"50 é o novo 25", afirmou o BofA, referindo-se aos futuros movimentos de subida de juros por parte da autoridade monetária nos EUA.

Na semana passada, o Fed elevou os juros básicos dos Estados Unidos, os Fed Funds, pela primeira vez desde 2018, e sinalizou uma postura agressiva para controlar a inflação.

O Citi espera, agora, que o Fed eleve os juros em 50 pontos-base nas reuniões de maio, junho, julho e setembro e outras altas de 25 pontos-base nos dois últimos encontros do ano, previstos para outubro e dezembro.

"Se a inflação acelerar inesperadamente, é possível que o Fed suba mais do que 50 pontos-base (por exemplo, 75 pontos-base) em uma reunião", avaliam os analistas do Citi, em relatório.

"Estamos surpresos com a mudança muito abrupta das autoridades do Fed em aumentos de 50 pontos-base", dizem Mark Cabana, Ralph Axel, Meghan Swiber e Bruno Braizinha, do BofA.

Postura do Fed sinaliza alta

O presidente da distrital do Fed em Nova York, John Williams, evitou, na última sexta-feira, 25, descartar a possibilidade de o Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês) elevar a taxa básica de juros em 50 pontos-base em qualquer uma das próximas reuniões, incluindo a de maio, caso apropriado.

Williams disse que analisará os dados econômicos no momento do encontro para decidir as dimensões dos ajustes nos juros. "Há consenso sobre a necessidade de aumentar a taxa ao longo deste ano e do próximo", ressaltou. / com Agência Estado

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