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Finanças Pessoais

Ranking dos investimentos em julho: Bolsa sobe 4,69%, dólar cai 1,12%; bitcoin se recupera

No ano, são as aplicações de renda fixa que lideram o ranking

Data de publicação:29/07/2022 às 20:44 -
Atualizado 19 dias atrás
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A Bolsa de Valores de São Paulo foi a segunda aplicação mais rentável de julho. O Ibovespa (Índice Bovespa), principal índice da B3, fechou o mês em recuperação, com alta de 4,69%, após uma trajetória titubeante nos pregões iniciais. O mês foi bem positivo também para o bitcoin, que se valorizou 24,85%. O dólar recuou 1,12%.

O Ibovespa encerrou o mês encostado em 103 mil pontos, depois de embicar para a faixa de 96 mil pontos em meados de julho.  Foi uma reação negativa à iniciativa do governo de propor a aprovação do estado de Emergência, via Proposta de Emenda Constitucional (PEC), que abriu caminho à criação do pacote de bondades.

Balanço do mês

Os cálculos de rendimento em julho e no ano são do administrador de investimentos Fabio Colombo.

Ativo/indicadorDesempenho
Bitcoin* 24,85%
Bolsa de Valores 4,69%
Fundos DI**entre 1,14% e 1,24%
Fundos de Renda Fixa**entre 1,08% e 1,18%
CDB**entre 0,97% e 1,07%
Poupança 0,66%
Fundos Imobiliários 0,66%
IGP-M 0,21%
Títulos IPCA***entre - 0,01% e 0,11%
IPCA**** -0,66%
Dólar -1,12%
Ouro -3,40%
Euro -3,57%
Fonte: Fabio Colombo

(*) dados do site ivesting.com

(**)média

(***)indicativo

(****)estimativa

A preocupação com as contas públicas, diante do aumento de gastos com a ampliação e criação de benefícios sociais, vistos como de apelo eleitoral, impactou negativamente o mercado de ações. A reação, que se acentuou nos pregões mais recentes, foi puxada pelas expectativas mais positivas com o cenário externo. Sobretudo com os juros americanos.

As incertezas com a política de juros do Fed (Federal Reserve, banco central dos EUA) persistem, mas os sinais dados por indicadores após a última reunião, que aumentou 0,75 ponto porcentual o juro básico americano, trouxeram certo alívio ao mercado.

A valorização de 4,69% no mês, de todo modo, compensa apenas parcialmente a queda de 11,50% de junho. O resultado continua negativo também no ano. Desde janeiro até agora, o Ibovespa acumula ainda uma desvalorização de 1,58%.

Dólar mais fraco

O dólar seguiu uma trajetória inversa à das ações. Após subir em ambiente de inflação e juros em alta na economia global e de incertezas fiscais, internamente, o dólar perdeu tração. Recuou nos últimos dias com uma expectativa mais otimista em relação à política monetária comandada pelo Fed nos EUA.

Julho marcou a virada do bitcoin, após seguidas e pesadas desvalorizações ao longo dos últimos meses. Mesmo em cenário ainda de forte volatilidade, a moeda virtual valorizou-se 24,85% no mês.

Apesar da recuperação em julho, o bitcoin acumula uma desvalorização de 50,70% no ano. Cada unidade está valendo menos da metade de seu valor do fim de 2022. De acordo com os dados do site Investing.com, o bitcoin esteve cotado por R$ 47.784, em 30 de dezembro, valor que despencou e caiu para R$ 23.556 nesta sexta-feira, 29.

Ranking no ano

Ativo/indicadorDesempenho
Títulos IPCA 8,46% *
IGP-M 8,39%
Fundos DI 6,93% **
Fundos de renda fixa 6,80% **
CDB 6,43%*
IPCA 4,79%***
Poupança 4,27%****
Fundos Imobiliários 0,33%
Bolsa -1,58%
Dólar -7,18%
Ouro -12,12%
Euro -16,25%
Bitcoin -50,70%
Fonte: Fábio Colombo

Obs:

(*) Indicativos

(**) Média

(***) Estimativa

(****) Líquido

Renda fixa em alta

O segmento de renda fixa, incluindo os tradicionais títulos e fundos, está com rendimento em alta. É um movimento que reflete o ciclo de elevação da Selic, que deve ter novo ajuste nesta semana.

CDBs e fundos, de renda fixa e DI, estão rendendo acima de 1% ao mês, como apontam os cálculos do administrador de investimentos Fabio Colombo. Em julho, a renda fixa foi beneficiada também pela queda da inflação, que, segundo especialistas, terá variação negativa ou deflação.

Com a deflação estimada em 0,66%, todo rendimento nominal dos ativos de renda fixa em julho será ganho real positivo. A aplicação atrelada aos juros que, pelas características peculiares, não se beneficia desse movimento são os títulos IPCA.

Com rendimento híbrido (juro real prefixado mais correção monetária), a parcela referente à correção monetária foi impactada pela variação negativa do IPCA. O mês foi negativo também para o título já em circulação, que teve desvalorização com a alta dos juros correntes.

Sobre o autor
Tom Morooka
Colaborador do Portal Mais Retorno.