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Pague Menos registra lucro líquido de R$ 24,4 mi no 1º trimestre, queda de 44%

De acordo com a rede, o movimento de expansão, com a abertura de 90 lojas, impactou na rentabilidade do período

Data de publicação:03/05/2022 às 09:08 -
Atualizado 22 dias atrás
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A Pague Menos reportou lucro líquido de R$ 24,4 milhões no primeiro trimestre de 2022. A cifra representa queda de 44,8% em relação ao mesmo período de 2021. As informações foram divulgadas em balanço da companhia na noite anterior, após o fechamento do mercado financeiro.

Pague Menos
Lucro da Pague menos caiu 44,8% no primeiro trimestre de 2022 - Foto: Pague Menos/Divulgação

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da companhia, por sua vez, ficou em R$ 162,4 milhões, praticamente estável, com alta de 1,9% na mesma base comparativa.

O diretor financeiro da companhia, Luiz Novais, apontou que o recuo na rentabilidade da Pague Menos se deve ao impacto da expansão da rede que, desde o terceiro trimestre do ano passado, abriu 90 novas lojas.

Peso da expansão nos resultados

A Pague Menos já havia sinalizado ao mercado sobre o peso que a expansão teria nas margens da companhia, mas diz que os números apresentados pelas novas lojas dão sinais positivos para os próximos trimestres.

"Temos boas notícias. Durante o primeiro trimestre, 90% das novas lojas estavam com ponto de breakeven (equilíbrio entre receitas e despesas)".

Luiz Novais, diretor financeiro da Pague Menos

Segundo o executivo, isso indica que o plano da Pague Menos está sendo bem-sucedido e que, no terceiro trimestre desse ano os indicadores de rentabilidade tendem a estar mais equilibrados.

Uma vez que - além da maior maturidade das lojas abertas recentemente - será possível comparar trimestres com números mais próximos de abertura de novas lojas.

Receita bruta e vendas

A receita bruta da Pague Menos cresceu 10,5% e chegou a R$ 2,1 bilhões, enquanto a líquida ficou em R$ 1,972 bilhão, com alta de 11%. As vendas mesmas lojas cresceram 7,1%. Novais explica que a rede calcula a inflação de seu mix de produtos em cerca de 6,3%.

Segundo Novais, o crescimento das vendas teria ficado acima da inflação. Do reajuste de 7,4% sobre o preço dos medicamentos autorizado no ano de 2021, ele diz que o setor repassou apenas 6,5% - a rede compara esse valor inflacionário com a alta de preço de produtos de higiene e beleza.

Desafios

Para Novais, os desafios da companhia estão em lidar com a inflação que atinge a distribuição de seus produtos, em razão da alta de combustíveis, além necessidade de manter as 1100 lojas da rede performando positivamente em meio a novas aberturas e à integração dos pontos de venda da Extrafarma.

A Pague Menos aguarda atualizações do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) sobre a aquisição da Extrafarma em breve. / com Agência Estado

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