Mercado Financeiro

Terminar um relacionamento não é fácil, mas você já precisou superar a perda daquele tão suado dinheirinho? De todas as sensações ruins que podemos ter ao longo da vida, perder dinheiro com certeza está no top 3 desse ranking dos piores investimentos. 

Podemos perder dinheiro na rua ao deixar cair da carteira de investimentos, ou esquecer no bolso da calça que foi parar na máquina de lavar... Podemos, ainda, perder dinheiro por investir de maneira errada.

Isso porque, investir nem sempre é sinônimo de lucrar. Você aplica uns trocados em algum fundo, ou compra ativos na Bolsa de Valores esperando ter pelo menos 1/3 a mais da quantia ao final de 12 meses, e se depara com uma rentabilidade de centavos. É pra matar o peão!

Separamos aqui alguns dos piores investimentos de 2020 para que você entenda o que queremos dizer. Tire as crianças da sala, pois os resultados são absurdamente chocantes!

"É uma cilada, Bino!"

Se você investiu em alguma dessas modalidades, provavelmente já deve ter sentido na pele - ou melhor, no bolso - que a rentabilidade não foi tão satisfatória quanto o esperado. Calma que ainda há tempo de analisar a situação e tomar melhores decisões!

Importante esclarecer que não vamos classificar dos piores investimentos para o "menos ruim". Cada um dos setores apresentou resultados específicos, e de acordo com a realidade de cada investidor, fica a seu critério julgar quais foram as modalidades mais desastrosas do último ano.

FUNDOS PASSIVOS DE AÇÕES 

Como o próprio nome sugere, eles são uma contraposição aos fundos considerados ativos. Nesse caso, costumam seguir algum índice do mercado, como o IBOVESPA, ou podem ser ETFs (Exchange Traded Funds) negociados na Bolsa de Valores.

As pessoas que investem em fundos passivos de ações acabam terceirizando um trabalho que elas mesmas poderiam realizar. Ou seja, despendem gastos com o gestor desse fundo, objetivando que ele vá criar a melhor carteira de investimentos possíveis.

A questão é, pelo fato do fundo seguir um índice específico do mercado, não há muito a ser feito além de investir em ações baseadas naquele indicador. Sendo assim, o gestor não tem tanto trabalho, já que o valor do fundo se movimenta sozinho conforme a alta ou baixa de determinado índice.

Você pode ser perguntar "o que faz dos fundos passivos de ações algo tão ruim", e nós te dizemos: altas taxas de administração, incompatíveis com a rentabilidade da carteira e também com o serviço realizado pelo gestor!

Os dois melhores ETFs de 2020 tiveram uma valorização de 9,44% e 9,16% ao ano, enquanto os três piores registraram uma queda de 31,92%, 32,64% e 38,18% ao ano.

Imagine sofrer esse impacto financeiro e ainda ter que pagar até 2,5% de taxa de administração por um serviço que nem sempre é necessário? Complicado, né?

CONSÓRCIO

O consórcio costuma ser vendido a partir da comparação com o famoso sistema de financiamento: na primeira opção não há taxas de juros, enquanto na segunda opção as taxas de juros vão lá em cima.

Entretanto, por mais que as taxas de juros do consórcio sejam mais baixas em comparação ao sistema de financiamento, as taxas de administração e o INCC (Índice Nacional de Construção Civil) acabam suprindo essa suposta vantagem.

Em 2019, o INCC estava em 4,13%, enquanto no último ano subiu para 8,66%. Considerando o reajuste anual no valor pago pelas cotas do consórcio, os resultados desse investimento em 2020 não foram tão bons quanto o esperado.

CADERNETA DE POUPANÇA  

Esse tipo de investimento costuma ser alvo de críticas a muitos anos, na lista de piores investimentos, não apenas em 2020.

Por diversos motivos já citados aqui na Mais Retorno - e reforçados por economistas renomados - a caderneta de poupança apresenta rentabilidade inferior a outras modalidades do mercado a um bom tempo.

O fator principal para que fosse listado como um dos piores investimentos está atrelado a um indicador específico: a taxa básica de juros Selic, que esteve em 3% no último ano!

Para você ter uma ideia, as pessoas que investiram R$100 em Janeiro tiveram uma rentabilidade de apenas R$0,97 até o mês de Maio. Aqueles que investiram o mesmo valor em Janeiro de 2019 e resgataram seu dinheiro em 2020, não colheram mais do que R$103,68 reais da conta bancária.

Fala sério, né?! O lucro não passou de 0,97% ao ano, dada a consequência da caderneta de poupança render pelo menos 70% da taxa Selic.

TESOURO DIRETO

Falando em taxa Selic, essa opção de investimento em renda fixa também deixou a desejar, por isso integra a lista de piores investimentos em 2020.

Pelo fato da taxa básica de juros ter caído para 3%, o Tesouro Direto passou a render menos que a inflação. Isso significa algo em torno de 1.30% bruto, ou 1.1% líquido. Na prática, quem investiu R$100 em Janeiro teve uma lucratividade de apenas R$101,01 até o mês de Maio.

É certo que o Tesouro Direto rendeu praticamente 13% a mais que a caderneta de poupança em 2020, mais ainda assim foi um resultado bem abaixo do esperado para esse tipo de modalidade.

PREVIDÊNCIA PRIVADA

A previdência privada é uma modalidade de investimento muito procurada por pessoas que pensam na futura aposentadoria, e também por aqueles que buscam certos benefícios fiscais.

Pode acontecer de duas maneiras: através de alguma empresa, quando a pessoa está devidamente registrada no quadro de funcionários da companhia, ou por conta própria, quando a pessoa deposita mês a mês determinada quantia em seu banco de confiança.

Focando mais na segunda opção, ela se assemelha muito a um fundo de investimento, uma vez que os bancos que recebem esse dinheiro o aplicam em títulos público, títulos privados ou compram ações no mercado financeiro.

Ou seja, o banco faz o papel de gestor da carteira do seu cliente. E como nós estamos cansados de saber, todo serviço terceirizado tem seu preço... Sim, a famosa taxa de administração!

Mesmo com a taxa Selic a 3%, a taxa de administração de muitos bancos chegou a 2,5% em 2020. A rentabilidade do investimento foi nitidamente incompatível com o preço cobrado pela gestão o serviço - que não foi dos melhores, convenhamos.

TÍTULO DE CAPITALIZAÇÃO

Há quem chame os títulos de capitalização de jogos de azar legalizados. Forte, né?! Mas tudo nessa vida tem um porquê.

Essa modalidade também é muito parecida com um fundo de investimento, porém, possui algumas especificidades: apenas 75% do dinheiro aplicado poderá render alguma coisa - a depender, ainda, da gestão realizada pelo banco.

Dos 35% que sobram, 25% são retidos como taxa de sorteio, e os 10% como taxa de administração. Isso significa que, se você não for sortudo o suficiente, só terá chance de ganhar sobre 75% do dinheiro que investir todo mês, e perderá o restante para a instituição financeira.

Calma, dá para piorar: desses 75%, 20% são obrigatoriamente baseados na rentabilidade da poupança.

Nós dissemos anteriormente que ela rendeu 0.97% ao ano em 2020, certo? Imagine uma rentabilidade de 20% sobre esse percentual... Não vamos fazer o cálculo para evitar algumas lágrimas, ok?!

AÇÕES DE EMPRESAS AÉREAS 

As ações de empresas áreas desvalorizaram muito no último ano por conta de um fator que, infelizmente, afetou a vida de todos nós: Covid-19.

Com as medidas de lockdown para conter a propagação do vírus, as empresas aéreas tiveram seus serviços restritos e cancelados por um bom tempo ao longo de 2020. Aeroportos fechados e isolamento social foram as medidas protetivas que mais cabiam naquele momento.

Algumas das maiores companhias aéreas precisaram recorrer ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), que afirmou um prejuízo estipulado entre R$4 bilhões e R$7 bilhões.

A Latam, por exemplo, entrou com pedido de recuperação judicial em Maio do ano passado, enquanto a Gol reportou um prejuízo de R$2,261 no primeiro trimestre de 2020 - pouco melhor que a Azul, que ficou na casa dos R$6,135 bilhões no mesmo período.

Ilustrando esses resultados em porcentagem, a empresa com menos impacto sofreu uma queda de - pasme! - 68% na Bolsa de Valores. Foi daí para pior.

FUNDOS DI

Essa categoria de fundos é muito comum entre aqueles que buscam formar uma reserva de emergência. São classificados como fundos de renda fixa, onde 80% do seu patrimônio devem - obrigatoriamente - estar vinculado a alguma taxa de juros ou índice de preço.

Os fundos DI costumam acompanham o CDI (Certificados de Depósito Interbancário). Portanto, está entre os tipos de investimentos que uma pessoa, com o mínimo de conhecimento, é capaz de realizar por conta própria.

O problema dessa modalidade é muito similar ao dos fundos passivos de ações: altas taxas administrativas, cobradas por serviços que não valem tanto a pena.

Investimentos em 2021

Ainda é cedo para dizer quais serão os melhores investimentos desse ano. Alguns economistas especulam um possível aumento da taxa Selic, enquanto outros seguem desconfiados de que continuará no mesmo patamar.

A única certeza do momento, é a ajuda que este conteúdo aqui poderá te dar!

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