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Mercado ao vivo: confira a Bolsa e o dólar nesta terça-feira, 15 de fevereiro

Investidores digerem dados de inflação tanto internos quanto dos EUA

Data de publicação:15/02/2022 às 11:14 -
Atualizado 8 meses atrás
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A Bolsa abriu os negócios desta terça-feira, 15, em alta, seguindo o apetite ao risco do mercado internacional, que reduziu um pouco a postura de cautela com as tensões amenizadas sobre o conflito geopolítico entre Rússia e Ucrânia.

Com uma agenda econômica esvaziada, os investidores se voltam para dados da inflação, tanto internos – como o IGP-10 de fevereiro, em linha com as expectativas – e externos, referentes aos Estados Unidos – que veio acima do esperado. Às 15h15 o Ibovespa subia 0,71%, aos 114.705 pontos, e o dólar recuava 0,58%, cotado a R$ 5,188.

Mercado ao vivo: confira a Bolsa e o dólar nesta terça-feira, 15 de fevereiro
Tensões geopolíticas entre Rússia e Ucrânia perdem um pouco o fôlego e trazem mais tranquilidade ao mercado - Foto: Envato

De acordo com dados do Departamento do Comércio Americano, a inflação ao produtor subiu 1% em janeiro, o dobro dos 0,50% projetados pelos analistas. No ano a alta acumulada é de 9,7%, superior ao consenso do mercado de 9,1%. Já o núcleo do IPP (inflação ao produtor, na sigla em inglês) avançou 0,8%. Por lá, os futuros operam em alta.

Futuros/bolsas americanas

  • S&P 500: + 1,20%
  • Dow Jones: + 1,07%
  • Nasdaq 100: + 1,73% (dados atualizados às 10h50)

IGP-10 de fevereiro em linha com o esperado

No ambiente interno, a inflação é, igualmente, um dos pontos de atenção dos investidores. Ao longo da manhã, a Fundação Getúlio Vargas divulgou que o Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) de fevereiro subiu 1,98%, após avanço de 1,79% no mês anterior.

O dado ficou dentro das estimativas dos analistas do mercado financeiro, que esperavam uma alta de 1,63% a 2,14%, com mediana positiva de 1,97%.

Já o resultado acumulado nos 12 meses até fevereiro ficou ligeiramente abaixo da mediana das projeções coletadas – alta de 16,71% - obtida do intervalo de 16,29% a 17,67%.

O movimento vem de encontro às projeções dos economistas do mercado, que apontam uma inflação cada vez mais acentuada em 2022.

Tensões amenizadas sobre o conflito entre Rússia e Ucrânia

O mercado internacional respira com um pouco mais de alívio, após informações de que algumas tropas russas estão retornando à base, após se manterem na fronteira com a Ucrânia. Alguns esforços diplomáticos estão em andamento, como o encontro do chanceler alemão, Olaf Scholz, com o presidente russo, Vladimir Putin.

Em visita ao país, Scholz disse que “a adesão da Ucrânia à Otan está fora da agenda”. De acordo com Artur Borges, especialista em Renda Variável da Blue3, quem não parece estar mais interessado em reduzir a temperatura é o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenski, que foi à TV na véspera confirmar que ainda deseja que o país integre a organização.

“Moscou está vendo, pouco a pouco, a Otan chegando mais perto do seu território. Além disso, a posição geográfica da Ucrânia oferece à Rússia um porto de águas quentes, ou seja, que não congela durante o inverno. Por isso, é um ponto extremamente estratégico para o país, que não possui outro com essas características. A ex-URSS alega que a Ucrânia ‘não pode ser controlada pelos americanos”.

Artur Borges, especialista em Renda Variável da Blue3

No entanto, os sinais de diminuição da tensão geopolítica pressionam o preço do petróleo, que recua quase 3% nesta terça-feira e impacta nas ações das petroleiras na Bolsa. Às 10h14, as ações da Petrobras caíam 1,76%, o que ajuda a limitar um pouco uma alta mais acentuada do Ibovespa. Na mesma esteira, a PetroRio cai 3,96%.

Juros futuros

Os juros futuros abriram em queda na manhã desta terça-feira, acompanhando o dólar e a melhora no exterior. O movimento, no entanto, se atenuou conforme o dólar reduziu a queda. E investidores estão em compasso de espera pelo leilão de NTN-B e LFT (11h). O IGP-10 de janeiro dentro do esperado fica em segundo plano.

Às 9h22, a taxa do contrato de depósito interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 caía para máxima de 11,32%, de 11,36% no ajuste de ontem. O DI para janeiro de 2025 recuava para máxima de 11,43%, de 11,48%, e o para janeiro de 2023 cedia para 12,425%, de 12,488% no ajuste anterior.

Sobe e desce da Bolsa

Maiores altas

B3 (B3SA3)+1,56%
Banco do Brasil (BBAS3)+5,01%
Locaweb (LWSA3)+10,86%
Azul (AZUL4)+4,30%
Banco Pan (BPAN4)+4,99%
Fonte: B3

Maiores baixas

CSN (CSNA3)-4,97%
3R Petroleum (RRRP3)-3,50%
Vale (VALE3)-2.18%
PetroRio (PRIO3)-1,92%
Usiminas (USIM5)-2,74%
Fonte: B3 (dados atualizados às 11h35)

Agenda interna: PEC dos combustíveis, safra de balanços e eleições

Internamente, sob o ponto de vista fiscal, ocupam com destaque o radar do mercado as várias propostas que podem resultar em um aumento de gastos públicos ou em redução de receitas, com impacto sobre as contas públicas, como a proposta que prevê a redução de impostos para baratear os preços de combustíveis.

Os resultados corporativos da atual safra de balanços também são monitorados pelos investidores. Após o Banco do Brasil apresentar lucro recorde, para esta terça-feira está prevista a divulgação dos números referentes ao quarto trimestre de 2021 do Carrefour, PetroRio e Yduqs, após o fechamento do pregão.

A campanha eleitoral não foi ainda oficialmente aberta, mas declarações políticas dos que estão à caça de votos também geram ruídos que afetam o comportamento dos mercados.

Bolsas europeias: na esteira dos futuros americanos

Atenta ao conflito geopolítico entre Rússia e Ucrânia, as principais praças financeiras europeias operam em alta. Os investidores estão às voltas com novos dados econômicos que indicam os rumos da economia da zona do euro.

Segundo dados da Eurostat, agência de estatísticas da União Europeia, divulgados nesta terça-feira, o Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro cresceu 0,3% no quarto trimestre de 2021 ante os três meses diretamente anteriores. O resultado veio em linha com a projeção dos analistas.

Na comparação anual, o PIB do bloco subiu 4,6% entre outubro e dezembro, também confirmando a prévia e as expectativas. A Eurostat reiterou também que o PIB da zona do euro expandiu 5,2% em 2021 ante 2020.

Ainda de acordo com a Eurostat, a zona do euro registrou déficit em sua balança comercial de 9,7 bilhões de euros em dezembro de 2021, segundo dados com ajustes sazonais. Em novembro passado, o bloco havia apresentado saldo comercial negativo bem menor, de 1,8 bilhão de euros. Na comparação mensal de dezembro, as exportações do bloco caíram 0,6% e as importações subiram 3,1%.

Na Alemanha, o índice de expectativas econômicas subiu de 51,7 pontos em janeiro para 54,3 pontos em fevereiro, de acordo com pesquisa divulgada pelo instituto alemão ZEW. O número ficou baixo das expectativas dos analistas, que previam avanço do indicador a 56 pontos.

Bolsas europeias/principais praças

  • Stoxx 600 (Europa): +1,22%
  • FTSE 100 (Londres): +0,79%
  • DAX (Frankfurt): +1,68%
  • CAC 40 (Paris): +1,33% (dados atualizados às 11h07)

Bolsas asiáticas fecham em baixa

Os mercados asiáticos fecharam majoritariamente em baixa nesta terça-feira, pressionados pelas tensões entre Rússia e Ucrânia. Além disso, os últimos dados de crescimento do Japão vieram abaixo das estimativas dos analistas. Na China, as bolsas tiveram desempenho positivo, ajudadas por fabricantes de bebidas que estão faturando em meio à Olimpíada de Inverno de Pequim. / com Tom Morooka e Agência Estado

Fechamento/bolsas asiáticas

  • Nikkei (Tóquio): -0,79% (26.865 pontos)
  • Hang Seng (Hong Kong): -0,82% (24.335 pontos)
  • Kospi (Seul): -1,03% (2.676 pontos)
  • Taiex (Taiwan): -0,25% (17.951 pontos)
  • Xangai Composto (China continental): +0,50% (3.446 pontos)
  • Shenzhen Composto (China continental): +1,35% (2.283 pontos)
  • S&P/ASX 200 (Sydney): +0,51% (7.206 pontos)
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