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Mercado Financeiro

Mercado ao vivo: confira a Bolsa e o dólar nesta quarta-feira, 9 de março

Investidores seguem acompanhando os desdobramentos da guerra entre Rússia e Ucrânia e os efeitos das sanções internacionais contra o país de Putin

Data de publicação:09/03/2022 às 11:37 -
Atualizado 3 meses atrás
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Seguindo o ritmo das bolsas internacionais, que buscam recuperação após o pregão anterior de queda, a Bolsa sobe forte nesta quarta-feira, 9. Os investidores acompanham os desdobramentos e atualizações da guerra entre Rússia e Ucrânia, cujo foco principal são os efeitos das sanções internacionais contra o país de Vladimir Putin e acordo de cessar-fogo.

Às 14h00, o Ibovespa avançava 1,83%, recuperando os 113 mil pontos - 113.233 - e o dólar recuava 1,12%, cotado a R$ 4,997, rompendo o suporte dos R$ 5,00.

Rússia e Ucrânia
Guerra entre Rússia e Ucrânia segue como assunto principal no radar dos investidores nesta quarta-feira, 9 - Foto: AFP

O ajuste do câmbio acompanhou as máximas registradas paralelamente pelo Ibovespa, refletindo ingressos de investidores estrangeiros no mercado interno, e também ajustes à aceleração das perdas do petróleo e da moeda norte-americana no exterior ante pares principais e divisas emergentes e ligadas a commodities, afirmou o diretor Jefferson Rugik, da corretora Correparti.

Se as perdas do petróleo, de mais de 5% há pouco, não forem interrompidas podem ajudar a tirar pressão da inflação e também sobre a política monetária, diminuindo ou dissipando apostas mais duras dos economistas de que a Selic pode subir a 13% no fim do ciclo atual de aperto dos juros, comentou Rugik.

A alta da Bolsa não consegue ser ainda mais expressiva no dia de hoje por conta da influência da queda das ações das petroleiras – que inclui a Petrobras, cujos papéis chegaram a cair quase de 2%, mas recuavam 0,52% às 14h10 - e das siderúrgicas, com baixa de 3,34% da Vale, no mesmo horário.

União Europeia anuncia novas sanções contra a Rússia

No âmbito da guerra, após os Estados Unidos ter aplicado embargo ao petróleo russo, a União Europeia (EU) anunciou nesta quarta-feira que ampliou suas sanções contra a Rússia após a invasão da Ucrânia. Desta vez, a nova rodada de embargos mira também Belarus, aliado do governo russo.

Foram excluídos três bancos bielorrussos da plataforma internacional Swift, segundo informações da presidência francesa do Conselho da UE. Além disso, os 27 países membros da União estenderam a lista de tecnologias e bens que não podem ser exportados para a Rússia e “esclareceram” as restrições impostas às criptomoedas.

A UE já aplicou sanções a 53 entidades e 680 indivíduos, agora proibidos de ingressar em seu território, além de estarem com seus ativos na Europa congelados. Por lá, as bolsas operam com ganhos consistentes.

Bolsas europeias/principais índices

  • Stoxx 600 (Europa): + 4,17%
  • DAX (Frankfurt): + 7,13%
  • FTSE 100 (Londres): +2,68%
  • CAC 40 (Paris): +6,46% (dados atualizados às 12h56)

Bolsas americanas/principais índices

  • S&P 500: +2,29%
  • Dow Jones: +2,05%
  • Nasdaq 100: +2,082% (dados atualizados às 12h55)

Brasil: discussão sobre combustíveis

No ambiente doméstico, outro tema que está na pauta do mercado são as conversas entre governo e Petrobras para adotar uma alternativa para conter o avanço do preço dos combustíveis, por conta da disparada do preço do petróleo lá fora, como reflexo da guerra.

Durante a manhã, um encontro reuniu os ministérios da Economia, Minas e Energia, Petrobras e o relator dos projetos que tratam de combustíveis no Senado. Segundo Jean Paul Prates, relator dos textos, os dois projetos feitos por ele serão votados na Casa ainda nesta data.

Um deles cria uma conta de estabilização de custos para os combustíveis. O outro altera a cobrança do ICMS, imposto estadual, para a saída do combustível da refinaria ou para o recebimento do combustível importado.

Perguntado sobre os estudos do governo em criar um subsídio temporário para os combustíveis diante da alta internacional do preço do petróleo, o senador respondeu que o tema não foi tratado na reunião com Pacheco e Guedes.

Por volta das 11 horas, Guedes se reúne no Palácio do Planalto com o presidente da República, Jair Bolsonaro, para seguir discutindo a crise dos combustíveis.

Juros futuros

Os juros futuros recuam em toda a curva e o movimento é mais acentuado nos longos, que subiram ontem e nesta quarta-feira (9) são influenciados pelo recuo do petróleo em meio à melhora do humor externo, apesar das preocupações com a guerra na Ucrânia ainda estarem no foco.

A queda de 2,4% da produção industrial em janeiro, na margem, perto do piso das expectativas dos analistas (-2,7% a +1,1%) fica mais em segundo plano, segundo traders, diante da piora do cenário para economia com a guerra.

Às 9h15, a taxa do contrato de depósito interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 recuava para 12,06%, de 12,26% no ajuste de ontem. O DI para janeiro de 2025 caía para 12,21%, de 12,38%, e o para janeiro de 2024 caía para 12,70%, de 12,82%. Na ponta curta, o DI para janeiro de 2023 recuava para 12,970%, de 13,057% ontem no ajuste.

Sobe e desce da Bolsa

Maiores altas

Natura&Co (NTCO3)+13,92%
CVC (CVCB3)+11.52%
Locaweb (LWSA3)+10,65%
Banco Inter (BIDI11)+9,84%
MRV (MRVE3)+ 7,30%

Maiores baixas

PetroRio (PRIO3)-8,55%
3R Petroleum (RRRP3)-6,20%
Vale (VALE3)-6,25%
Suzano (SUZB3)-1,97%
CSN (CSNA3)-1,71%
Fonte: B3 (dados atualizados ás 11h39)

Bolsas asiáticas fecham em queda

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa nesta quarta-feira, um dia após os EUA suspenderem compras de petróleo da Rússia, impulsionando ainda mais os preços da commodity no mercado internacional, em mais uma sanção pela invasão da Ucrânia.

Diante do foco no cenário geopolítico, o noticiário macroeconômico permanece em segundo plano. Na China, a taxa anual de inflação ao produtor (PPI) desacelerou de 9,1% em janeiro para 8,8% em fevereiro, enquanto a taxa anual da inflação ao consumidor (CPI) ficou inalterada de um mês para o outro, em 0,9%.

A aversão a risco predominou na região asiática após os EUA confirmarem ontem que não irão mais importar petróleo e gás natural russos, em mais uma tentativa de pressionar Moscou a interromper os ataques na Ucrânia.

Já o Reino Unido prometeu fazer o mesmo até o fim do ano e a União Europeia divulgou um plano para ficar independente dos combustíveis fósseis russos "bem antes" de 2030. / com Tom Morooka e Agência Estado

Bolsas asiáticas/fechamento

  • Nikkei (Tóquio): -0,30% (24.717 pontos)
  • Hang Seng (Hong Kong): -0,67% (20.627 pontos)
  • Xangai Composto (China continental): -1,13% (3.256 pontos)
  • Shenzhen Composto: -1,10% (2.116 pontos)
  • Taiex (Taiwan): +1,13% (17.015 pontos)
  • Kospi (Seul): bolsa fechada (dia de eleição presidencial)
  • S&P/ASX 200 (Sydney): +1,04% (7.053 pontos)
Sobre o autor
Julia Zillig
Repórter do Portal Mais Retorno.