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Mercado Financeiro

Mercado segue animado com valorização das commodities; veja o que pode estragar a festa

Investidores permanecem atentos aos sinais da inflação pelo mundo, especialmente nos Estados Unidos

Data de publicação:21/01/2022 às 00:30 -
Atualizado 4 meses atrás
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Um conjunto de fatores favoráveis continua dando tom positivo aos negócios no mercado financeiro. Dentre os de maior impacto, que influenciam os diversos mercados, segundo os especialistas, está a continuidade de valorização das commodities no mercado internacional, a queda do dólar, puxada por um cenário externo aparentemente carregado de menos preocupação, e recuo dos juros futuros.

O humor nos mercados, para analistas, vai depender da manutenção dessas variáveis.

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Mercado pode enfrentar volatilidade diante de dados da inflação pelo mundo, especialmente nos Estados

Foi no embalo desse cenário que a Bolsa de Valores de São Paulo, a B3, emplacou a terceira valorização seguida nesta quinta-feira. O Ibovespa subiu mais 1,01% e fechou o pregão em 109.102 pontos. Alguns especialistas afirmam que o fluxo de capital estrangeiro para o mercado de ações permanece forte, o que estaria atraindo compras também de investidores domésticos para algumas ações setoriais, como as do comércio varejista, beneficiadas pela queda dos juros futuros.

Um dos fatores que têm levado à queda dos juros futuros é a sequência de desvalorizações do dólar, que recuou mais 0,36%, a terceira baixa consecutiva, para R$ 5,42. O recuo da moeda americana reduz a pressão sobre a inflação e traz alguma melhora de expectativa para a trajetória da Selic. Na virada de fevereiro, dias 1º e 2, o Copom (Comitê de Política Monetária) realiza a primeira reunião do colegiado do Banco Central no ano para definir a nova Selic.

O que pode estragar a festa do mercado

Em um ambiente mais calmo nos mercados, investidores e gestores permanecem atentos aos sinais de inflação pelo mundo, especialmente nos Estados Unidos. Especialistas comentam que as expectativas em relação aos juros americanos continuam influenciando o rumo dos mercados, principalmente o de ações, mais sensíveis à alta das taxas de juro. Especialmente em um momento que a B3 acumula expressiva valorização de 4,08% no ano, até o momento.

As incertezas em relação aos juros continuam deprimindo as bolsas americanas, que esboçaram recuperação, puxadas pelos balanços de empresas, mas não se sustentaram e cederam mais próximas do fechamento. 

O índice Dow Jones recuou 0,89%, para 34.715 pontos; o S&P 500 caiu 1,10%, para 4.483 pontos, e o índice Nasdaq, da bolsa eletrônica, desvalorizou-se 1,30%, para 14.154 pontos.

Europa: dados do varejo decepcionam

As vendas no varejo do Reino Unido sofreram queda de 3,7% em dezembro ante novembro de 2021, em meio aos efeitos da disseminação da variante Ômicron do coronavírus, segundo dados publicados nesta sexta-feira pelo Escritório Nacional de Estatísticas (ONS, na sigla em inglês) do país.

O resultado ficou bem aquém da expectativa de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam recuo mensal de 0,6% em dezembro. Na comparação anual, as vendas do setor varejista britânico caíram 0,9% em dezembro, contrariando projeção do mercado de alta de 3,4%.

Na Ásia, marcado segue atento aos juros nos Estados Unidos

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa neste pregão, após mais uma rodada de perdas nos mercados de Nova York, que seguem pressionados pela perspectiva de aperto monetário nos EUA.

Desde a semana passada, as bolsas vêm acumulado perdas em meio a expectativas de que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) seja obrigado a elevar juros três ou mais vezes ao longo do ano, à medida que a inflação segue persistindo e a economia americana continua se recuperando dos choques da pandemia de covid-19. O Fed terá reunião de política monetária na próxima semana, mas as apostas são de que o primeiro aumento de juros virá em março.

Na China, o governo segue atento a eventuais irregularidades no gigantesco setor de tecnologia do país. Pequim convocou ou alertou operadoras de plataformas de entrega de carga e empresas de transporte por aplicativo após o registro de queixas por motoristas.

Fechamento das bolsas na Ásia

  • Xangai Composto (China continental): queda de 0,91%
  • Shenzhen Composto (China continental): queda de 1,32%
  • Hang Seng (Hong Kong): ata de 0,05%
  • Nikkei (Japão): queda de 0,90%
  • Kospi (Coréia do Sul): queda de 0,99%
  • Taiex (Taiwan): queda de 1,75%
Sobre o autor
Tom Morooka
Colaborador do Portal Mais Retorno.