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Mercado Financeiro

Mercado ao vivo: confira a Bolsa e o dólar nesta quarta-feira, 29 de dezembro

Investidores repercutem novos dados da inflação e acompanham a movimentação do mercado internacional, que está de olho no avanço da ômicron

Data de publicação:29/12/2021 às 11:07 -
Atualizado 7 meses atrás
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No penúltimo dia do ano, a Bolsa opera em queda nesta quarta-feira, 29, após oscilar entre altas e baixas ao longo da manhã. Os investidores digerem os últimos dados do IGP-M de dezembro, que vieram mais fortes do que o esperado pelo mercado. Por aqui, o cenário fiscal também segue no radar, com a movimentação de servidores federais sobre uma possível paralisação para reivindicar reajuste salarial.

Além disso, o mercado acompanha a movimentação mista das bolsas lá fora, que refletem a preocupação com o avanço da ômicron pelo mundo. Às 14h01, o Ibovespa registrava queda de 0,60% e perdia os 105 mil pontos - 104.237. O dólar subia 0,92%, cotado a R$ 5,692.

Mercado ao vivo: confira a Bolsa e o dólar nesta quarta-feira, 29 de dezembro
Investidores repercutem os dados do IGP-M de dezembro, que apontaram avanço de 0,87% no mês - Foto: Shutterstock

O Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgou durante a manhã os dados do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) de dezembro, considerado a inflação do aluguel, de dezembro, que registrou alta de 0,87% no período. Em novembro, houve variação positiva de 0,02%.

O número veio acima da mediana projetada pelos analistas, que esperavam variação positiva de 0,74% para o indicador. No ano, a inflação acumulada pelo IGP-M foi de 17,74%, também acima da mediana de 17,63% esperada pelo mercado. Em 2020, o índice concluiu o período com alta de 23,14%.

O dado anual também se mostra mais elevado do que as estimativas feitas pelos economistas de mercado – 17,47% - que participaram do último Boletim Focus de 2021, divulgado na última segunda-feira, 27.

De acordo com o gestor de renda fixa da Terra Investimentos, Marcelo Castro, a expectativa é de que o IGP-M forte vai levar o Banco Central a subir a Selic, taxa básica de juros do País, em 1,5 ponto porcentual em fevereiro, mantendo o passo de aperto monetário.

Ainda nesta quarta-feira saem o resultado do Governo Central (Previdência, Banco Central e Tesouro Nacional) de novembro e os dados semanais da balança comercial, ambos às 14h30. Para as contas do governo central, a mediana esperada é de superávit primário de R$ 340 milhões, após saldo positivo de R$ 28,195 bilhões em outubro.

Juros futuros sobem

A aceleração do IGP-M em dezembro e a alta do dólar ante outras moedas emergentes trazem pressão de alta à curva de juros.

Por volta das 13h50, a taxa do contrato de depósito interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 marcava 10,58%, de 10,51% na abertura. O vencimento para janeiro de 2025 exibia 10,67%, ante 10,56%, e o para janeiro de 2023 estava em 11,79%, de 11,70.

Sobe e desce da Bolsa

As maiores altas

Banco Pan (BPAN4) + 2,66%
Br Malls (BRML3)+ 1,72%
Tim Brasil (TIMS3)+ 1,49%
Lojas Americanas (LAME4)+ 1,20%
Americanas (LAME4)+ 1,10%

As maiores baixas

Azul (AZUL4) - 5,13%
Gol (GOLL4)- 5,10%
CVC (CVCB3)- 4,72%
Qualicorp (QUAL3)- 4,70%
Iguatemi (IGTI11)- 3,84%
(Fonte: B3 - dados atualizados às 14h09)

Cenário fiscal: mobilização de servidores federais

Na última semana do ano, o ambiente fiscal toma a atenção dos investidores. Ao longo da manhã, o  Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate) um calendário de mobilização da categoria de servidores públicos por reajuste salarial, incluindo dias nacionais de paralisação previstos para janeiro - o primeiro no dia 18 -, e assembleias em fevereiro para deliberar sobre uma greve geral.

A posição foi acordada em reunião realizada hoje pela entidade, que congrega 37 entidades associativas e sindicais, representando cerca de 200 mil servidores públicos. Para as primeiras duas semanas de janeiro, o Fonacate também prevê a promoção de entregas de cargos em comissão, nos órgãos de atuação, "e manifestações diversas do funcionalismo".

A decisão sobre uma eventual greve ficou apenas para fevereiro. Segundo pessoas presentes no encontro, a percepção é de que mobilizar uma greve agora seria difícil, com o Orçamento de 2022 já aprovado pelo Congresso Nacional e no apagar das luzes deste ano, o que dificultaria o quórum.

Fiscais da Receita Federal trabalham em fluxo reduzido neste fim de ano e até o momento, mais de 700 delegados entregaram cargos de chefia.

A crescente mobilização dos servidores pelo aumento – após destinação de verba reduzida a algumas categorias do âmbito da União – tem gerado o conhecido "efeito cascata" nos entes subnacionais, além de pressão de outras categorias do próprio Executivo federal.

Há receio, por parte da equipe econômica do governo, que os recordes de arrecadação em estados e municípios tornem ainda mais fáceis as concessões de reajuste, o que virtualmente corroeria todos os ganhos fiscais recentes.

Exterior

Variante ômicron no radar

Lá fora, as bolsas operam mistas, com o mercado adotando cautela com a retomada das preocupações com o avanço da variante ômicron pelo mundo, apesar de resultados de estudos feitos em vários países apontarem que a nova cepa tem um risco reduzido de hospitalização e de casos graves.

Enquanto o número de casos sobe - somente na segunda-feira, 27, foram 1,4 milhão de casos em todo o globo, segundo levantamento da universidade americana John Hopkins – o número de mortes causados pela ômicron segue caindo.

De acordo com a John Hopkins, desde meados de outubro a média móvel soma 7 mil mortes diárias, um número significativamente menor se comparado ao pico impulsionado pela variante delta.

No entanto, alguns países já tomaram medidas restritivas- embora sem lockdown total, o que traz algum alívio aos mercados - para conter o avanço do vírus, que também segue ganhando força nos Estados Unidos, Europa e Ásia.

Nova York

Bolsas americanas/principais índices

  • S&P 500: - 0,09%
  • Dow Jones: + 0,15%
  • Nasdaq 100: - 0,32% (atualizado às 14h12)

Europa

Fechamento/principais praças financeiras

  • Stoxx 600: + 1,03%
  • FTSE 100: + 0,66%
  • DAX: - 0,70%
  • CAC 40: - 0,27%
  • PSI 20: + 0,25%
  • Ibex 35: - 0,17%

Ásia

Bolsas fecham em queda com avanço da ômicron pelo continente

As bolsas da Ásia fecharam majoritariamente em queda nesta quarta-feira, em meio à cautela nas mesas de operações, alimentada pelas incertezas relativas à variante Ômicron do coronavírus na região.

Na China, a cidade de Xian, na região central, entrou no sétimo dia de lockdown hoje após somar mais 151 casos de covid-19. Nesse ambiente, o índice Hang Seng, de Hong Kong, encerrou a sessão em baixa de 0,83%, a 23.086 pontos. A bolsa de Xangai cedeu 0,91%, a 3.597 pontos, enquanto Shenzhen - de menor abrangência - perdeu 0,81%, a 2.494 pontos.

As perdas nos mercados chineses aconteceram apesar dos esforços do governo para manter a solidez da segunda maior economia do planeta. Nos últimos dois dias, o Banco do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês) aumentou a injeção de liquidez de curto prazo no sistema bancário.

Na Coreia do Sul, o índice Kospi recuou 0,89%, a 2.993 pontos, na Bolsa de Seul. A ação da Samsung Electronics baixou 1,42%, depois que o lockdown em Xian afetou a produção local de chips semicondutores da empresa.

Já no Japão, o Nikkei, de Tóquio, caiu 0,56%, a 28.906 pontos. Autoridades sanitárias em duas das maiores cidades do país - Tóquio e Osaka - exortaram a população a evitar aglomerações nas festividades de réveillon, à medida que o volume de infecções por covid-19 aumenta.

Na contramão do clima negativo na região, o índice Taiex, de Taiwan, avançou 0,28%, a 18.248 pontos. Os ganhos foram liderados por empresas do setor de tecnologia, com Davicom Semiconductor em alta de 9,90%, acompanhada por Solomon Technology (+9,85%).

Na Oceania, o S&P/ASX 200, de Sydney, registrou alta de 1,21%, a 7.509 pontos, em ajustes após ter ficado dois pregões consecutivos fechada. / com Tom Morooka e Agência Estado

Sobre o autor
Julia Zillig
Repórter do Portal Mais Retorno.