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O Inter anunciou nesta quinta-feira, 22, a emissão de R$ 65 milhões em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) lastreados à carteira de crédito imobiliário do banco, que totaliza mais de R$ 4 milhões em financiamento e empréstimos com garantia de imóvel.

Foto: Reprodução
Oferta de CRIs foi destinada aos investidores com patrimônio acima de R$ 1 milhão, segundo Inter, que fez um novo reposicionamento de marca e tirou o termo "banco" de sua nomenclatura - Foto: Inter/Divulgação

De acordo com a companhia financeira, a série sênior do papel possui vencimento em 2029 e remuneração equivalente a IPCA +5% ao ano.

"Os contratos que compõem o lastro do CRI passaram por uma seleção criteriosa, com baixo loan to value, sendo possível chegar a uma taxa de inadimplência menor do que a média histórica da carteira de crédito imobiliário do Inter", afirma Maria Clara Gusmão, diretora da Inter DTVM.

A oferta foi destinada aos clientes do segmento de wealth management do Inter, o Win, voltada aos investidores com patrimônio a partir de R$ 1 milhão em aplicações. A operação cumpre os requisitos da instrução 476 da CVM, que limita esse tipo de captação a até 50 investidores profissionais.

Carteira do Ibovespa

A notícia chega em um momento no qual o nome do Inter está sendo cotado para integrar a carteira teórica do Ibovespa, segundo dados da XP Investimentos. De acordo com a casa a companhia teria 1,0% de peso na composição do índice, que atualmente conta com 84 companhias. O rebalanceamento deve acontecer no dia 06 de setembro.

Novo posicionamento

O Inter não retirou a palavra "banco" do seu nome por acaso. Capitalizado após a oferta de ações em que levantou R$ 5,5 bilhões - sendo R$ 2,5 bilhões vindos da companhia de pagamentos Stone -, a instituição controlada pela família Menin, que também é dona da construtora MRV, quer potencializar os negócios fora do banco digital.

Em um momento em que varejistas como o Magazine Luiza tentam expandir seu superapp com opções de serviços financeiros, o Inter acirra a disputa com seus concorrentes (bancos tradicionais, fintechs e também varejistas) indo no caminho contrário.

No curto prazo, a maior via de crescimento deve vir do Inter Shop, plataforma de vendas que fica dentro do aplicativo do banco. A ideia é potencializar o Inter como aplicativo em um momento agitado para os bancos digitais.

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Repórter do Portal Mais Retorno.

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