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Fundos de Investimentos

Fundos de ações campeões no ano deixam o Ibovespa comendo poeira; confira

Há fundos que apresentam valorização bem superior ao mercado de ações no ano, em 12 meses e em novembro

Data de publicação:13/12/2021 às 05:00 -
Atualizado 5 meses atrás
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Alguns fundos de ações brilham no ano, mesmo em um cenário geral de apatia e desalento para a bolsa de valores. Eles lideram com larga vantagem o seu benchmark, o Ibovespa, que reflete a evolução das ações com maior liquidez na B3.

Com investimento em empresas estrangeiras e small caps locais, acumulam rentabilidade acima de 30% ano ano, em alguns casos, mais de 50% em 12 meses.

fundos de ações
Retorno é superior ao IBovespa no mês, no ano, e em 12 meses

Fundos de ações que ganharam no ano e em 12 meses

Enquanto o Índice Bovespa (Ibovespa), o principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, a B3, e de referência (benchmark) dos fundos com carteira em ações, acumula desvalorização de 14,37% no ano, até novembro, os dez fundos mais rentáveis de 2021 exibem um desempenho que varia no intervalo positivo entre 42,93% e 30,92%.

Note que, mesmo com rendimento negativo em novembro, esses 10 fundos de ações exibem um rendimento pra lá de interessante, comparado ao desempenho negativo da Bolsa no mês.

O retorno positivo se repete também em 12 meses, sustentado pelos mesmos fundos bem performados no ano, com rendimentos que variam de 54,85% a 32,40%, comparado com uma queda de 5,58% do Ibovespa, nesse mesmo período.

Fundo Rend. 2021 Rend.12 meses Rend. novembro
ORGANON FIC FIA42,93%52,02%-0,70%
TRÍGONO DELPHOS INCOME37,12%51,28%-8,54%
VÍTREO TECH SELECT FIA BDR35,45%38,57% 0,74%
ACCESS USA COMPANIES FIA34,59%36,65% 0,00%
VÍTREO FRANKLIN W ESG FIA BDR33,22%32,52%-0,67%
TREND BOLSA AMERICANA DOLAR32,99%32,99%-0,89%
CSHG SP500 USD FIA IE32,18%32,40%-0,59%
BRADESCO INSTITUCIONAL FIA BDR31,56%32,44%-0,70%
TRÍGONO VERBIER FIC FIC FIA31,41%54,85%-11,23%
TRÍGONO FLAGSHIP SMALL CAPS30,92%44,24%-9,75%
Fonte: Mais Retorno

Os fundos de ações levam ampla vantagem não apenas sobre o Ibovespa, mas ainda na comparação com a inflação, parâmetro para o cálculo de juro real e de competitividade da renda fixa. Em um período de juros negativos na economia e na maioria das aplicações que rendem juros, salvo poucas exceções em títulos de crédito e dívida privados, todos esses fundos de ações bateram com folga a inflação de 9,27% acumulada no ano e de 10,74% em 12 meses.

Na prática, quem investe nesses fundos não só protegeu o patrimônio contra a inflação como também obteve robusto rendimento nominal e real, acima da variação do IPCA no período. A inflação acumulada em 2021 está em 9,26% e em 12 meses, 10,74%.

Estratégia de sucesso comum à maioria dos dez fundos de ações melhor desempenho é a exposição a ativos internacionais. Seja pelo investimento direto em ações de companhias no exterior, seja por meio de certificados de ações de companhias multinacionais, os Brazilian Depositary  Receipts (BDR), negociados na bolsa de valores doméstica, a B3.

Não apenas essa estratégia sustenta os encorpados resultados que esses fundos entregam. Há outras, como as dos fundos da Trígono Capital, cujo gestor Werner Roger, mira o cenário micro, o universo das empresas, sem olhar o cenário macro para tomar as decisões de investimento.

Todos superaram ainda o desempenho da ação preferencial nominativa – PN (PETR4) da estatal, com preferência na distribuição de dividendos, que acumulou valorização de 7,84% no mês, e da ação ordinária nominativa – ON (PETR3), com direito a voto, que se valorizou 8,46%. 

A mescla dessas duas estratégias explica o apelo desses fundos, mas há outras. Como a dos fundos monoações – produtos com a carteira formada por ações de uma única empresa -, que foram os grandes destaques de novembro. Mês que o Ibovespa acumulou queda de 1,53%, e até os fundos mais bem-sucedidos no ano e em 12 anos ficaram no vermelho.

O rendimento dos 10 fundos de ações com estratégia monoação de melhor desempenho em novembro variou de 12,98%, do Caixa FIA Banco do Brasil, a 8,70%, do Bradesco FIA Petrobras.  Uma rentabilidade e tanto acima da inflação de 0,95% medida pelo IPCA no mês e da valorização das próprias ações.

Conheça mais os fundos de ações que brilham no ano

Organon FIC FIA - Destinado a investidor qualificado, com patrimônio acima de R$ 1 milhão, investe no mínimo 95% do patrimônio líquido em cotas do Organon Master FIA (fundo master). A escolha de portfólio de ações segue análise fundamentalista com foco em pequenas e médias empresas que tendem a apresentar melhor desempenho na bolsa de valores. Valor de aplicação mínima inicial: R$ 10.000; movimentação mínima: R$ 1.000; saldo mínimo de permanência: R$ 5.000; taxa de administração: 1,80% ao ano sobre o patrimônio líquido; taxa de performance: 15% sobre o que exceder o IPCA mais 5% ao ano.

Trígono Delphos Income FIC FIA – Investe predominantemente em ações de empresas que têm histórico consistente de distribuição de dividendos e/ou juros sobre capital próprio. Valor de aplicação mínima inicial: R$ 250; movimentação mínima: R$ 100; taxa de administração: 2,00% ao ano; taxa de performance: 20% sobre o rendimento que ficar acima do índice de dividendos (IDIV).

Vitreo Tech Select FIA BDR nível I – Investe em ações das empresas gigantes do setor de tecnologia do mundo, como Facebook, Apple, Amazon, Netflix, Google, Microsoft, por meio de Brazilian Depositary Receipts (BDRs), certificados de ações dessas companhias negociados na B3. Valor de aplicação inicial: a partir de R$ 100; valor de resgate mínimo: R$ 100; aporte mínimo: R$ 100; saldo mínimo: R$ 100; taxa de administração: 0,9% ao ano; taxa de performance, não tem.

Access USA Companies FIA IE – Investe a totalidade dos recursos da carteira em ativos no exterior. Tem gestão e administração do BNP Paribas Brasil. Valor de aplicação mínima inicial: R$ 25.000.

Vitreo Franklin W-ESG FIA BDR nível 1 – fundo com pegada ESG (investe em ações de empresas com boas práticas ambientais, sociais e de governança) que tem cogestão entre a Vitreo a Franklin Templeton. Carteira é formada por dois tipos de ativo: ações negociadas diretamente nos EUA (S&P 500) e pelo menos 80% de BDRs, certificados de ações de empresas internacionais negociados na B3. Aplicação inicial: valor mínimo de R$ 1.000; movimentações seguintes (aplicações ou resgates): a partir de R$ 100, que é também o saldo exigido para a permanência no fundo; taxa de administração: 0,9% ao ano; taxa de performance: não tem.

Trend Bolsa Americana Dólar FIA – fundo com estratégia indexada ao índice de ações da bolsa americana S&P 500, que replica, a partir de fundos de índice (ETF) de S&P 500 e contratos futuros de S&P 500, com exposição à variação cambial. Aplicação mínima inicial: R$ 100; valor de movimentações e saldo de permanência: R$ 100; taxa de administração: 0,50% ao ano; taxa de performance: não tem.

CSHG SP500 USD FIA IE – fundo destinado a investidores profissionais, com mais de R$ 10 milhões aplicados no mercado financeiro. Aplicação inicial: R$ 50.000, também o valor mínimo de saldo para permanência no fundo; movimentação mínima (depósitos e resgates): R$ 10.000; taxa de administração: 0,40% ao ano; taxa de performance: não tem.

Bradesco Institucional FIA BDR nível I – fundo investe os recursos da carteira em ações de empresas americanas, por meio de recibos representativos dessas ações, os BDRs, negociados na B3. Aplicação inicial: R$ 10 mil; valor de movimentações seguintes (depósito e resgate) e do saldo mínimo de permanência: R$ 1.000; taxa de administração: 2,50% ao ano; taxa de performance: não tem.

Trígono Verbier FIC FIA – fundo modalidade carteira livre investe em ações de qualquer empresa dentre aquelas com os principais cases de sucesso. Aplicação inicial: R$ 500; saldo mínimo: R$ 500, taxa de administração:  entre 2% (mínima) e 3% (máxima) ao ano; taxa de performance: 20%.

Trígono Flagship Small Caps FIC FIA – investe predominantemente em ações de empresas com valor de mercado entre R$ 2 bilhões e R$ 10 bilhões e/ou liquidez diária abaixo de R$ 10 milhões. Aplicação inicial: R$ 500; valor mínimo de permanência: R$ 500; taxa de administração: de 2,00% (mínima) a 2,75% (máxima) ao ano; taxa de performance: 20%.

Sobre o autor
Tom Morooka
Colaborador do Portal Mais Retorno.