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Mercado Financeiro

Bolsa fecha em alta de 1,36% com commodities e bancos; dólar cai 2,35%

Investidores seguem no aguardo da decisão de política monetária do Fed que acontece nesta semana

Data de publicação:25/07/2022 às 17:24 -
Atualizado 2 meses atrás
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A Bolsa concluiu o pregão desta segunda-feira, 25, em alta de 1,36%, na casa dos 100 mil pontos. O dólar, por sua vez, encerrou o dia com queda de 2,35%, cotado a R$ 5,37.

O caminho positivo do Ibovespa, assim como a queda da moeda americana, foram influenciados pelo dia de valorização das commodities no exterior. O minério de ferro chegou a subir mais de 7%, com as notícias de que a China vai criar estímulos para aquecer o setor imobiliário do país.

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Notícia sobre novos estímulos do governo chinês ao setor imobiliário do país impactaram na alta dos preços das commodities - Foto: Envato

O reflexo disso veio em cima das ações das gigantes siderúrgicas, como foi o caso da Vale, que fechou a sessão com valorização de 1,76%. E no âmbito do petróleo, o impacto foi nos papeis das petroleiras. A Petrobras concluiu o dia com alta de 4,50% (ações PN).

A subida expressiva da Bolsa também teve a contribuição dos bancos, que fecharam a segunda-feira no positivo. Itaú, Bradesco e Santander terminaram o pregão com altas de 1,63%, 1,17% e 1,71%

Inflação cai em 2022, mas sobe em 2023

No âmbito local, os investidores também repercutiram as projeções econômicas divulgadas no Boletim Focus, pelo Banco Central, durante a manhã.

A projeção para a inflação de 2022 caiu pela quarta semana consecutiva, passando de 7,54% para 7,30%. Em contrapartida, para 2023, a estimativa para o indicador subiu pela 16ª semana seguida, avançando de 5,20% para 5,30%.

As medianas para 2022 e 2023 continuam indicando estouro da meta da inflação nos dois horizontes, sendo que para este ano a projeção voltou a ceder em função das medidas patrocinadas pelo governo, enquanto a projeção para 2023, foco da política monetária, continua avançando a passos largos.

O alvo para 2022 é de 3,50%, com tolerância superior de 5,00%, enquanto, para 2023, a meta é de 3,25%, com banda até 4,75%.

O dia na Bolsa

Maiores altas

EmpresaTickerVariação
PetrobrasPETR4+4,50%
PetrobrasPETR3+4,36%
PetroRioPRIO3+4,19%
EnergisaENGI11+3,54%
JBSJBSS3+3,22%

Maiores baixas

EmpresaTickerVariação
Pão de AçúcarPCAR3-6,63%
Irb BrasilIRBR3-5,50%
PetzPETZ3-4,86%
PositivoPOSI3-4,22%
QualicorpQUAL3-4,12%
Fonte: B3

Mercado internacional

Bolsas americanas fecham mistas

Diferentemente do mercado brasileiro, a cautela se manteve presente nas bolsas de Nova York, que fecharam sem rumo definido nesta segunda-feira.

O motivo está ligado à expectativa dos investidores em relação à decisão econômica do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), que será divulgada nesta quarta-feira, 27, e que deve, segundo os especialistas, trazer mais um aumento de 0,75 ponto porcentual na taxa de juros para conter o avanço da inflação, que atingiu o maior patamar dos últimos 40 anos.

Outro ponto que também reforçou o sentimento do mercado foi a expectativa de divulgação do balanço referente aos resultados do segundo trimestre de 2020 de cerca de 30% das companhias que integram o S&P 500.

De acordo com Leonardo Neves, especialista em renda variável da Blue3, esses resultados servirão de termômetro para o mercado "sentir como a economia americana está reagindo ao ciclo de alta de juros nos EUA".

Outro fato que pesou nos mercados de Wall Street foi o corte de previsões para o crescimento da economia americana neste ano e no próximo feito pela Moody's, como resultado da política monetária cada vez mais restritiva.

Na visão da agência, a desaceleração da atividade reflete fatores fora do controle do Fed, como gargalos de oferta e avanço dos preços de energia.

Segundo relatório, a instituição reduziu a projeção para alta do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA em 2022, de 2,8% a 2,1%, e em 2023, de 2,3% a 1,3%.

De acordo com a análise, a taxa de desemprego deve subir do "baixo nível" atual de 3,6% a 4,0% no ano que vem, por conta do enfraquecimento do ritmo de contratações e aumento na força de participação no mercado de trabalho.

A Moody's prevê ainda que a inflação ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) seguirá elevada, mas arrefecerá da taxa anual de 9,1% em junho a 7,0% no final deste ano e a 2,3% no fim de 2023.

Fechamento das bolsas americanas

  • S&P 500: +0,16% (395,71 pontos)
  • Dow Jones Industrial Average: +0,28% (31.990 pontos)
  • Nasdaq 100: -0,55% (12.328 pontos)

Bolsas europeias encerram no positivo

No Velho Continente, as principais praças financeiras concluíram o pregão com ligeiras altas na maior parte dos mercados, que segue em compasso de espera para a decisão monetária do Fed.

aAinda influenciaram os negócios as expectativa em torno dos resultados corporativos, com uma semana farta de importantes balanços, como Deutsche Bank, Unilever, Carrefour e Airbus, entre outros.

Nesta segunda-feira, a S&P Global revisou para baixo sua projeção de crescimento global em 2022 e 2023, citando desaceleração da zona do euro. Para a S&P Global, há chance entre 40% e 50% de que as maiores economias do mundo entrem em recessão.

Na Alemanha, o índice Ifo de sentimento das empresas decepcionou ao cair neste mês ao menor nível desde junho de 2020.

De acordo com o Commerzbank, o índice alemão reflete temores de uma crise energética na Europa em função da guerra na Ucrânia, o que pode causar uma recessão no continente. O ING também vê "mais sinais de recessão" na Alemanha.

A Gazprom informou hoje que reduzirá o fluxo de gás da Rússia para Alemanha pelo gasoduto Nord Stream. / com Agência Estado

Fechamento das bolsas europeias

  • Stoxx 600 (pan-europeu): +0,13% (426,24 pontos)
  • DAX (Frankfurt): -0,33% (13.210 pontos)
  • FTSE 100 (Londres): +0,41% (7.306 pontos)
  • CAC 40 (Paris): +0,33% (6.237 pontos)

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