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Economia

Os 4 maiores bancos do Brasil têm lucro consolidado recorde no 1° trimestre de 2022; Bradesco lidera a lista

Bancões registram, juntos, lucro líquido de R$ 24,3 bilhões no trimestre

Data de publicação:26/05/2022 às 15:22 -
Atualizado um mês atrás
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O lucro líquido consolidado do Banco do Brasil, Bradesco, Itaú Unibanco e Santander - os quatro maiores bancos do Brasil com capital aberto na Bolsa de Valores - no primeiro trimestre de 2022 foi o maior da história. Juntos, os chamados "bancões" registraram lucro líquido de R$ 24,3 bilhões entre janeiro e março.

As informações são de um levantamento feito pela Economatica com base nos balanços corporativos divulgados por essas instituições financeiras desde o quarto trimestre de 2006, momento em que todos os bancos já tinham dados disponíveis.

bancos
Entre os bancos, Bradesco lidera a lista com o maior lucro líquido no trimestre | Foto: Envato

Com o lucro registrado no último trimestre, o desempenho dos bancos mostrou um crescimento de 30,9% em relação ao mesmo período do ano passado. Entre janeiro e março de 2021, o lucro líquido consolidado dos bancões foi de pouco mais de R$ 18,6 bilhões. Antes disso, no primeiro trimestre de 2020, quando a pandemia de covid-19 estourou, o valor foi ainda menor, de R$ 13,7 bilhões.

Lucro líquido dos bancos no 1° trimestre

No trimestre, o Bradesco liderou a lista e registrou o maior lucro líquido entre os bancões, com cerca de R$ 7 bilhões. Na sequência, vem o Itaú Unibanco, Banco do Brasil e Santander. Confira na tabela a seguir os valores registrados pelos bancos no primeiro trimestre de 2022, 2021 e 2020.

1° tri de 20221° tri de 20211° tri de 2020
Banco do BrasilR$ 6,660 bilhõesR$ 4,226 bilhõesR$ 3,205 bilhões
BradescoR$ 7,009 bilhõesR$ 6,153 bilhõesR$ 3,382 bilhões
Itaú UnibancoR$ 6,743 bilhõesR$ 5,414 bilhõesR$ 3,401 bilhões
SantanderR$ 3,946 bilhõesRS 2,816 bilhõesR$ 3,774 bilhões
Total consolidadoR$ 24,359 bilhõesR$ 18,609 bilhõesR$ 13,762 bilhões
Fonte: TC/Economatica

Retorno sobre o Patrimônio Líquido e Provisão para Devedores Duvidosos

Os resultados do primeiro trimestre mostram que o Retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROE) dos quatro bancos cresceu em relação a 2021, mas recuou em relação a 2020.

ROE é um indicador econômico-financeiro que mede o quanto uma empresa gera de valor a partir dos seus próprios recursos e dos recursos dos seus acionistas. Entre janeiro e março deste ano, a mediana do ROE anualizada dos quatro bancos foi de 17,14%, 3,41 pontos percentuais (p.p) a mais do que no ano anterior e 0,75 p.p. a menos que em 2020.

O Santander, que é líder no quesito ROE há 11 trimestres, também registrou o melhor resultado neste trimestre: 20,37%. Na sequência, vem Itaú Unibanco (17,89%), Banco do Brasil (16,39%) e Bradesco (15,49%).

Já em relação ao indicador de Provisão para Devedores Duvidosos (PDD), o Bradesco está na frente, com R$ 6,77 bilhões em provisionamento. Itaú e Santander vêm logo em seguida, com R$ 6,35 bilhões e R$ 4,93 bilhões, respectivamente, enquanto o Banco do Brasil teve R$ 4,51 bilhões em provisionamento no primeiro trimestre.

Quando somados todos esses valores, o PDD consolidado dos quatro bancos chegou a R$ 22,5 bilhões entre janeiro e março de 2022.

Valor de mercado dos bancos

O levantamento da Economatica também revelou qual o valor de mercado dos quatro principais bancos brasileiros. De acordo com os dados, na última quarta-feira, 25, os bancões valiam, juntos, cerca de R$ 660,8 bilhões.

"Se considerarmos o pior momento da bolsa brasileira, no final do 1º trimestre de 2020, o valor de mercado desses bancos era de R$ 560,0 bilhões. Assim, podemos notar que os quatro bancos registraram crescimento de 18,0% desde o pior momento da crise."

Economatica

No entanto, quando comparado ao quarto trimestre de 2019, antes da pandemia de covid-19 ser declarada, é possível notar que o valor de mercado atual desses quatro bancos ainda está 30,6% abaixo do valor daquele período, de R$ 951,8 bilhões.

Confira, a seguir, o valor de mercado de cada um dos bancos:

  • Itaú Unibanco: R$ 233,1 bilhões
  • Bradesco: R$ 196 bilhões
  • Santander: R$ 124,4 bilhões
  • Banco do Brasil: R$ 107,2 bilhões
Sobre o autor
Bruna Miato
Repórter na Mais Retorno