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Os resultados obtidos pela Vale no primeiro trimestre deste ano não tiraram o brilho das ações da companhia, na visão dos analistas.

Alguns deles analisam esse resultado como um crescimento brando. De acordo com o analista de Mineração, Siderurgia, Papel e Celulose da XP Investimentos, Thales Carmo, o volume de produção vem 6,7% abaixo das expectativas.

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Mesmo assim, a empresa mantém a recomendação de compra das ações da companhia, com base em fortes dividendos e um valuation (valor da empresa) atrativo.

Na visão de Carmo, os números mais fracos são explicados por diversos fatores, como impactos sazonais mais fortes do que o esperado, reflexos negativos das manutenções programadas no S11D, no Pará, e o desempenho mais fraco na unidade de Itabira, após a restrição de disposição de rejeitos no complexo.

Apesar do nível de produção inferior às estimativas no primeiro trimestre, o analista da XP acredita que a Vale é capaz de entregar seu guidance de 315 a 335 milhões de toneladas em 2021, “uma vez que atingiu uma capacidade de produção de 327 milhões de toneladas atuais no primeiro trimestre de 2021”.

Meta conservadora

O analista de Research da Ativa, Ilan Arbetman, acredita que o crescimento mais leve da Vale no primeiro trimestre de 2021 está dentro da meta estabelecida pela companha para o período, se mostrando conservador e factível para o período.

“Embora o primeiro trimestre sempre apresente questões logísticas relacionadas ao período mais úmido do ano, como restrições nos estados de Minas Gerais e Espírito Santo, as restrições relacionadas à covid-19 possam ter impedido maiores avanços”, destaca o analista.

Segundo Arbetman, a companhia segue mirando a retomada produtiva no nível de 400 Mtpa (Milhões de Toneladas por Ano) em 2022 como prioridade.

“A benignidade do guidance e a potência de seu mercado arrefecem maiores preocupações quanto ao seu nível produtivo. Seguimos enxergando a Vale como um player premium e bem-posicionado para evoluir operacionalmente diante das condições do mercado”, complementa.

 Alta na produção de minério de ferro

Segundo o relatório da mineradora, a produção de minério de ferro da companhia atingiu 68 milhões de toneladas no período, uma alta de 14,2% em relação aos três primeiros meses de 2020.

O crescimento no comparativo ano a ano é atribuído à retomada gradual das operações nos complexos Timbopeba, Fábrica e Vargem Grande ao longo do ano passado, ao reinício das operações em Serra Leste, no Sistema Norte, ao aumento das compras de terceiros e menor volume de chuvas em janeiro de 2021.

 Os pontos positivos foram parcialmente compensados por manutenções programadas no S11D, no Pará, e ao menor desempenho no complexo de Itabira, em Minas Gerais, devido à restrição de disposição de rejeitos na operação.

 Já na comparação com o trimestre anterior, houve queda de 19,5% no volume produzido pela mineradora, diferença comum por questão sazonal.

Capacidade de produção

Com foco em dar continuidade ao seu plano de estabilização e retomada, a Vale atingiu uma capacidade de produção de 327 Mtpa no primeiro trimestre de 2021, influenciado pelo comissionamento das linhas de beneficiamento de Timbopeba.

Além disso, de acordo com o relatório da Vale, a empresa avançou com o início das atividades da planta de filtragem de rejeitos de Vargem Grande, a primeira de quatro plantas de filtragem em Minas Gerais. A segunda planta, localizada em Itabira, deverá entrar em operação até o final de 2021.

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Repórter do Portal Mais Retorno.

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