Última modificação em 8 de abril de 2021

Quem é Mary Barra?

Mary Barra é o nome da sexta mulher mais poderosa do mundo em 2020, segundo a revista Forbes. E não é para menos: ocupando o cargo de CEO da General Motors, as decisões e estratégias de Barra determinam não apenas o futuro de uma empresa cuja receita superou os 147,049 bilhões de dólares em 2019, como de toda uma indústria riquíssima e de impacto global.

No início de sua vida acadêmica, Mary Barra já tinha um pezinho dentro da General Motors. Isso porque foi no Instituto General Motors (atualmente chamado de Kettering University) que a mesma se graduou em Engenharia Elétrica, se especializando posteriormente na administração de negócios na Universidade de Stanford a partir de uma bolsa de estudos de mestrado cedida pela General Motors. 

Do estágio na empresa, aos 18 anos, até a nomeação ao cargo de diretora executiva e presidente, aos 52, se passaram 34 anos, durante os quais Mary Barra ocupou diversas posições em uma crescente de poder e responsabilidades dentro da multinacional.

Mas qual é a importância da General Motors no cenário automotivo global?

Para entender a importância de Mary Barra no mercado financeiro é necessário compreender, antes, qual é o grau de impacto que uma empresa como a General Motors tem na economia global.

Veja bem: a General Motors foi fundada ainda em 1908 nos Estados Unidos. Embora hoje sua sede esteja localizada em Detroit, a fundação da empresa aconteceu no estado do Michigan, sendo que já na década seguinte à sua criação ela já era dona de marcas famosas como Cadillac e Chevrolet. Na metade do século XX, a General Motors ascendeu ao posto de maior fabricante de veículos do mundo - o que não a impediu de passar por poucas e boas no século XXI. Já fragilizada globalmente pela perda significativa de participação no mercado, a crise econômica de 2008 a obrigou a se endividar com diversas nações a fim de evitar a falência. Para se ter uma ideia, caso isso viesse a se concretizar, a quebra da General Motors seria a maior da indústria estadunidense e a quarta maior da história do país até então.

A nomeação de Mary Barra ao posto mais alto da GM pode não ter se dado no olho do furacão, mas ela é a maior responsável por definir como será o futuro da companhia em meio a um cenário global extremamente incerto para o mercado automotivo tradicional. 

Não a toa, a General Motors de Barra se concentra na reformulação - tanto na gestão de marca quanto na produção, que deve contar com pelo menos mais 30 modelos elétricos até o ano de 2025.

Hoje ela conta com mais de 164.000 funcionários ao redor do mundo: só este número já seria o suficiente para assustar muita gente e chacoalhar mercados consumidores diversos no caso de um fracasso comercial irrecuperável e demissões em massa. E embora a GM não seja a montadora mais valiosa do mundo neste século, seus demais números também são expressivos: 227,339 bilhões de dólares em ativos circulantes e não circulantes, 41,792 bilhões em forma de patrimônio líquido e 35,620 bilhões em valor de mercado - além, é claro, dos 147,049 bilhões em faturamento como você já aprendeu.

Essa performance interfere diretamente nos resultados de índices famosos, como o S&P 500, e consequentemente no comportamento de diversos investidores ao redor do mundo.

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