Última modificação em 24 de março de 2021

O que é alocação dinâmica?

A alocação dinâmica é uma das estratégias que pode ser utilizada na montagem de uma carteira de investimentos. Essa abordagem permite, como o nome sugere, alterações mais recorrentes dentro da seleção de produtos no mercado financeiro.

Longe de ser a única alternativa, a alocação dinâmica é mais comum entre investidores com maior experiência de mercado, permitindo assim que eles se movimentem de acordo com as suas expectativas de mercado.

Assim como qualquer forma de selecionar ativos, essa abordagem tem vantagens e desvantagens. Cabe ao investidor avaliar se a técnica condiz com o seu perfil ou se deve dar preferência a modelos mais estáticos.

Como funciona a alocação dinâmica?

A alocação dinâmica é utilizada por investidor que modificam a sua carteira de investimentos de acordo com o cenário econômico. Isto é, o posicionamento em cada classe de ativo vai depender das expectativas do próprio investidor em relação ao futuro de curto prazo do mercado financeiro.

Vamos a um exemplo. Suponha que você considere que o otimismo vá tomar conta do mercado, levando mais investidores a se interessarem pela renda variável. Neste contexto, segundo a alocação dinâmica, deveríamos aumentar a exposição na Bolsa de Valores para surfar essa tendência.

Da mesma forma, ao identificar um cenário mais receoso e pessimista, você poderia reduzir essa exposição à renda variável, migrando para títulos mais seguros e fugindo das quedas do mercado acionário. Ou, para perfis mais arrojados, até mesmo trabalhar com operações vendidas explorando esses momentos de baixa.

Veja, portanto, que a alocação dinâmica permite uma mudança de estratégia de acordo com a expectativa de cada investidor para o cenário econômico. O objetivo é aproveitar as tendências para lucrar com elas. Não há, ao contrário de outras estratégias de alocação de ativos, um percentual definido para cada tipo de investimento.

Quais são as vantagens da alocação dinâmica?

Pelo seu caráter mais ativo, essa estratégia para seleção de investimentos apresenta um potencial de ganhos mais atrativo do que abordagens passivas — algo que, entretanto, depende diretamente da capacidade técnica do investidor de identificar essas oportunidades corretamente.

Um investidor de longo prazo que usa do Buy & Hold, por exemplo, vai comprar e segurar suas ações. Ele vê seu patrimônio caindo em momentos de baixa do mercado de ações. Já o investidor mais ativo pode lucrar nos dois cenários, justamente pela realocação constante do seu capital.

Outro benefício da alocação dinâmica está na liberdade e na flexibilidade da estratégia. Não há uma obrigatoriedade de trabalhar com um formato pré-estabelecido de ativo, permitindo variações na busca pela valorização patrimonial.

Quais são as desvantagens da alocação dinâmica?

Por outro lado, essa forma de selecionar ativos também traz suas desvantagens. E a primeira delas é que não é um modelo recomendado para qualquer pessoa pela maior dificuldade de aplicação.

Identificar os períodos de alta ou baixa do mercado financeiro, afinal, não é uma tarefa tão simples visto que os investidores costumam antecipar os cenários econômicos. Além disso, historicamente é bem desafiador encontrar resultados com aplicação de Market Timing (tentar acertar os momentos de topo e fundo de um mercado).

Por fim, um último problema da alocação dinâmica é que, dada a sua liberdade para gestão do capital, muitas pessoas podem se perder na estratégia. Isso vale especialmente para aquele momento em que erramos a nossa análise, algo que pode trazer perdas consideráveis caso exista uma demora na aceitação do prejuízo.

Portanto, embora permita a exploração de diferentes cenários do mercado financeiro, a alocação dinâmica exige um grande conhecimento técnico por parte do investidor. E isso por si só a torna mais desafiadora do que outras abordagens mais simplistas.

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