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Termos começando com "A"

  • Ação cheia: saiba o que é e como funciona

    O que é ação cheia? Uma ação cheia é aquela que conta com valor nominal de R$ 100 por cada ação. Ela pode ser considerada como preferencial ou ordinária, mas, para fins mais práticos, hoje em dia o valor nominal dessas ações é listado como zero ou a um preço que seja bem próximo dele. Então, isso significa que qualquer ação preferencial com valor nominal de R$ 100 é considerada como uma ação cheia. Elas compartilham características com os títulos, inclusive o seu valor de face. O rendimento de uma dessas ações pode ser calculado como o dividendo anual dividido por 100 ou pelo valor de face. Como uma ação cheia funciona? Nos casos de falência de uma empresa, por exemplo, os acionistas preferencias são pagos antes dos acionistas ordinários e também recebem os dividendos disponíveis antes deles. O preço das ações preferenciais, então, flutua com os títulos, o que significa que os preferenciais não se beneficiam diretamente do crescimento da empresa como os ordinários. As ações ordinárias geralmente são emitidas com o valor nominal sendo zero ou outro que seja apenas nominalmente acima dele para fins contábeis. O valor nominal de R$ 0,01, por exemplo, é típico, assim como R$ 0,001 e assim por diante para empresas com ações em circulação. O objetivo aqui é tornar qualquer responsabilidade potencial para os acionistas em sem sentido caso as ações percam o seu valor. O valor nominal, se for algo acima de zero, faz parte do capital legal de uma empresa e é conhecido também como capital integralizado. A parte que excede esse valor é o capital adicional do negócio em questão. Uma instituição que emite uma ação de R$ 0,01 com valor nominal de R$ 30, por exemplo, creditará 1 centavo na conta de ações ordinárias no patrimônio líquido. Já a conta de capital integralizada adicional será creditada em R$ 29,00 para aquela única ação emitida. Como seria um exemplo de ação cheia como variação das taxas de juros? Vamos supor que um banco emita uma ação preferencial de valor nominal de R$ 100 com um dividendo de 6%. Um detentor de 100 ações preferenciais receberá R$ 600 em dividendos a cada ano, só que o seu custo inicial é de R$ 10 mil — isso porque serão R$ 100 x 100 ações. Embora o valor nominal seja R$ 100, o preço no mercado secundário poderá flutuar conforme as taxas de juros mudarem. Se as empresas comparáveis estiverem pagando 5%, por exemplo, receber 6% já é mais favorável, já que as ações preferenciais serão negociadas acima de R$ 100. Se a taxa anual for de 8% para as empresas comparáveis, esses mesmos 6% já não serão tão atraentes e, portanto, essas ações serão negociadas abaixo de R$ 100. As ações preferenciais são perpétuas por natureza. Se as taxas de juros subirem, o preço de uma ação dessas cairá e não haverá garantia de que o investidor receberá o seu valor de volta, mas ele continuará recebendo os dividendos. Caso as taxas de juros caírem, o acionista preferencial poderá vender as ações por mais de R$ 100 ou a empresa poderá resgatar e substituir todas elas por ações de menor taxa. Qual a diferença entre uma ação cheia e uma ação fracionada? Diferentemente de uma ação cheia, uma ação fracionada pode ser considerada como qualquer valor menor que uma ação integral. Elas podem ser o resultado de desdobramentos de outras ações, planos de reinvestimento de dividendos e até mesmo de ações corporativas semelhantes. Normalmente, elas não estão disponíveis no mercado de ações e, mesmo que tenham valor para os investidores, são difíceis de vender. As fusões ou aquisições costumam criar ações fracionadas. Isso acontece porque as empresas em questão combinam novas ações ordinárias ao utilizar uma nova proporção predeterminada. A única maneira de vender uma dessas ações, aliás, é por meio de uma grande corretora.

    08/02/2022
  • Aceleradora de franquias

    O que é uma aceleradora de franquias? Uma aceleradora de franquias é um tipo de empresa que tem como objetivo investir e incentivar empreendimentos brasileiros. É bem comum em startups, contribuindo com a sua evolução de uma forma mais rápida do que aconteceria naturalmente. Podemos dizer até mesmo que é um tipo de investimento, no qual a empresa aporta não apenas capital, mas também conhecimento. Para os empreendedores e donos de franquias, é uma importante fonte para captação de recursos de baixo custo. Apesar de um notável segmento da modalidade, as aceleradoras de franquias ainda estão em desenvolvimento. Isto é, não existem tantas empresas que se classificam desta maneira no mercado brasileiro. Como funciona uma aceleradora de franquias? O grande foco das companhias aceleradoras de franquias é bastante intuitivo a partir do seu nome. Contudo, a dinâmica desse tipo de negócio não é tão parecida com outros tipos de investimentos. Em primeiro lugar, as empresas buscam por negócios específicos que apresentem um bom potencial de crescimento. Contudo, é normal que seja exigida alguma comprovação da eficiência e da qualidade da franquia. Em outras palavras, uma aceleradora de franquias deve buscar estabelecer alguns critérios para que valha a pena realizar um investimento inicial. Isso significa que, ao contrário de outras modalidades de investimentos empresariais, não há apenas uma aposta no crescimento. Ele deve ser, de alguma forma, esperado. Portanto, a função da aceleradora de franquias não está apenas em viabilizar o crescimento de um negócio, mas sim permitir que ele ocorra em um menor horizonte temporal. Quais são as vantagens da aceleradora de franquias? A criação das aceleradoras de franquias trouxe uma série de benefícios ao mercado empreendedor brasileiro. A começar por algo um tanto quanto óbvio: o investimento. Por meio de aportes de capital, essas companhias viabilizam o crescimento de negócios com potencial para o longo prazo. Isso ajuda os seus empreendedores a colocar em prática alguns planos que, em tese, deveriam aguardar um período maior de tempo para que fossem concretizados. Ademais, não é apenas o capital que uma aceleradora de franquias emprega nas suas atividades. Ela oferece um conjunto de boas práticas como treinamentos, capacitação e estruturação do negócio. Ou seja, de uma forma muito prática, as empresas do segmento oferecem toda estruturação de franquia para que ela possa estar pronta na captação de franqueados. O know-how compartilhado é de uma importância tão considerável quanto o capital aportado. Quais são os riscos de uma aceleradora de franquias? Nem só de pontos positivos vive o negócio de empresas que investem em franquias. E o primeiro risco é bem conhecido. Estamos falando, é claro, da clássica relação do mercado financeiro: quanto maior o potencial de lucro, maior também a volatilidade esperada. Para que o investimento seja rentável, as aceleradoras de franquias devem buscar por empresas com bom potencial de crescimento, mas que ainda não estejam completamente estruturadas. De um modo geral, são negócios ainda em fase de desenvolvimento. Da mesma forma que esse aporte de capital pode trazer ótimos retornos aos seus investidores, esse tipo de operação possui maiores riscos de falha na execução. Isso vale especialmente para momentos em que uma crise explode, quando a estrutura pode não ser suficiente para sobreviver no longo prazo — em especial no Brasil, país amplamente conhecido pela alta carga tributária. Por fim, para o dono da franquia, há também um risco de redução de controle sobre o seu negócio. Para investir na marca, afinal, as empresas aceleradoras de franquias costumam comprar uma participação da empresa na qual estão aportando seu capital. Ou seja, o empreendedor não será mais dono isolado, compartilhando sua ideia com seus novos sócios e investidores.

    31/08/2021
  • A-share

    O que é uma A-share? A-share é um tipo de participação em fundos mútuos de investimento cuja taxa é cobrada já no momento inicial de uma aplicação. As taxas de entrada são pagas aos intermediários financeiros como compensação por encontrarem e venderem o investimento que melhor corresponda às necessidades, objetivos e tolerância ao risco de seus clientes. As A-shares são destinadas a investidores individuais de varejo e normalmente não é cobrada taxa adicional paga pelos investidores na venda das cotas dos fundos. Em outras palavras, a taxa de carregamento não incide sobre o pedido de resgate quando realizado de forma antecipada (antes do prazo de resgate), o que pode comprometer a rentabilidade total do investimento. Mas, atenção: não se pode confundir as taxas de entrada, que são cobranças únicas, com as despesas operacionais contínuas do investimento. A maioria dos fundos cobram taxa de administração anual + a taxa de performance. A taxa de entrada de uma A-share é um adicional. A taxa de entrada numa A-share pode ser comparada à taxa de corretagem na bolsa, que é calculada normalmente, quando cobrada, sobre o valor da operação. Como funcionam as A-shares? Os investimentos da classe de ações de fundos mútuos são coletivamente agrupados e geridos pelo gestor da carteira do fundo. Cada classe de ações investe na mesma estratégia de fundo com o mesmo gestor de carteira. O que diferencia as classes de ações são principalmente suas estruturas de taxas. As classes de ações permitem que as empresas de fundos visem diferentes tipos de investidores, desde pessoas físicas a consultores e institucionais. A A-share é a classe de ação mais comum no mercado de fundos mútuos. Esses fundos podem parecer caros no início, mas tornam-se relativamente menos caros quando mantidos por um longo prazo, uma vez que na venda eles têm uma cobrança inicial, mas não uma cobrança derradeira, como acontece nas classes B e C. Lembrando mais uma vez que as A-shares são um tipo de ações de fundos mútuos destinadas a investidores individuais de varejo, mas outras classes de ações de varejo em fundo mútuo também podem incluir a Classe B ou C. Quais são as vantagens de uma A-share? No campo das finanças, uma A-share refere-se também a uma classe de ações ordinárias ou preferenciais cujos vantajosos benefícios são: maiores direitos de voto ou prioridade de dividendos maior do que nas ações das categorias B ou C. Por exemplo: uma empresa pode atribuir ações de categoria A (a-shares) à sua administração, dando a ela sete votos para cada ação, enquanto as ações de categoria B recebem apenas um voto por ação. As empresas categorizam as ações por vários motivos. Em alguns casos, isso significa dar aos primeiros associados da empresa maior controle sobre ela e fornecer a cada um deles melhor defesa contra tentativas adversas de tomada de controle. Afinal, ninguém está livre de sofrer um golpe. Taxas e despesas Um fator significativo para a estruturação das classes de ações é a tabela de encargos de vendas desenvolvida para a distribuição do fundo mútuo entre os intermediários. As empresas de fundos mútuos determinam uma estrutura de comissão de vendas para cada classe de ações que é apresentada no prospecto do fundo. Assim, cada classe de ações também tem sua própria estrutura de despesas operacionais. Lembrando que as A-shares normalmente têm encargos de vendas iniciais que podem variar até aproximadamente 5,75% de um investimento, quando negociado por meio de uma corretora de serviço completa. As empresas de fundos mútuos detalharão seus encargos de vendas e taxas de despesas por classe de ações no prospecto do fundo. Outro fator é que muitas empresas de fundos mútuos também fornecem retornos de classe de ações em seus materiais de marketing.

    16/08/2021
  • Acordo Comercial

    O que é um Acordo Comercial? Entende-se por comércio a atividade socioeconômica que envolve a compra e venda de bens entre duas ou mais partes por consentimento mútuo. É o que acontece quando, por exemplo, um fabricante chileno de colchões assina um acordo comercial com uma transportadora brasileira para tornar mais flexível a distribuição de seus produtos. Ou, ainda, quando países ou grupos de países se associam em vista de crescimento mútuo. Empresas privadas, organizações profissionais ou governos são os atores mais comuns dessa atividade. Um acordo comercial é, portanto, uma convenção ou tratado, entre duas partes ou mais, relativo à atividade comercial. Sendo assim, quando o acordo é celebrado (assinado) entre dois países, costuma ser chamado de tratado comercial. Os estados concordam com um padrão de relações que rege o comércio entre eles. Dessa forma, impostos, moeda base, controle de fronteira e jurisdição aceita pelas partes são alguns dos tópicos discutidos nesses tipos de contratos. No que diz respeito aos acordos comerciais entre empresas privadas, o objetivo geral é gerar sinergias para fortalecer a posição de ambas no mercado. Como funciona o Acordo Comercial? O acordo pode ser celebrado entre empresas do mesmo setor (para reduzir custos, chegar ao mercado externo etc.) ou entre empresas de setores diferentes. Cabe à Câmara de Comércio Exterior (Camex), entre outras medidas: estabelecer as diretrizes para as negociações de acordos de comércio exterior bilaterais, regionais ou multilaterais; e propor as medidas pertinentes para proteger os interesses comerciais brasileiros nas relações comerciais com países que descumprirem acordos bilaterais, regionais ou multilaterais, como, por exemplo, a abertura de procedimentos contenciosos. Nem sempre os acordos comerciais visam benefícios mútuos. Algumas vezes, a realização de um acordo é motivada pela destruição de oligopólios e monopólios, os quais ocupam grande fatia de um determinado setor econômico e estabelecem preços abusivos acima do preço de mercado. Eliminada a concorrência, quem mais sofre é o bolso do consumidor. Qual a importância do Acordo Comercial? Reduzindo barreiras para as empresas, os acordos comerciais oferecem mais oportunidades de exportação. Com a diminuição das barreiras para as exportações, os acordos comerciais terminam por ser um meio de aperfeiçoamento das relações entre países e alavancar os negócios. Para além da redução tarifária, os acordos também trazem outros benefícios como a definição de regras e disciplinas, garantia de condições iguais de competição às empresas em mercados estratégicos, maior inclusão nas cadeias de produção e maior acesso ao conhecimento, insumos e tecnologias. Acordos comerciais, se bem negociados, impulsionam reformas domésticas, aumentam a escala e reduzem custos de produção, garantindo, assim, mais competitividade. Em geral, são bem diversas as razões para o estabelecimento de um acordo comercial, sendo mais frequente os seguintes motivos: Isenção das tarifas alfandegárias;União econômica dos países associados;Incentivo a economia dos países parceiros;Desburocratização para importação e exportação. Exemplos de Acordos Comerciais Pelo Mundo A União Europeia é a união dos países cujos membros formam uma entidade única essencialmente sem fronteiras para fins comerciais. Os Estados Unidos têm atualmente vários acordos de livre comércio em vigor. Isso inclui acordos multinacionais, como o Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta), que cobre os Estados Unidos, Canadá e México — e o Acordo de Livre Comércio da América Central (CAFTA), que inclui a maioria das nações da América Central. Coletivamente, esses acordos significam que cerca de metade de todas as mercadorias que entram nos Estados Unidos vêm sem tarifas. Por fim, o Mercosul, importante bloco econômico sul-americano formado por Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e outros países associados e observadores, em vista de aumentar as negociações entre os países. Em 1991, as trocas comerciais eram de 4,5 bilhões de dólares. Em 2018, esse número subiu quase 10 vezes, totalizando USD 44 bilhões.

    03/08/2021
  • Absolutismo

    O que é absolutismo? O absolutismo era o modelo político vigente na Europa do século XV a XVIII que concentrava todo o poder nos monarcas.  Em relação à economia, esse período foi marcado por forte intervencionismo estatal, protecionismo alfandegário, balança comercial favorável, entre outros. Como o absolutismo surgiu? Devido às cruzadas prolongadas e as revoltas camponesas no fim da Idade Média, a nobreza se enfraqueceu bastante. Isso deu espaço para que os reis retomassem a sua relevância.  Porém, não foi só o enfraquecimento dos nobres que os ajudou, mas o pacto que eles fizeram com os burgueses: eles prometeram desenvolvimento do comércio em troca do apoio burguês.  E foi realmente o que aconteceu, já que os monarcas unificaram a tributação, padronizaram os pesos e as medidas facilitando as trocas, etc. O auge do absolutismo na Inglaterra, por exemplo, aconteceu com Elizabeth I, que expandiu a economia.  Na França, por sua vez, o ápice do desenvolvimento econômico se deu com o ministro Colbert, no governo de Luís XIV. Quais foram as principais características do absolutismo?  Além de um Estado ‘inchado’, o absolutismo ficou conhecido por uma série de características próprias na economia, como:  Metalismo Era o conceito de que para o Estado ser rico ele deveria acumular o máximo de metais preciosos, como ouro e prata.  Portugal fez parte disso ao explorar o ouro de Minas Gerais, cujos navios eram saqueados por piratas a mando da Inglaterra, França e Holanda. Esse acúmulo de metais, em poucos anos, deu origem aos primeiros bancos do mundo. Onde eram armazenados o ouro e a prata e convertidos em notas promissórias — o que seriam “cédulas primitivas”.  Balança comercial favorável Balança comercial era o monitoramento do número de importações e de exportações do país, sendo que ela só era favorável se as exportações ultrapassassem o número de produtos adquiridos do exterior.  Mas por que essa é a condição para a balança ser favorável ou estar em superávit? Por que quanto menos moedas estrangeiras estiverem no país, significa que mais dinheiro entrou, o câmbio diminuiu e a competitividade econômica nacional aumentou. Pacto colonial Era a imposição que os colonizadores faziam às colônias de comercializarem apenas com eles. Portugal obrigava o Brasil a exportar e importar apenas para ele, garantindo, assim, seu poder de barganha. Então, a Coroa Portuguesa importava nossa matéria-prima a um preço de venda bem baixo e exportava o manufaturado a um preço bastante elevado.  Essa relação só teve fim quando a Família Real veio ao Brasil e abriu os portos às nações amigas, para que o país exportasse para outros mercados. Medidas protecionistas Incentivo ao comércio, indústrias e marinha nacional. A ideia era valorizar os produtos nacionais de diversas formas, como com o aumento dos impostos sobre os produtos internacionais e imposição de barreiras alfandegárias.  Espera-se, com isso, que as empresas nacionais faturem mais, contratem mais pessoas e beneficiem a população como um todo. Quais foram as principais críticas ao absolutismo? Os maiores críticos ao regime absolutista foram os iluministas. No campo econômico, esses pensadores defendiam o livre mercado, ilustrado pela frase do economista Gournay “deixai fazer, deixai passar, que o mundo anda por si mesmo.” Outra ideia iluminista era de que a terra era de onde se gerava a riqueza, e não a indústria e o comércio. Esses posicionamentos vinham dos fisiocratas — termo que remete ao pensamento de que a economia era regida por leis naturais da circulação de bens. Foram eles que influenciaram os liberais.  O liberalismo econômico, contudo, já enxergava a riqueza como fruto do trabalho, não necessariamente das terras. Foi essa doutrina que pôs fim ao absolutismo e vigorou no século XIX, enfraquecendo apenas mais a frente, na crise de 29. 

    30/07/2021
  • Ação Libertadora Nacional

    O que foi a Ação Libertadora Nacional? A Ação Libertadora Nacional (ALN) foi um movimento que aconteceu entre as décadas de 1960 e 1970 com objetivo de derrubar o atual governo militar e instaurar uma política revolucionária no país. Esse movimento foi fundado 4 anos após o golpe militar de 1964 por Carlos Marighella, ex-membro do Partido Comunista Brasileiro (PCB), embora a ANL já tivesses seus objetivos e interesses bastante claros um ano antes da oficialização, em 1967. Até então, o nome do movimento era "Pronunciamento do Grupo Comunista de São Paulo”.  Marighella se inspirava nos líderes da Revolução Cubana, Ernesto Che Guevara e Fidel Castro, portanto, incentivava a prática de guerrilha urbana como estratégia política. Para alguns, os quase 2 mil ex-membros da ALN eram considerados meros rebeldes e terroristas. Suas ações a favor da revolução incluíam assalto a bancos para financiar o movimento, lutas armadas, sequestro de personalidades relevantes para a política em troca da liberdade de prisioneiros aliados, protestos, entre muitas outras. Quais foram as maiores motivações da Ação Libertadora Nacional? De fato, o regime militar trouxe uma série de prejuízos à população brasileira, tanto no sentido social, quanto no sentido econômico. Os 10 primeiros anos do regime mostraram um crescimento significativo do Produto Interno Bruto (PIB) - cerca de 14%. Entretanto, as decisões tomadas com base nesse "milagre econômico" culminariam o aumento da desigualdade social e endividamento do setor público anos mais tarde. Um bom exemplo disso foi a redução do poder de compra da população, onde o salário mínimo de R$ 1.200,00 passou para R$ 620,00 ao longo dos 21 anos em que o Brasil esteve sob o controle dos militares. Além disso, a inflação beirando 64,5% ao ano em conjunto com o arrocho salarial instaurado durante a ditadura, fizeram com que a desigualdade na distribuição de renda nacional ficasse cada vez mais evidente aos olhos da população - principalmente aos mais prejudicados. Com a crescente emissão de dívidas públicas, solicitação de crédito, solicitação de empréstimo, criação de empresas estatais e centralização da economia no Estado, o resultado não poderia ter sido outro: uma explosão de dívida externa em quase 9x mais que a própria renda do país. O desastre econômico deu margem para as intervenções da Ação Libertadora Nacional, sem contar, é claro, com a revolta dos ex-membros acerca de questões sociais, como a constante repressão, censuras, perseguições e torturas sofridas por tanto brasileiros ao longo da ditadura militar. Como foi o fim da Ação Libertadora Nacional? A Ação Libertadora Nacional foi fortemente abalada com a morte de Carlos Marighella, aos 58 anos de idade. O líder do movimento foi morto a tiros na cidade de São Paulo, em uma operação comandada pelos delegados Rubens Tucunduva e Sérgio Fleury. De acordo com a linha hierárquica da ALN, o sucessor de Marighella seria Joaquim Câmara Ferreira, que esteve a frente do grupo até 1971, quando foi detido pelo governo militar e faleceu na prisão anos mais tarde. A morte de ambos os lideres levou ao enfraquecimento e consequente desintegração do grupo. Ainda hoje, o lema da Ação Libertadora Nacional é conhecido e lembrado por muitas pessoas que estiveram presentes naquela época: “Todos nós somos guerrilheiros, terroristas e assaltantes e não homens que dependem de votos de outros revolucionários ou de quem quer que seja para se desempenharem do dever de fazer a revolução”.

    26/05/2021
  • Abecip

    O que é Abecip? Abecip é a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança, fundada em 1967, três anos depois da criação do Sistema Financeiro da Habitação (SFH). Seu intuito é o de contribuir para um sistema de crédito imobiliário sólido, baseado na oferta de crédito de forma justa e equitativa à população. Ela também é responsável por assegurar o desenvolvimento sustentável dos financiamentos, com base em rigorosos critérios éticos. Para alcançar esses objetivos, a associação faz uso de meios que, entre outros, são: defesa dos objetivos de suas associadas, representando-as judicialmente e extrajudicialmente em qualquer grau de jurisdição;aprimoramento das condições de atuação e a melhoria de produtividade de suas associadas;definição de normas e padrões éticos, zela pelo seu cumprimento e promove o congraçamento de suas associadas;realização de estudos, pesquisas e o intercâmbio de experiências e informações entre suas associadas. Alguns dos seus associados são o Banco Safra, Caixa e Bradesco. Quais são as certificações da Abecip? Além de regular o mercado de crédito imobiliário e poupança, a Abecip traz certificações voltadas para os profissionais das instituições financeiras com expertise no crédito imobiliário e na estruturação de operações financeiras com lastro em imóveis, indivíduos que comercializam produtos de crédito imobiliário e a quem mais possa interessar. As avaliações são realizadas com a Fundação Getúlio Vargas e, quando aprovado, o profissional adquire o diferencial no currículo. CA-300 Ideal para quem tem um negócio de oferta de crédito imobiliário, já que o Banco Central exige que todos os seus correspondentes bancários atendam à Resolução 3.954, principal objeto da certificação. Em outras palavras: se você trabalha com o financiamento de imóveis, você deve ter a CA-300 para estar em conformidade com a legislação brasileira. CA-400 A CA-400 possui o mesmo objeto da CA-300, capacitação na Resolução 3954 do BACEN, mas tem um nível intermediário de dificuldade. Não possui nenhum pré-requisito para a realização da prova, ou seja, mesmo que você não tenha a certificação básica, você pode sim partir para a CA-400. Alguns dos seus conteúdos programáticos são: matemática financeira, negócios e garantias imobiliárias e SFH. CA-600 É o nível mais avançado e final das certificações Abecip. Além do Banco Central, a FEBRABAN também a torna obrigatória, segundo consta o Normativo do Sistema de Autorregulação Bancária da Febraban Nº 009/2013, no caso de profissionais que comercializam produtos de crédito imobiliário e também tenham contato direto com clientes. Além dos conteúdos da CA-400, ela também inclui: custos e tributação (conhecimentos em impostos sobre transmissão de bens imóveis, por exemplo) e pós-contratação (conteúdos sobre amortização ou liquidação do saldo devedor de financiamento e pagamento de parte do valor das prestações). Qual a importância da Abecip? Além do que já foi explicado no artigo, capacitação e conformidade com as leis nacionais, a Abecip é o órgão que trata de um dos gargalos do país: o problema da moradia. Em 2001, 31,6% da população mundial residia em favelas. No Brasil, a porcentagem era de 4% — 6,7 milhões de pessoas. As instituições de financiamento de imóvel só atendiam a clientes de renda elevada, por isso foi criado o modelo de financiamento habitacional com captação de fundos por meio de depósitos de poupança. O SFH repassa, na forma de empréstimo, recursos provenientes da poupança de indivíduos de menor poder aquisitivo aos compradores de imóveis. Inclusive, o programa Minha Casa Minha Vida faz parte desse sistema. O financiamento, em regra geral, pode chegar no máximo a 80% do valor do imóvel, que não pode ultrapassar o preço de R$ 1,5 milhão. Portanto, a Abecip é imprescindível para o cumprimento dessa e das demais regras.

    18/02/2021
  • Ação Listada em Bolsa

    O que é uma Ação Listada em Bolsa? Uma ação listada em bolsa é uma fração do capital de uma empresa que estará disponível para ser adquirida - por quem puder comprar - na bolsa de valores. Imagine que uma empresa tenha seu capital dividido em milhões de partes: cada uma dessas partes é uma ação, que poderá ser compradas por investidores - futuramente chamados de acionistas. As empresas disponibilizam essas ações para coletar recursos financeiros e subsidiar seu desenvolvimento. Que tipo de empresa tem uma Ação Listada em Bolsa? Não é qualquer empresa que pode deixar sua ação listada em bolsa. Para isso, ela precisar ser de capital aberto! Isso significa que estará aberta para ser adquirida por qualquer pessoa. Empresas de capital fechado não podem tem suas ações na bolsa, porém nada impede que uma empresa de capital fechado se torne uma de capital aberto, basta passar pelo processo IPO [(Oferta Publica Inicial). Você sabe quais são os tipos de ações? O mundo das ações pode ser um pouco confuso no começo, ainda mais quando letras e números aparecem juntos ao lado de seta verdes e vermelhas. Porém, quando se compreende o significado de todas essas características tudo fica mais fácil. Umas das principais diferenças das ações listadas em bolsa é que uma ação pode ser ordinária ou preferencial. OrdináriaA ação ordinária é um tipo de ação listada em bolsa em que o acionista detentor terá direito ao voto nas Assembleias de Acionistas, além do direito de receber os dividendos. É claro que a influência que um acionista terá na assembleia será proporcional ao tamanho de seu investimento, ou seja, pequenos investidores não terão muito poder de escolha nas assembleias. As ações ordinárias são geralmente reconhecidas pelo número 3 no final do ticker. PreferencialA ação preferencial é aquela ação listada em bolsa que, diferente da ordinária, não da direito ao voto nas Assembleias de Acionistas. No entanto, ela tem preferência no recebimento dos dividendos. Ou seja, os detentores de ações preferenciais recebem os dividendos antes dos detentores de ações ordinárias. Em caso de falência da empresa, esses acionistas também terão prioridade no recebimento do reembolso. As ações preferenciais são geralmente reconhecidas pelo número 4 no final do ticker. Como reconhecer uma Ação Listada na Bolsa? Para uma padronização, as ações listadas em bolsa precisam conter 4 letras em maiúsculo - que fazem referência à empresa - e seguidas de um número. Por exemplo, a Petrobras disponibiliza na bolsa a PETR3 e a PETR4. Como já foi visto, além de ser uma empresa de capital aberto, a Petrobras tem ações ordinárias e preferenciais, identificadas com os números 3 e 4 no final. Além da Petrobras, outras empresas famosas têm ações listadas em bolsa, como a Vale com a VALE3, Itaú com a ITUB4 e assim por diante. Veja abaixo algumas das ações listadas em bolsa: ABEV3 - Ação Ordinária da empresa Ambev;BBAS3 - Ação Ordinária da empresa Banco do Brasil;BBDC3 - Ação Ordinária da empresa Bradesco;CIEL3 - Ação Ordinária da empresa Cielo;GOLL4 - Ação Preferencial da empresa GOL;MGLU3 - Ação Ordinária da empresa Magazine Luiza;LREN3 - Ação Ordinária da empresa Renner. Além dos códigos 3 e 4, uma ação listada em bolsa também pode ser acompanhada de outroscódigos: Código 1 – Direito de subscrição de uma ação ordinária;Código 2 - Direito de subscrição de uma ação Preferencial;Código 5 – Ação Preferencial Classe A;Código 6 - Ação Preferencial Classe B;Código 7 - Ação Preferencial Classe C;Código 8 - Ação Preferencial Classe D;Código 9 – Recibo de subscrição sobre ações ordinárias;Código 10 - Recibo de subscrição sobre ações preferenciais.

    11/12/2020
  • ACC

    O que é ACC? A sigla ACC abrevia o termo "Adiantamento sobre Contrato de Câmbio". Trata-se de um sistema de financiamento exclusivo para exportadoras. O mercado internacional possui papel fundamental na economia global. Especificamente para nós, brasileiros, é de grande valia que o governo detenha moedas estrangeiras a fim de tornar a economia local mais valorizada. Por essa razão que nossos líderes se preocupam tanto com operações de exportação. Produzir aqui e vender no exterior é sinônimo de uma economia valiosa e saudável, e assim, alguns mecanismos foram desenvolvidos para auxiliar e incentivar esse processo. O ACC, por exemplo, é muito utilizado pelas empresas exportadoras. Através desse financiamento é possível receber pelos produtos antes mesmo que estes tenham sido produzidos! Como o ACC funciona? Conforme o próprio termo sugere, o ACC é solicitado quando a empresa exportadora precisa de recursos para fabricar e despachar seus produtos. É, literalmente, um adiantamento; um empréstimo realizado com uma instituição bancária.  Vamos exemplificar para ficar mais fácil de compreender: suponhamos que você seja o exportador e nós, a instituição financeira, certo? Sua empresa fechou contrato com um indústria americana referente a venda de 10 automóveis. Para fabricá-los você precisará desembolsar capital, afinal, são muitos custos envolvidos: peças, mão de obra, despesas adicionais e assim por diante. Para despachar os produtos também há um certo custo. Entretanto, a sua empresa não possui dinheiro em caixa suficiente para arcar com tudo isso - ou até possui, mas fará muita falta até que o pagamento pelos automóveis seja realizado, prejudicando o fluxo em geral. Por essa razão você e os demais sócios da companhia decidiram solicitar o ACC. Nós, enquanto instituição financeira, iremos avaliar o CNPJ de vocês e caso o crédito seja aprovado, irão receber um empréstimo equivalente - ou menor - ao valor do contrato firmado com a indústria americana. Vale esclarecer que o empréstimo será realizado na mesma moeda da exportação. Ou seja, você irá receber em dólar pelos automóveis, então nós faremos o adiantamento em dólar também. Esse Adiantamento sobre Contrato de Câmbio servirá, basicamente, para financiar todos os custos que você terá com a produção e despache dos automóveis. E aí, quando a indústria americana receber e produto e te pagar, você amortizará sua dívida conosco. Vale esclarecer, ainda, que há incisão de juros sobre esse processo de ACC - assim como em qualquer outra modalidade de financiamento. Eles poderão ser cobrados no ato do empréstimo, ao longo da vigência ou no final do contrato. Falando em vigência, o Banco Central (BACEN) determina que o prazo máximo para pagamento do ACC deve ser de, no máximo, 360 dias. Isso significa que todo o cronograma da sua empresa, desde a produção até a entrega para o cliente, deve acontecer dentro desse período, para que você possa receber e consequentemente quitar o financiamento. Outro detalhe importante é que você só poderá quitar a dívida quando a indústria americana emitir uma nota de pagamento. Isso significa que, mesmo que haja um dinheirinho sobrando e você queira pagar o financiamento, não será possível. A amortização só pode ser realizada mediante comprovação de pagamento pelo produto que a exportadora vendeu! Qual é a diferença entre ACC e ACE? Enquanto o ACC é referente a um empréstimo destinado ao financiamento da produção, o ACE é um mecanismo de adiantamento restrito a produtos que já foram despachados. Ambos são muito semelhantes, a única diferença é essa: para solicitar o ACE a exportadora já deverá ter enviado seu produto ao destino final. Nesse caso, o adiantamento é concedido pela instituição financeira a fim de antecipar o lucro futuramente obtido pelos produtos. Para ficar mais fácil: ACC é utilizado para financiar a produção, enquanto o ACE é utilizado depois que os produtos já estão prontos e seguindo para fora do Brasil.

    03/12/2020
  • ACE

    O que é ACE? A sigla ACE abrevia o termo "Adiantamento sobre Cambiais Entregues", que corresponde a um mecanismo de financiamento exclusivo para empresas exportadoras. A partir do próprio termo é possível obter uma definição bem clara sobre esse instrumento operacional. No mercado internacional, a palavra "cambial" representa todos os bens e produtos que são comercializados. Note que o ACE se trata de um adiantamento financeiro sobre produtos já entregues, ou seja, que já foram produzidos e embarcados. Isso significa que, ao solicitar tal adiantamento, a empresa exportadora tem o objetivo de receber pelo seu serviço antes mesmo do produto chegar ao destino final e ser pago pelo cliente. Normalmente, uma exportadora solicita o ACE quando o prazo de entrega e respectivo pagamento pelo produto é superior a 30 dias. Tendo em vista a importância do comércio internacional, o ACE existe para facilitar e estimular a exportação das produções nacionais, pois assim o Brasil recebe moedas estrangeiras com maior facilidade. Quando se diz respeito a importação, por exemplo, já não existem tantos recursos que concedam crédito - pelo contrário, há milhares de impostos sobre a operação, justamente para evitar que o país gaste as moedas estrangeiras que detém. Como o ACE funciona? Esse sistema de financiamento é realizado entre a empresa exportadora e uma instituição financeira. Vamos exemplificar para que a compreensão fique mais fácil: você está vendendo uma tonelada de café para uma indústria americana no valor de US$10.000,00, enquanto nós faremos o papel da instituição financeira, certo? Suponhamos que você levou cerca de 30 dias para produzir o café. Para comerciá-lo e fechar negócio com a indústria americana foram mais 10, para despachar o produto demoraram mais 15 dias e por fim, ele chegará ao destino final a contar de mais 40 dias. Isso significa que, a partir do momento que a produção começou, a sua empresa já desembolsou dinheiro. Entretanto, só irá receber pelo café num prazo total de 90 dias. Sendo assim, o caixa ficará "desfalcado" durante tempo, até que entre capital novamente. A fim de solucionar essa questão, você nos procurou e solicitou um ACE. Levando em consideração que esse adiantamento só pode ser aplicado sobre cambiais já entregues, nós conseguiremos te ajudar a partir do momento onde faltam 40 dias para que o seu cliente receba e pague pelo café. Nós, enquanto instituição financeira, iremos analisar o seu perfil e caso o crédito seja aprovado, o caixa da sua empresa poderá ficar "desfalcado" apenas por 45 dias, ao invés dos 90, entende? Então, quando você receber pelo café, poderá pagar o empréstimo concedido. Há algumas questões sobre esse trâmite que precisam estar esclarecidas: o empréstimo concedido a você deve ser realizado na mesma moeda de exportação. Ou seja, como se trata de uma indústria americana e a sua empresa receberá em dólar, o financiamento com o banco deverá ser feito em dólar também. Além disso, a instituição financeira jamais poderá conceder um crédito acima do valor da exportação, apenas abaixo. Nesse caso, você negociou o café por US$10.000,00, mas poderá solicitar um financiamento inferior ao valor total caso queira. O solicitante da ACE quem decide. Como qualquer outra modalidade de financiamento, certamente há uma porcentagem de juros a ser cobrada pela instituição financeira nessa essa operação - especificamente conhecida como deságio, quando se trata de ACE.  Por essa razão é interessante que as possibilidades de ganhos e perdas sejam muito bem avaliadas antes de solicitar um Adiantamento sobre Cambiais Entregues, afinal, se o exportador optar por financiar o valor total, deverá ter um bom plano para não sair no prejuízo com a falta de lucratividade no serviço prestado.

    03/12/2020