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TECK11: conheça o primeiro ETF de tecnologia do Brasil

Você gostaria de investir nas principais empresas de tecnologia do mundo? Veja como isso é possível por meio do TECK11, o ETF do Banco Itaú.

Data de publicação:24/05/2022 às 09:00 -
Atualizado um mês atrás
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Já faz algum tempo que as empresas de tecnologia estão entre os maiores destaques da economia global. Esse cenário, sem dúvidas, acaba por atrair um grande interesse por parte dos investidores. Agora, contudo, é possível expor uma parte do seu patrimônio a esse grupo de companhias de forma simplificada por meio do TECK11

foto: reprodução

O que é o TECK11? 

O TECK11 é um ETF (Exchange Traded Fund), o que significa que ele é um fundo de índice negociado na bolsa de valores. Neste caso específico, o índice eleito pela equipe de administração é o NYSE FANG+

Se você já acompanha o mercado financeiro internacional, apenas pelo nome do índice, já pode imaginar qual é a sua composição. NYSE, afinal, é o nome da Bolsa de Valores de Nova York (New York Stock Exchange), enquanto que FANG representa as principais empresas de tecnologia dos Estados Unidos, conforme veremos na sequência. 

Desta forma, a função do TECK11 é justamente permitir ao investidor uma forma fácil de expor o seu capital aos principais negócios de tecnologia do mercado americano, mas sem precisar ter conta em uma corretora internacional. A negociação do ativo, afinal, acontece diretamente pela B3, a nossa bolsa de valores. 

O TECK11 foi lançado em abril de 2021 e é gerido pelo Itaú, que cobra uma taxa de administração de 0,25% ao ano. O investidor pode comprar quantas cotas desejar na bolsa de valores que, até a última atualização deste artigo, em maio de 2022, estava em R$33,55. Ou seja, um valor bem acessível. 

Qual é a composição do TECK11? 

Por ser um ETF, a função do TECK11 é replicar a carteira teórica de um índice (neste caso, como vimos, será o NYSE FANG+). Assim, o produto permite ao investidor acompanhar o indicador eleito, algo que não é possível sem essa classe de ativos. 

Mas, afinal, quais são as empresas de tecnologia que fazem a composição do TECK11? São dez companhias que se dividem em dois grupos: cinco empresas são fixas (FAANG) e as outras cinco podem variar de acordo com o volume de negociação dentro da NYSE. 

Ainda não identificou quais são as empresas de tecnologia representadas pela sigla FAANG? Essas são as iniciais das cinco principais companhias de tecnologia dos Estados Unidos e que estarão sempre presentes no índice:  

  • Facebook 
  • Amazon 
  • Apple 
  • Netflix 
  • Google 

Já o restante da carteira pode sofrer alterações de acordo com a negociação dos ativos por parte dos investidores. Em maio de 2022, essas eram as outras cinco empresas presentes no índice monitorado pela ICE Data:  

  • Microsoft 
  • Alibaba 
  • Baidu 
  • Nvidia 
  • Tesla 

Caso queira acompanhar a composição do TECK11 em um momento futuro, você pode acessar a página oficial do NYSE FANG+, no site da Ice Data

Quais são as vantagens de investir no TECK11? 

Algumas das vantagens de investir no TECK11 são bem nítidas, concorda? A começar pela facilidade de ter, em um único aporte, um conjunto de dez das maiores companhias do mundo — e ainda com ótimas perspectivas e fundamentos para o longo prazo, algo que torna o investimento ainda mais atrativo. 

Diretamente ligado a esse cenário, o ETF do Itaú ainda permite uma boa exposição global a duas das maiores economias do planeta atualmente. Além das empresas americanas, que concentram a maior parte do índice, temos duas companhias chinesas (Alibaba e Baidu), cenário que oferece uma diversificação geográfica positiva para a nossa carteira

Outro ponto positivo do ativo está na facilidade. Já adiantamos que o investimento mínimo é bem baixo, especialmente comparado com fundos de investimentos internacionais que, além de serem focados no investidor qualificado, podem exigir aportes acima de R$1.000 para os primeiros aportes. 

Por fim, as receitas dessas empresas listadas no índice são em moedas internacionais, em especial atreladas ao dólar. Ou seja, é uma forma de reduzir a sua exposição cambial apenas ao real, algo que acontece quando investimos apenas em empresas brasileiras que não sejam exportadoras ou do setor de commodities. 

Quais são as desvantagens de investir no TECK11? 

O primeiro ponto de atenção ao investir no TECK11 é de que se trata de um produto de renda variável, inclusive sendo negociado na bolsa de valores. Isso é importante porque, ao contrário dos fundos tradicionais, nós podemos ver os resultados financeiros sobre as cotas em tempo real. 

Portanto, se você não estiver preparado para eventuais oscilações do seu investimento, esse pode ser um problema emocional. É necessário estar consciente que a renda variável oscila diariamente para os dois lados. Ou seja, há risco de prejuízo, especialmente olhando para o curto prazo. 

Outro ponto que deve ser mencionado é a exposição ao dólar. Claro que isso é positivo dentro de uma estratégia de diversificação cambial, como adiantamos no tópico anterior, mas o ETF pode apresentar perdas em um cenário de valorização do real em relação ao dólar. E o investidor deve estar ciente dessa possibilidade. 

Qual é a rentabilidade do TECK11? 

O ETF TECK11 foi lançado no final de abril de 2021, de modo que ainda é cedo para analisar os resultados de um produto de renda variável — afinal, sabemos que os resultados de curto prazo possuem algum nível de incerteza.

Desde que foi iniciando na bolsa de valores, o TECK11 chegou a entregar mais de 20% de rentabilidade aos seus investidores, mas acabou devolvendo as perdas e desvalorizando em mais de 30% em relação ao seu preço inicial até maio de 2022.

Gráfico de rentabilidade Mais Retorno

Justificam esse cenário negativo algumas questões econômicas como o aumento da taxa de juros por parte do FED, a queda do dólar em comparação com o real e até resultados ruins de algumas das empresas do índice — como a Netflix, empresa cujas ações despencaram após um semestre de perda de clientes.

Sobre o autor
Stéfano Bozza
Formado em Administração pela PUC-SP. Trabalhou em empresas do segmento financeiro (Itaú BBA) e varejo (BRMALLS) até 2016, quando iniciou a jornada de produção de conteúdo para a internet com foco em finanças.