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Hashdex: ETF de bitcoin nos EUA trouxe fôlego e fez ativo bater cotação máxima

Os ETFs da gestora de criptoativos se beneficiaram do movimento e fecharam em alta em outubro

Data de publicação:05/11/2021 às 14:21 -
Atualizado 8 meses atrás
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Na edição de outubro de sua carta mensal aos investidores, a Hashdex, principal gestora de criptoativos da América Latina, destacou o mais recente capítulo da trajetória desse segmento de investimentos nos Estados Unidos. No mês passado, após sinalização positiva de Gary Gensler, presidente da SEC (a Comissão de Valores Mobiliários americana), o primeiro ETF de Bitcoin estreou nos país norte-americano, levando a criptomoeda a renovar sua máxima histórica.

Com a valorização do mercado de cripto, os fundos da gestora fecharam o mês no azul: Hashdex 20 NCI subiu 8,51% e Hashdex 40 NCI avançou 16,90%, enquanto os ETFs Hashdex 100 NCI e Bitcoin 100% tiveram altas mais expressivas, de 44,01% e 47,64%, respectivamente. Já o fundo Ouro Bitcoin Risk Parity reportou alta de 11,45%.

Foto: Pexels/David McBee hashdex
Foto: Pexels/David McBee

O primeiro ETF de Bitcoin dos EUA

"No dia 29 de setembro, o presidente da SEC voltou a dar declarações bastante favoráveis à possibilidade dos primeiros ETFs de criptoativos nos EUA, baseados em futuros negociados na CME. Essas declarações animaram o mercado de criptoativos e deram a tônica do mês de outubro", informa a gestora.

Na esteira da perspectiva de fortalecimento do mercado de cripto, o indicador Nasdaq Crypto Index (NCI) "subiu com bastante velocidade e consistência à medida que os rumores de que os pedidos protocolados para esse tipo de ETF não seriam rejeitados foram ganhando força", explica a Hashdex.

Como esperado, o ETF ProShares Bitcoin Strategy (BITO), primeiro da categoria nos EUA, foi aprovado e teve a segunda maior estreia da história das bolsas americanas, atrás apenas BlackRock U.S. Carbon Transition Readiness. No primeiro dia de negociação, em 19 de outubro, o ETF que acompanha os contratos futuros de Bitcoin operados na CME (sigla em inglês para Bolsa de Mercadorias de Chicago) registrou um volume negociado de US$ 1,01 bilhão.

No dia seguinte, 20 de outubro, mais um recorde para o BITO: ele se tornou o ETF que mais rápido atingiu a marca de um bilhão de dólares sob gestão. Nessa mesma data, o Bitcoin renovou sua máxima histórica, chegando próximo da cotação de US$ 67 mil, ressalta a Hashdex. A carta ainda destaca que, também em outubro, outro ETF semelhante foi lançado no dia 24: o Valkyrie Bitcoin Strategy (BTF).

"Até o final de outubro, os ETFs de futuros de Bitcoin somavam US$1,28 bilhão sob gestão e movimentaram um total de US$ 5,16 bilhões negociados. Todos esses acontecimentos em um período tão curto dão a noção da dimensão do mercado de capitais nos EUA e da importância de um endosso de seu regulador. Trata-se, apenas, de um primeiro passo, porém extremamente relevante e simbólico", comenta a gestora.

A Hashdex compartilha no texto suas expectativas em relação à aprovação de um outro tipo de ETF nos EUA, os "spots", que negociam diretamente os criptoativos, e não os contratos futuros deles.

"É possível que os ETFs de futuros aumentem a relevância da CME na formação de preço do Bitcoin e deixe a SEC confortável para aprová-los. Outra possibilidade é que a diferença de performance entre o Bitcoin spot e os ETFs de futuros seja grande o bastante para deixar a SEC tão desconfortável que prefira aprovar os ETFs spot. Seja por conforto ou desconforto, é provável que tenhamos novidades em um futuro não muito distante", explica.

Resultados

Depois do "boom" no preço do bitcoin, no terço final do mês a moeda digital perdeu o protagonismo e teve a pior performance entre os constituintes do NCI em outubro, apesar se se manter acima dos US$ 60 mil, comenta a gestora.

"O destaque foi o Ethereum que seguiu em alta e, no dia 29, também superou a sua máxima histórica, passando dos 4400 dólares. No total do mês, o NCI subiu 37,9%, abaixo do Ethereum (39,8%) e do Bitcoin (38,2%). Todos os constituintes fecharam outubro com ganhos. No ano, o índice acumula alta de 157,9%. Os investidores no Brasil beneficiaram-se, ainda, da valorização de mais de 3% do Dólar frente ao Real em outubro", afirma a Hashdex.

Sobre o autor
Bruna Miato
Repórter na Mais Retorno