Economia

Os donos de redes de shopping centers reiteraram hoje o otimismo com a recuperação das vendas pari passu (no mesmo ritmo), à retirada das restrições para funcionamento do comércio e ao retorno dos consumidores.

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Representantes de várias redes de shoppings destacam a retomada do movimento e das vendas - Foto: Creative Commons

Os executivos participaram, na véspera, de um debate organizado pela Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) para celebrar os 45 anos da entidade.

O diretor-presidente do grupo Almeida Junior, Jaimes Almeida Junior, comentou que a melhora está acima do previsto. "Eu sabia que isso iria vir, mas está vindo de forma muito acelerada. “O mercado está se mostrando extremamente positivo", afirmou.

O executivo disse que sua principal preocupação está no desemprego elevado e na inflação crescente, além da tensão política. Esta última foi classificada como "uma instabilidade totalmente desnecessária" por ele.

Já no lado positivo, Almeida Junior apontou o avanço da vacinação graças à chegada das doses das farmacêuticas e da vontade da população brasileira em se vacinar, ao contrário do que tem sido visto em parte dos Estados Unidos. "A pandemia parece endereçada", disse.

Fim do ano

Por sua vez, o diretor-presidente da AD Shopping, Helcio Fernandes Povoa, reforçou a visão de que a recuperação das vendas vai continuar em andamento. "Acredito que o fim de ano será muito positivo, com vendas muito fortes. Um Natal com vendas em alta não temos há muito tempo. Apesar de alguns lojistas estarem com pouco estoque", declarou.

O diretor-presidente da Aliansce Sonae, Rafael Sales, destacou que as vendas em alguns shoppings da rede já superaram os níveis pré-pandemia e também reiterou a perspectiva de continuidade da recuperação.

Um desafio, segundo ele, está no processo de integração das lojas físicas ao ambiente online, que tem exigido das redes de shoppings investimentos na construção de plataformas de vendas multicanais.

Sem negociação

Vander Giordano, vice-presidente institucional na Multiplan, lamentou que as autoridades públicas tenham determinado o fechamento dos shoppings sem contrapartidas de isenção ou postergação de cobranças de impostos, enquanto outras atividades permaneceram abertas.

Giordano lembrou que a Multiplan concedeu mais de R$ 1 bilhão de descontos ou adiamento de cobranças de aluguel e taxas condominiais de lojistas como forma de ajudar a dar fôlego financeiro para as varejistas. A estratégia, segundo ele, foi bem-sucedida e manteve a ocupação dos empreendimentos em níveis saudáveis. / com Agência Estado

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