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Economia

Presidente do BC cita piora da covid na Europa, mas diz que Brasil segue bem

Aceitação à vacina e número elevado na imunização ajudam a recuperação do País

Data de publicação:26/11/2021 às 13:47 -
Atualizado 6 meses atrás
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O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, disse nesta sexta-feira, durante evento virtual com empresas do mercado imobiliário, promovido pelo Secovi-SP, que o que está acontecendo no mundo está exercendo uma influência diferenciada sobre os mercados. Ele citou a piora da covid-19 na Europa, mas destacou que o Brasil vai bem até pelo fato de ter uma baixa resistência à vacinação.

"Começamos a ter piora da covid na Europa e hoje os mercados estão sentido isso bastante. Mas localmente, o Brasil está indo bem contra covid porque tem baixa rejeição à vacina", afirmou o banqueiro central, reforçando que o Brasil passou vários países desenvolvidos em número de vacinados. "Obviamente temos preocupação sobre o que pode acontecer na Europa em relação à covid."

banco central
Edifício do Banco Central do Brasil em Brasília - Foto: Leonardo Sá/Agência Senado

Campos Neto disse ainda que, quando se observa a parte de desaceleração mundial, se vê que a atividade na China caiu durante a pandemia, mas que já retomou o crescimento e agora cresce de maneira moderada.

Já o resto do mundo, afirmou, deve crescer perto de zero, com exceção de Estados Unidos e Inglaterra.

Dados recentes de fora

O presidente do Banco Central disse ainda que os últimos números de atividade nos EUA e zona do euro vieram melhores. Todavia, de acordo com ele, a situação de estagflação é um processo global, que tem subido no mundo inteiro.

O banqueiro central admitiu que em 2022, voltará o questionamento sobre qual será o crescimento estrutural do Brasil porque o País tem sofrido revisões baixistas para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para o ano que vem.

Campos Neto voltou a citar a China, alegando ser importante acompanhar o que está acontecendo no país, onde se verifica desaceleração forte do setor imobiliário.

"Mas a questão imobiliária da China não contaminou o mercado no mundo", relativizou o banqueiro central.

Ele repetiu ainda que a tese de disrupção de oferta para explicar inflação de bens se mostra falha e que os governos têm falado mais de alta da demanda de bens como causadora da inflação pelo mundo.

Nesse sentido, de acordo com ele, a inflação é claramente mais relevante nos países de economias emergentes. "O Brasil, onde há o tema da moeda e da energia, é destaque na inflação", disse. /Agência Estado

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