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A Petrobras protocolou na última quinta-feira, 17, o pedido de registro da oferta secundária (follow on) de 436.875.000 ações ordinárias de emissão de BR Distribuidora que a petrolífera possui, a serem distribuídas no Brasil, com esforços de colocação no exterior.

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Petrobras caminha para se desfazer de sua participação de 37,5% na BR Distribuidora - Foto: Arquivo

Conforme prospecto preliminar da oferta, seu valor total pode chegar a R$ 11,542 bilhões, e o período de reserva termina em 29 de junho, com precificação prevista para o dia seguinte, 30. O valor, meramente indicativo, considera a cotação de fechamento das ações no pregão da véspera, de R$ 26,42.

Segundo o documento, a oferta está sendo estruturada pelo Morgan Stanley (coordenador líder), Bank of America Merrill Lynch, Goldman Sachs, JPMorgan, Itaú BBA, Citi e XP.

Segundo fontes ouvidas pelo Broadcast, do jornal O Estado de S.Paulo, o conselho de administração da estatal bateu o martelo sobre a venda da participação de 37,5% na BR Distribuidora no fim da semana passada.

A decisão do desinvestimento já tinha sido tomada no começo do ano passado, na gestão de Roberto Castello Branco, mas a operação foi atrasada por conta da pandemia, que afetou o preço das ações da companhia na Bolsa brasileira. Agora a operação também foi referendada pela administração de Joaquim Silva e Luna.

‘Privatômetro’

Para que a sociedade possa acompanhar os movimentos de desinvestimentos da Petrobras, o  Observatório Social da Petrobras (OSP) lançou nesta semana o “Privatômetro”.

Desde 2015 até março deste ano, já foram arrecadados R$ 198 bilhões com a venda de ativos da companhia, segundo a nova ferramenta. O montante equivale ao dobro do lucro que os cinco maiores bancos do país tiveram em 2019, informou a OSP.

O OSP é uma organização ligada à Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), Instituto Brasileiro de Estudos Políticos e Sociais (Ibeps) e Instituto Latino-Americano de Estudos Sócio-Econômicos (Ilaese).

"O Privatômetro é um instrumento que funcionará como uma espécie de raio-X das privatizações da Petrobras", explicou a OSP em nota. / com Agência Estado

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