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Mercado Financeiro

Mercado ao vivo: confira a Bolsa e o dólar nesta quarta-feira, 23 de fevereiro

Alta da prévia da inflação de fevereiro não mexe com o avanço da Bolsa

Data de publicação:23/02/2022 às 11:22 -
Atualizado 3 meses atrás
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Após abrir em alta e seguir nessa toada por boa parte da manhã, a Bolsa virou o sinal e opera em queda, com o conflito geopolítico entre a Rússia e a Ucrânia ganhando novos capítulos.

Internamente, ajuda a azedar o humor a prévia da inflação de fevereiro, que veio bem acima do esperado e aponta que a escalada de preços ainda não chegou ao fim. Às 16h30, o Ibovespa recuava 0,60%, perdendo os 113 mil pontos - 112. 218, e o dólar caía 1,12%, cotado a R$ 5,00, menor nível desde 30 de junho do ano passado (R$ 4,97).

Mercado ao vivo: confira a Bolsa e o dólar nesta quarta-feira, 23 de fevereiro
Sanções americanas e da UE para a Rússia mais brandas trazem um pouco mais de alívio aos mercados - Foto: Envato

No ambiente dos ativos da Bolsa, a valorização de mais de 1% dos papéis da gigante exportadora Petrobras não consegue levar o Ibovespa para o patamar de alta, pois na ponta contrária, as ações da Vale caem mais de 1%.

Contribuem também para impulsionar o Ibovespa para baixo o arrefecimento da alta das ações das grandes varejistas, que durante a manhã chegaram a saltar mais de 7% - no caso da Americanas - com Magazine Luiza e Via na mesma esteira.

Por volta das 14h00, os papéis da Americanas subiam 1,28%, os da Magalu registravam leve alta de 0,16% e as ações da Via, 0,78%.

Sanções contra a Rússia ganham "resposta" de Moscou

A decisão dos Estados Unidos de aplicar sanções contra a Rússia anunciadas na véspera e vistas como brandas pelos analistas acalmou as tensões dos mercados, porém a trégua durou pouco. Durante a manhã, o ministério das Relações Exteriores em Moscou afirmou que "dará uma resposta forte e dolorosa" às sanções impostas pelos EUA, Reino Unido e União Europeia, trazendo de volta o temor sobre uma possível guerra entre o país e a Ucrânia.

Segundo a nota, a Rússia reforça que "está aberta à diplomacia com base no recíproco respeito, de igualdade e da consideração de seus respectivos interesses".

As sanções americanas proíbem as instituições financeiras americanas de fazerem transações com bancos russos e se estende à dívida soberana russa. Além dos EUA, se juntam nessas proibições o Reino Unido, Japão, Austrália, a União Europeia e a Alemanha, que interrompeu a aprovação do gasoduto Nord Stream 2, que liga a Rússia ao país.

Durante a abertura da Assembleia Geral da ONU, o ministro de relações exteriores da Ucrânia, Dmytro Kulera, disse que as ações da Rússia foram muito além da segurança da Ucrânia - referindo-se a uma série de ataques nas últimas semanas, porém o governo russo nega. "Putin negou nosso direito de existir", afirmou.

Bolsas americanas/principais índices

  • S&P 500: +0,08%
  • Dow Jones: +0,22%
  • Nasdaq 100: -0,10% (dados atualizados às 14h26)

Oportunidades para o Brasil com a crise entre Rússia e Ucrânia

Para Pietra Guerra, especialista em ações da Clear Corretora, em termos de investimento global, o Brasil pode ser visto como um “substituto” da Rússia. “De certa forma, a gente pode se beneficiar do fluxo de capital estrangeiro, da aversão ao risco para a Rússia como substituto de capital estrangeiro, que já segue caminhando para o Brasil”.

Prévia do IPCA mostra que a inflação está longe de terminar

No ambiente interno, os investidores repercutem os dados de prévia da inflação de fevereiro, divulgados pelo IBGE durante a manhã, que mostra sinais de que o arrefecimento ainda está longe de ocorrer. Apesar disso, a Bolsa segue não sendo tão impactada por essa notícia.

Segundo o instituto, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) subiu 0,99% no período, bem acima dos 0,87% esperados pelo mercado.

Foi a maior alta para o indicador para o mês desde 2016, quando atingiu 1,42%. Com o dado desta quarta-feira, o acumulado do ano já está em 1,58% e em 12 meses, está em 10,76%, também a maior desde 2016, quando somou 10,84%.

Com o resultado, algumas casas de análise começam a colocar em discussão se realmente o Banco Central deve fazer ajustes de menor magnitude na Selic, taxa básica de juros – conforme sinalizado pela autoridade monetária - nas próximas reuniões do Copom.

Juros futuros

Os juros futuros operam em queda nesta quarta-feira. Por volta das 14h10, a taxa do contrato de depósito interfinanceiro (DI) para janeiro de 2023 subia a 12,39%, de 12,49% na abertura. O DI para janeiro de 2025 ia para 11,27%, de 11,44%, e o para janeiro de 2027 marcava 11,15%, de 11,28%.

Sobe e desce da Bolsa

Maiores altas

Eletrobras (ELET6)+3,80%
PetroRio (PRIO3) +3,50%
Eletrobras (ELET3) +2,61%
Locaweb (LWSA3)+1,98%
Yduqs (YDUQ3)+2,16%

Maiores baixas

3R Petroleum (RRRP3) -7,48%
Banco Inter (BIDI11)-7,00%
Suzano (SUZB3)-5,83%
Localiza (RENT3)-4,86%
Locamerica/Unidas (LCAM3)-4,77%
Fonte: B3 (dados atualizados às 14h30)

Exterior

Europa: bolsas fecham em queda, com exceção de Londres

Os mercados financeiros europeus fecharam esta quarta-feira em queda, refletindo as devolutivas da Rússia após o anúncio das sanções por parte dos EUA e União Europeia (UE).

Por lá, a UE também concordou com novas sanções contra Moscou, quando o chanceler alemão, Olaf Scholz, na véspera, suspendeu o novo gasoduto Nord Stream 2 entre a Rússia e a Grã-Bretanha e também tomou medidas contra os bancos russos.

Durante a madrugada, novos dados econômicos do bloco foram divulgados pela Eurostat, agência de estatísticas da UE. Segundo ela, a taxa anual de inflação ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) da zona do euro atingiu a máxima histórica de 5,1% em janeiro, acelerando levemente em relação à alta de 5% observada em dezembro.

O resultado confirmou a estimativa preliminar e veio em linha com a expectativa de analistas do mercado. O CPI recorde amplia pressões para que o Banco Central Europeu (BCE) aperte sua política monetária. A meta de inflação da autoridade monetária europeia é de 2%.

Bolsas europeias/fechamento

  • Stoxx 600 (Europa): -0,25% (453,96 pontos)
  • FTSE 100 (Londres): +0,09% (7.501 pontos)
  • DAX (Frankfurt): -0,40% (14.633 pontos)
  • CAC 40 (Paris): -0,10% (6.780 pontos)

Bolsas asiáticas fecham em alta

As bolsas asiáticas fecharam em alta nesta quarta-feira, se recuperando das perdas da véspera, quando foram pressionadas pela escalada das tensões entre Ucrânia e Rússia. Os mercados da China continental lideraram os ganhos, impulsionados por ações da indústria de chips. / com Tom Morooka e Agência Estado

Fechamento/bolsas asiáticas

  • Shenzhen Composto (China continental): +1,75% (2.237 pontos)
  • Xangai Composto (China continental): +0,93% (3.489 pontos)
  • Hang Seng (Hong Kong): +0,60% (23.660 pontos)
  • Kospi (Seul): +0,47% (2.719 pontos)
  • NIkkei (Tóquio): bolsa fechada (feriado)
  • S&P/ASX 200 (Sydney): +0,62% (7.205 pontos)
Sobre o autor
Julia Zillig
Repórter do Portal Mais Retorno.