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Mercado Financeiro

Mercado ao vivo: acompanhe as movimentações da Bolsa e do dólar nesta sexta-feira, 17 de junho

Bolsa opera com baixa acentuada refletindo juros, baixa no minério de ferro e preços da Petrobras

Data de publicação:17/06/2022 às 11:54 -
Atualizado 17 dias atrás
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Na volta do feriado de Corpus Christi, a Bolsa de Valores brasileira, a B3, opera com baixa acentuada e generalizada nas primeiras horas desta sexta-feira, 17. No último pregão da semana, o Ibovespa, principal índice acionário do País, registrava queda de 3,69% às 15h10, caindo aos 99.013 pontos. No mesmo horário, dólar sobe 1,96%, a R$ 5,12.

A desvalorização pode ser explicada por alguns motivos. O primeiro deles é que os investidores estão repercutindo as decisões de política monetária da última quarta-feira, quando o Comitê de Política Monetária (Copom) elevou a Selic, taxa básica de juros, em meio ponto percentual, a 13,25% ao ano, e sinalizou que outras altas de igual ou menor patamar ainda podem acontecer.

Mercado Bolsa Dólar
Imagem: Reprodução

Além disso, no mesmo dia, o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) elevou as taxas de juros nos Estados Unidos. O aumento foi de 0,75 ponto percentual, levando as taxas aos níveis entre 1,00% e 1,75% ao ano. A autoridade monetária também sinalizou que deve continuar elevando os juros até que a inflação no país, a maior em 40 anos, seja controlada.

Impactos do juros na Bolsa e no dólar

Embora as altas fossem amplamente esperadas por analistas e investidores, na véspera, quando a B3 não funcionou por conta do feriado, os mercados globais fecharam com quedas expressivas. Juros subindo e pressão inflacionária persistente elevam as percepções de que alguns países podem passar por um período de recessão econômica, o que aumenta a aversão ao risco.

Simultaneamente, especialistas ressaltam que os juros mais altos favorecem a renda fixa em detrimento da renda variável. Os títulos da renda fixa, principalmente os americanos, são considerados ativos mais seguros e, por isso, com os juros subindo e elevando a rentabilidade desses ativos, eles se tornam mais atraentes para o investidor que está em busca de proteção contra as incertezas.

Nesse contexto, há uma fuga dos investidores daqueles ativos considerados de risco, como o mercado financeiro de países emergentes, caso do Brasil. Assim, há mais capital estrangeiro saindo do País do que entrando, o que desvaloriza a moeda nacional.

Cenário interno: commodities e Petrobras

De acordo com análise do BTG Pactual, além das decisões de política monetária, que impactam principalmente as ações de empresas ligadas ao consumo doméstico (como varejo, construção civil e turismo) e companhias de tecnologia (que dependem do financiamento no longo prazo para entregar resultado), o desempenho das commodities e a Petrobras também impactam o dia na Bolsa.

O minério de ferro vive mais um dia de baixa - é o sétimo pregão consecutivo - com incertezas quanto à demanda chinesa pelo produto. Acompanhando a desvalorização da commodity, os papéis da Vale, empresa com maior peso na composição do Ibovespa, recuava 5,14% às 11h47.

No mesmo período, as ações da Petrobras, que também têm um peso importante no índice, tinham forte queda superior a 10% (10,11%), com preocupações do mercado sobre ingerência política na estatal. A petroleira anunciou, nesta manhã mais um reajuste no preço dos combustíveis: o preço médio de venda da gasolina subiu de R$ 3,86 para R$ 4,06, alta de 5,2%, e preço médio do diesel para as distribuidoras subiu de R$ 4,91 para R$ 5,61 por litro, alta de 14,3%.

Na véspera, quando informações de que a Petrobras poderia divulgar um reajuste tomaram conta da mídia, diversos políticos, entre eles o presidente Jair Bolsonaro, criticaram a companhia. Arthur Lira, presidente da Câmara dos Deputados, disse que, na próxima semana, vai convocar uma reunião extraordinária para discutir a política de preços da estatal.

"O Governo Federal como acionista é contra qualquer reajuste nos combustíveis, não só pelo exagerado lucro da Petrobrás em plena crise mundial, bem como pelo interesse público previsto na Lei das Estatais. A Petrobrás pode mergulhar o Brasil num caos. Seus presidente, diretores e conselheiros bem sabem do que aconteceu com a greve dos caminhoneiros em 2018, e as consequências nefastas para a economia do Brasil e a vida do nosso povo."

Jair Bolsonaro no Twitter

O dia na Bolsa

Maiores altas da Bolsa

EmpresaCódigoVariação
TaesaTAEE11+0,17%
EnevaENEV3+0,35%
Fonte: B3 | Dados atualizados às 11h45

Maiores baixas da Bolsa

EmpresaCódigoVariação
CSNCSNA3-7,47%
Petrobras ONPETR3-6,45%
GolGOLL4-6,29%
PetzPETZ3-6,15%
Petrobras PNPETR4-6,09%
Fonte: B3 | Dados atualizados às 11h45

Mercado internacionais

Nos Estados Unidos, as bolsas operam com bastante volatilidade, oscilando entre altas e baixas, após um pregão de fortes quedas que levaram os principais índices acionários do país aos menores níveis em um ano e meio. Os investidores ainda repercutem as decisões de política monetária do Fed.

Na Europa, as bolsas operam majoritariamente em alta, recuperando parte das perdas da véspera, com os investidores também atentos às decisões dos bancos centrais. Ontem, a Inglaterra e a Suíça elevaram suas taxas de juros em 0,25 ponto percentual (a 1,25% ao ano) e em 0,50 ponto percentual (-0,25% ao ano), respectivamente.

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única, enquanto investidores monitoram a crescente divergência entre as políticas monetárias dos Estados Unidos e do Japão. O BoJ (banco central japonês) deixou sua política ultra-acomodatícia inalterada nesta sexta, dois dias após o Fed elevar seu juro básico em 0,75 ponto percentual, no maior ajuste do tipo desde 1994.

Após a decisão do BoJ, seu presidente, Haruhiko Kuroda, disse que apertar as condições monetárias seria inapropriado no momento, mas também destacou que a rápida desvalorização do iene, que opera perto dos menores níveis ante o dólar desde 1998, é negativa para a economia japonesa. Já na China, as bolsa fecharam em alta com indícios de que os novos casos de covid-19 estão sob controle.

Desempenho das bolsas americanas

  • Dow Jones: baixa de 0,71%
  • S&P 500: baixa de 0,69%
  • Nasdaq 100: baixa de 0,19%

Dados atualizados às 11h48

Desempenho das bolsas europeias

  • Stoxx 600 (Europa): alta de 0,22%
  • FTSE 100 (Inglaterra): baixa de 0,30%
  • DAX (Alemanha): alta de 0,26%
  • CAC 40 (França): alta de 0,02%

Dados atualizados às 11h48

Fechamento das bolsas asiáticas

  • Xangai Composto (China): alta de 0,96%
  • Shenzhen Composto (China): alta de 1,16%
  • Hang Seng (Hong Kong): alta de 1,10%
  • Nikkei (Japão): baixa de 1,77%
  • Kospi (Coréia do Sul): baixa de 0,43%
  • Taiex (Taiwan): baixa de 1,25%
Sobre o autor
Bruna Miato
Repórter na Mais Retorno