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A rede de restaurantes Madero entrou, na véspera, com pedido de abertura de capital (IPO, na sigla em inglês) na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e quer usar metade dos recursos captados para diminuir seu endividamento, que cresceu 40% só este ano.

Foto: Madero/Reprodução
Endividamento da rede de restaurantes curitibana subiu 40% somente em 2021 - Foto: Madero/Reprodução

A dívida bruta passou de R$ 705 milhões, em dezembro passado, para R$ 989,6 milhões, no encerramento de junho. Em relação a dezembro de 2019, o passivo quase triplicou.

O Madero fechou o mês de junho com R$ 1,8 bilhão em obrigações, incluindo dívida bruta, arrendamentos, despesas com impostos e previdência - conta que subiu 17,3% ante dezembro.

Apesar do aumento da dívida, o Madero informa que chegou a um acordo com os bancos credores - BTG Pactual, Bradesco, Banco do Brasil e Itaú, todos presentes na coordenação do IPO.

Em 30 de junho, a empresa conseguiu obter o waiver (consentimento) para todas as suas obrigações previstas e que poderiam não ser cumpridas nos contratos de empréstimos e financiamentos.

Entre junho e julho, em nova rodada de negociações com os credores, o Madero conseguiu uniformizar os acordos com os bancos, segundo o prospecto preliminar.

Ainda neste ano

A expectativa é de que o IPO ocorra ao fim do terceiro trimestre ou no começo do quarto. Algumas reuniões iniciais para testar o interesse dos investidores e gestores foram feitas nas últimas semanas.

Dos recursos captados no IPO, que pode superar R$ 2 bilhões, de acordo com fontes, o Madero pretende utilizar 50% para investir na expansão de restaurantes e 50% para saldar contratos financeiros, conforme o prospecto.

Na parte de expansão, a rede informa que tem potencial para abrir 400 unidades nos próximos dez anos, incluindo as bandeiras Madero e Jerônimo.

Além da oferta primária, com recursos indo para a empresa, haverá uma venda secundária de ações dos sócios, incluindo o empresário Junior Durski, que tem 65% da empresa.

O fundo Madrid, da gestora americana Carlyle, que detém 27%, também venderá uma fatia. O fundo investiu R$ 700 milhões na rede em 2017. Procurada, a rede Madero não comentou por estar em período de silêncio. / com Agência Estado

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