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Economia

Inflação dos EUA sobe 0,5% em dezembro e fecha 2021 com alta de 7,0%

Resultado veio em linha com as expectativas do mercado

Data de publicação:12/01/2022 às 12:00 -
Atualizado 4 meses atrás
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De acordo com dados divulgados na manhã desta quarta-feira, 12, pelo Departamento do Trabalho, o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos avançou 0,5% em dezembro ante o mês imediatamente anterior. Os números vieram levemente acima das expectativas do mercado, de alta de 0,4%. No entanto, em relação ao PCI de novembro, que registrou alta de 0,8% ante outubro, houve uma desaceleração da inflação dos EUA.

Na comparação anual, o CPI encerrou o ano de 2021 com uma inflação acumulada de 7,0%, em linha com as projeções dos especialistas e analistas do mercado financeiro. Em análise, o BTG Pactual Digital afirma que parte da desaceleração observada no último mês é decorrente da queda nos preços de Energia, que caíram na esteira da desvalorização do petróleo nos mercados internacionais.

Inflação nos EUA
Foto: wirestock

Os preços de energia tiveram queda mensal de 0,4% em dezembro nos EUA. Já os dos alimentos cresceram 0,5% na mesma comparação. Já o núcleo do CPI, que exclui itens voláteis como alimentos e energia, teve avanço de 0,6%, ante expectativa de crescimento de 0,5%. Na comparação anual, o indicador teve alta de 5,5%, ante previsão de avanço de 5,4% dos analistas.

O que os resultados significam para a inflação dos EUA

"Apesar da desaceleração do índice, o qualitativo do resultado de dezembro sugere uma continuidade de pressão inflacionária por mais tempo, sobretudo de itens do núcleo vinculados a Serviços. Com manutenção dos elevados preços para Habitação, responsável por 0,13% do resultado, Carros Usados e Bens Duráveis, impactados pelas dificuldades produtivas".

Análise do BTG Pactual Digital

Os analistas da instituições ressaltam ainda que, na medição da inflação dos EUA de dezembro, os segmentos de Habitação e de Carros Usados foram responsáveis por cerca 50% da leitura final.

Gustavo Cruz, economista e estrategista da RB Investimentos, considera que os dados vieram "bem em linha" com o que o mercado esperava, mas o CPI deve continuar pressionado no país, principalmente no que diz respeito aos combustíveis, uma vez controlado o avanço da ômicron, nova variante do coronavírus.

Perspectivas para a economia americana

"Para os próximos meses, entendemos que alguns itens devem perder peso, com a redução, na margem, do preço de alguns insumos para a indústria com o alívio dos gargalos nas cadeias produtivas. Por outro lado, a retomada dos preços do petróleo pode resultar em novas elevações para o segmento de Energia. Além disso, monitoramos os impactos nas cadeias produtivas globais das novas medidas de isolamento social adotadas pelas autoridades Chinesas".

Análise do BTG Pactual Digital

Com as expectativas de que a inflação siga avançando nos EUA, além do desemprego no país, tanto a equipe de analistas do BTG Pactual Digital quanto o estrategista da RB Investimentos esperam ver uma alta na taxa de juros americana na reunião de março do Comitê de Política Monetária do Federal Reserve (FOMC, na sigla em inglês).

Cruz pontua que 2022 ainda será um ano desafiador para a economia americana e o que resta é aguardar para ver como o FOMC seguirá com o seu ciclo de aperto monetário.

Sobre o autor
Bruna Miato
Repórter na Mais Retorno