Economia

O presidente do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, Jerome Powell, em sua audiência no Senado americano, ressaltou que a instituição está comprometida em utilizar os instrumentos de política monetária para conter eventual altas excessivas da inflação, caso seja necessário. O principal instrumento seria uma alta dos juros. Ele não acredita, no entanto, que isso vá ocorrer no curto prazo. Além de sinalizar possíveis ações, Powell pediu calma ao mercado.

"Nossos instrumentos monetários estão dedicados para orientar a inflação, como taxas de juros e programa de afrouxamento quantitativo", destacou ele. "Estamos fortemente comprometidos com inflação média de 2% ao longo do tempo”. A preocupação com a inflação é decorrente dos superpacotes financeiros anunciados pelo governo para ajudar a economia. Eles devem estimular o consumo e, portanto, a alta de preços.

Os juros podem subir nos EUA se inflação ficar fora de controle com pacotes de ajuda financeira

Mas Powell acrescentou que “no curto prazo, esperamos pressões de alta de inflação por questões estatísticas, que será uma elevação transitória". Deixou claro para os agentes financeiros que "caso a inflação ameace desancorar expectativas acima de 2%, poderemos usar os instrumentos disponíveis, se necessário. Se virmos que a inflação fique consistentemente acima dos nossos objetivos poderemos usar instrumentos para baixá-la." Mas reforçou que vê as expectativas dos consumidores e das empresas ancoradas nos EUA.

As previsões para os principais indicadores econômicos anunciadas por Jerome Powell também foram mais positivas. O Fed revisou a projeção para o crescimento do PIB neste ano de 4,2% para 6,5%, ritmo mais forte desde 1983, enquanto a taxa de desemprego foi revisada para baixo, de 6,2% passou para 4,5%.

Questionado sobre a forte elevação dos juros nos papeis do Tesouro americano (Treasuries), Powell afirmou que a alta recente se deve à perspectiva de uma recuperação mais forte da economia. Ao mesmo tempo minimizou a preocupação dos mercados com uma potencial disparada dos preços. Ele explicou que a economia americana está sendo bombardeada com estímulos monetários (juros na mínima próximos a zero e compras de US$ 120 bilhões mensais em ativos) e fiscais (pacotes em sequência, sendo o último aprovado de US$ 1,9 trilhão). “O aumento dos juros tem sido um processo ordenado”, disse.

O BC americano só teria de agir se os rendimentos se movessem de maneira desordenada./Agência Estado

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Editora do Portal Mais Retorno.

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