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Economia

Ibc-Br cai 0,40% em outubro ante setembro e registra quarto recuo consecutivo, diz BC

Número veio em linha com a mediana das expectativas dos analistas do mercado financeiro

Data de publicação:15/12/2021 às 10:28 -
Atualizado 7 meses atrás
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O Banco Central (BC) informou nesta quarta-feira, 15, que o Índice de Atividade (Ibc-Br) caiu 0,40% em outubro ante setembro, na série já livre de influências sazonais. Esta foi a quarta queda consecutiva da atividade econômica brasileira. A queda veio em linha com a mediana das expectativas dos analistas do mercado financeiro. O intervalo ia de recuo de 0,80% a estabilidade.

Em outubro, os dados setoriais divulgados pelo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) tiveram nova rodada de deterioração. O desempenho da indústria (-0,60%), do varejo ampliado (-0,90%) e dos serviços prestados (-1,20%) ficou, mais uma vez, aquém das expectativas do mercado financeiro.

Ibc-Br cai 0,40% em outubro ante setembro e registra quarto recuo consecutivo, diz BC
Ibc-Br cai 0,40% em outubro, segundo BC, e aponta quarta queda consecutiva - Foto: Envato

De setembro para outubro, o índice de atividade calculado pelo BC passou de 137,42 pontos para 136,87 pontos na série dessazonalizada. Este é o menor patamar desde setembro de 2020 (135,95 pontos).

Na comparação entre os meses de outubro de 2021 e de 2020, houve retração de 1,48% na série sem ajustes sazonais. Esta série registrou 137,78 pontos no décimo mês, o pior desempenho para o período desde 2017 (135,99 pontos).

Comparação anual

O indicador de outubro de 2021 ante o mesmo mês de 2020 mostrou desempenho dentro do intervalo projetado pelos analistas do mercado financeiro, que esperavam desde queda de 1,60% a elevação de 0,80%, mas aquém da mediana de recuo de 0,80%.

Conhecido como uma espécie de "prévia do BC para o PIB", o IBC-Br serve mais precisamente como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses. A projeção atual do BC para a atividade doméstica em 2021 é de crescimento de 4,7%, segundo o Relatório Trimestral de Inflação (RTI) de setembro. O próximo RTI será divulgado nesta quinta-feira (16).

No Relatório Focus divulgado pelo BC nesta semana, a projeção é de crescimento de 4,65% do PIB em 2021.

Acumulado

Apesar da deterioração recente, o IBC-Br acumulou alta de 4,99% em 2021 até outubro, informou a autoridade monetária. O porcentual diz respeito à série sem ajustes sazonais. Pela mesma série, o IBC-Br apresenta aumento de 4,19% nos 12 meses encerrados em outubro.

O indicador subiu 1,06% no acumulado do trimestre de agosto até outubro de 2021 ante o mesmo período do ano passado, na série sem ajuste. Por outro lado, o BC informou que o indicador registrou queda de 0,94% no acumulado do trimestre de agosto até outubro na comparação com os três meses anteriores (maio a julho), pela série ajustada sazonalmente.

Revisões

O Banco Central revisou nesta quarta-feira dados do Ibc-Br na margem, na série com ajuste. O IBC-Br de setembro foi de -0,27% para -0,46%, enquanto o índice de agosto passou de -0,29% para -0,45%.

O resultado de julho passou a mostrar queda, passando de +0,13% para -0,12%. No caso de junho, o índice foi de +0,22% para +0,07%. O dado de maio continuou em -0,39% e o de abril foi de +0,49% para +0,45%. Em relação a março, o BC alterou o indicador de -1,78% para -1,88%.

Visão do mercado

De acordo com a avaliação do mercado, o resultado do Ibc-Br de outubro não trouxe nenhuma novidade. “ Este apenas confirmou a queda já verificada nas outras pesquisas do IBGE para o mês de outubro que apresentaram queda na margem”, ressaltou André Perfeito, economista-chefe da Necton.

Segundo ele, a fraqueza da atividade econômica pode ser resumida em pontos como a alta da inflação, somada a um mercado de trabalho fraco, que tem feito a renda real dos consumidores cair; a alta de juros cobra um preço difuso na demanda doméstica, seja para o consumo das famílias ou investimentos; e ruídos políticos que deprimem o otimismo de consumidores e famílias.

“Apesar das quedas verificadas não irei mudar nossa projeção de PIB de 2021 e 2022 (4,3% e 0,3% respectivamente), afinal estas já incorporavam muito deste cenário mais frágil”, conclui Perfeito. / com Agência Estado

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