Renda Variável

O número de participantes ainda é pequeno, mas a disputa pela atração de investidores está com jeito de que será cada vez mais acirrada. Os protagonistas dessa disputa são os ETFs (Exchanged Traded Funds), fundos negociados em bolsa de valores que miram retornos seguindo determinados índices do mercado. No caso dos envolvidos nessa competição, os ETFs vinculados ao Ibovespa.

Além de minoria, os ETFs Ibovespa são produtos relativamente recentes no mercado. O último deles, o BOVX11, da XP, estreou em 21 de junho.

Foto: envato
Com aumento da concorrência, administradores dos ETFs estão reduzindo os custos para o investidor

Como todos têm como benchmark ou índice de referência o Ibovespa, que em tese pode levar a resultados assemelhados, o caminho escolhido como diferencial, para atrair investidores, parece ser o corte na taxa de administração. O BOVX11 da XP foi lançado com uma taxa de administração de 0,15% ao ano, alardeada até então como a mais barata do mercado.

Uma semana depois, em 28 de junho, o Itaú Asset reduziu de 0,30% para 0,10% ao ano a taxa de administração de seu ETF It Now Ibovespa Fundo de Índice (BOVV11), abaixo da até então menor taxa, a da XP.

Outros dois fundos da modalidade, do Bradesco e da BlackRock, mantiveram a taxa de administração, pelo menos nos prospectos dos respectivos produtos. O ETF Bradesco Ibovespa Fundo de Índice (BOVB11), gerido pela Bradesco Asset Management (Bram), cobra taxa de administração de 0,20% ao ano e o iShares Ibovespa Fundo de Índice, da BlackRock, taxa de 0,30% ao ano.

Especialistas dizem que a redução de taxas de administração visa a aumentar a atratividade desses fundos, que são ainda minoria no mercado, e conquistar espaço na concorrência com outros produtos atrelados a índices. Fundos de popularidade crescente entre investidores como os ETFs de renda fixa e, principalmente, de renda variável atrelados a BDRs (Brazilian Depositary Receipts), que possibilitam o investimento em ações de grandes empresas de outros países, sobretudo as de tecnologia dos EUA.

Os ETFs de índice são recomendados por especialistas como opção para a diversificação em renda variável, com valor de investimento e custo baixo, por meio da compra de cotas. Um sistema que facilita a escolha, ao dispensar o trabalho de seleção individual de ações pelo investidor.

O investimento em ETF pode ser feito em qualquer corretora e a negociação de cotas é feita como se fosse uma ação.

Conheça alguns dos principais ETFs da Ibovespa

O ETF da Itaú Asset, o BOVV11, tem uma carteira que possibilita a diversificação, com um único investimento, em mais de 60 empresas listadas na B3. A taxa de administração é de 0,10% ao ano. Uma fonte adicional de renda paralela para o investidor provém do aluguel de até 70% das ações em carteira.

O ETF do Ibovespa, o BOVX11, da XP, exige valor mínimo de aplicação em torno de R$ 13 e cobra taxa de administração de 0,15% ao ano. A gestão, de acordo com a corretora, tem como pilares a diversificação, a transparência e a execução, em uma carteira com exposição a diversos setores, como financeiro, industrial, utilities, entre outros.

Os gestores do time da XP se propõem também a remunerar o estoque do fundo com aluguel de ações em custódia, com o objetivo de neutralizar o custo de taxa de administração para os investidores.

O ETF Bradesco Ibovespa Fundo de Índice, BOVB11, gerido pela Bram, procura replicar a variação do Ibovespa com 95% de sua carteira formada por ações que fazem parte do principal índice da B3. É possível investir no fundo em lotes a partir de uma cota. A taxa de administração é de 0,20%.

O iShares Ibovespa Fundo de Índice, o BOVA11, com gestão pela BlackRock, cobra taxa de administração de 0,30%, com a proposta de entregar ao investidor um rendimento que segue a variação do Ibovespa.

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Colaborador do Portal Mais Retorno.

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