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Fundo DI do Itaú está exposto em R$ 620 milhões a crédito da Americanas e B2W

O Itaú Personnalité Privilège DI, que investe em outros três fundos do Itaú, todos com parte do portifólio comprado em debêntures da varejista, registrou variação negativa de 0,60% nos últimos dias

Data de publicação:18/01/2023 às 06:00 -
Atualizado 9 dias atrás
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Não foi somente o fundo DI do Nubank, o Nu Reserva Imediata, que andou assustando os investidores de renda fixa nos últimos dias. Com 287 mil cotistas, o Itaú Personnalité Privilège DI é, para padrões brasileiro, um transatlântico do mercado financeiro e, comprado em debêntures e títulos de crédito privado de Americanas e B2W, também registrou variação negativa na última semana. . 

Sob gestão do fundo ficam cerca de R$ 48,63 bilhões. Por ser um FIC, ele é um fundo que investe em outros fundos. A carteira é dividida entre o Special RF (R$ 34,18 bi), Itaú Wealth Master (R$ 14,70 bi) e Itaú Privilège Distribuidores (R$ 127,25 mi). 

O Itaú informa que, diferentemente do que foi noticiado aqui, no total, considerando os ativos desses fundos aportados, o Itaú Personnalité Privilège DI está exposto a quase R$ 620 milhões em títulos de crédito privado da B2W e da Americanas, o equivalente a 1,25% do patrimônio do fundo. 

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Cotistas de fundo do Itaú foram às redes sociais reportar queda no investimento | Foto: Reprodução

A exposição maior em papeis de crédito de B2W e Americanas se refere ao total das carteiras dos fundos cujas cotas formam o Itaú Privilège DI: o Special RF tem cerca de R$ 1,4 bilhão; o Itaú Wealth Master tem mais R$ 436 milhões, e o Itaú Privilège Distribuidores tem cotas desses 2 fundos.

Dessa forma, o impacto final de exposição do Itaú Privilège é  menor, de R$ 620 milhões, porque investe parte do seu patrimônio nesses três fundos.

Fundo cai 0,60%

Entre quinta-feira, 12, e sexta-feira, 13, o valor da cota do fundo registrou queda de R$ 11,519656 para R$ 11,453261 (-0,58%), de acordo com dados compilados pela Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais). A queda até o dia 16 é maior, de 0,60%.

A rentabilidade em 12 meses é de 12,62%, acima do CDI, que fica em 12,55% no mesmo período. No gráfico de rentabilidade da Mais Retorno é possível observar que o fundo Itaú Privilège estava acima do CDI, quando teve uma queda abrupta no dia 13 de janeiro de 2023 e ficou bem próximo à taxa. 

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Fonte: Comparador de Ativos Mais Retorno

A referência deste fundo é o DI, ou seja, segue as tendências de juros do mercado. O tamanho da exposição a esses títulos não era grande o bastante para que o rendimento do fundo ficasse abaixo desse parâmetro, mas foi o suficiente para uma queda de cerca de 0,5% entre o dia 12 e 13 de janeiro.

Nas redes sociais, alguns cotistas deste fundo fizeram reclamações pela queda no patrimônio líquido com esse movimento. Até a publicação deste conteúdo, a Itaú Asset não havia retornado o contato com a Mais Retorno e nem publicado algum tipo de posicionamento público aos clientes.

Grandes bancos

Outros grandes bancos que também estavam expostos às debêntures da Americanas através de fundos de renda fixa são Banco do Brasil e Caixa.

Já em dezembro, o fundo de previdência privada Brasilprev Top TP, do Banco do Brasil, com R$ 2,17 bilhões, puxava a fila com R$ 74,5 milhões compradas em debêntures da Americanas. 

Enquanto o BB Top Arrojado, também do Banco do Brasil, tinha R$ 58 milhões em debêntures da Americanas. Outro banco estatal que também tinha aporte em em debêntures da companhia é a Caixa, com o Caixa Master Plus 50, que reservou cerca de R$ 48 milhões nesse aporte.

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Sobre o autor
Mari Galvão
Repórter de economia na Mais Retorno

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