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Mercado Financeiro

Com exterior positivo, Bolsa fecha em alta de 1,18%, aos 111 mil pontos, e dólar cai a R$ 4,76

Mercados globais fecharam no positivo, com investidores ainda repercutindo ata do Fed

Data de publicação:26/05/2022 às 18:04 -
Atualizado um mês atrás
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Acompanhando o bom apetite a riscos do exterior, a Bolsa de Valores brasileira, a B3, fechou em alta de 1,18%, aos 111.890 pontos, nesta quinta-feira, 26. O mercado global passou o dia repercutindo a ata da última reunião do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), divulgada ontem, que veio em linha com o que investidores e analistas já esperavam e adotou um tom mais brando.

Bolsa
Mercados globais fecharam no positivo nesta quinta-feira | Foto: Reprodução

As principais influências positivas para o desempenho do Ibovespa vieram de empresas que estavam bastante descontadas. Os investidores aproveitaram as oportunidades por preços mais baixos. Além disso, os bancos, que são a principal porta de entrada para o estrangeiro na B3 pela liquidez de seus papéis, também avançaram, com as ações do Itaú e Bradesco subindo 1,25% e 0,55%, respectivamente.

Desempenho do dólar

O dólar, em contrapartida, registrou recuo acentuado de 1,23% e fechou o dia cotado a R$ 4,76. De acordo com Cristiane Quartaroli, economista do Banco Ourinvest, a tendência global atualmente é de enfraquecimento da moeda americana frente a outras moedas por conta da preocupação do mercado com a recuperação da economia dos Estados Unidos.

A economista explica que o real se valoriza neste cenário principalmente porque o Brasil é um país exportador de commodities e estes produtos estão passando por um período de altas.

Além disso, Cristiane pontua que a aprovação do teto do ICMS em 17% para bens e serviços relacionados a combustíveis, gás natural, energia elétrica, comunicações e transporte coletivo pela Câmara dos Deputados, que aconteceu na véspera, dá uma "sinalização positiva para o mercado" de que pode haver algum impacto na inflação do País, desacelerando a escalada dos preços. O texto da proposta segue, agora, para o Senado.

O dia na Bolsa

Maiores altas da Bolsa

EmpresaCódigoVariação
CieloCIEL3+11,29%
Magazine LuizaMGLU3+9,70%
RumoRAIL3+6,92%
CVCCVCB3+6,75%
Banco PanBPAN4+6,49%
Fonte: B3

Maiores baixas da Bolsa

EmpresaCódigoVariação
EnergisaENGI11-2,88%
TaesaTAEE11-2,77%
CemigCMIG4-2,57%
CPFL EnergiaCPFE3-2,55%
EletrobrasELET6-2,54%
Fonte: B3

Mercados internacionais

Nos Estados Unidos e na Europa, os mercados reagiram bem à ata divulgada pelo Fed na véspera e fecharam em alta, com os investidores com maior apetite ao risco. No entanto, alguns dados da economia americana surpreenderam negativamente os analistas, o que pode refletir nos próximos dias.

Mais cedo, saíram os números do Produto Interno Bruto (PIB) americano no primeiro trimestre de 2022 e do Índice de Preços de Gastos com Consumo (PCE). Enquanto o PIB recuou 1,5% - abaixo da projeção do mercado de queda de 1,3% - o PCE avançou 7%, demonstrando uma inflação persistente no país. Vale lembrar que o PCE é o indicador mais usado pela autoridade monetária para balizar suas decisões de política monetária.

Na Ásia, apenas as bolsas da China fecharam no positivo, impulsionadas por esperanças de que Pequim tome novas medidas de estímulos para superar a desaceleração causada pela onda de covid-19 mais grave do país. No restante do continente, a ata do Fed, sinalizando que deve subir mais os juros norte-americanos, pesou sobre os principais índices acionários.

Fechamento das bolsas americanas

  • Dow Jones: alta de 1,61%
  • S&P 500: alta de 1,99%
  • Nasdaq 100: alta de 2,79%

Fechamento das bolsas europeias

  • Stoxx 600 (Europa): alta de 0,78%
  • DAX (Alemanha): alta de 1,59%
  • FTSE 100 (Inglaterra): alta de 0,56%
  • CAC 40 (França): alta de 1,78%

Fechamento das bolsas asiática

  • Xangai Composto (China): alta de 0,50%
  • Shenzhen Composto (China): alta de 0,53%
  • Hang Seng (Hong Kong): baixa de 0,27%
  • Nikkei (Japão): baixa de 0,27%
  • Kospi (Coréia do Sul): baixa de 0,18%
  • Taiex (Taiwan): baixa de 0,84%
Sobre o autor
Bruna Miato
Repórter na Mais Retorno