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Mercado Financeiro

Bolsa fecha em queda de 2,34% influenciada por Wall Street; dólar sobe 0,80%

Temas como inflação, aperto monetário, lockdown na China, entre outros, ajudaram a retrair os mercados no período

Data de publicação:18/05/2022 às 17:48 -
Atualizado um mês atrás
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A Bolsa fechou em queda acentuada de 2,34%, aos 106.247 pontos, nesta quarta-feira, 18, impactada pelo forte tombo em Wall Street, em dia de aversão ao risco global. Já o dólar concluiu o período em alta de 0,80%, cotado a R$ 4,983. As bolsas europeias também encerraram o dia em baixa.

O temor sobre o avanço da inflação ao redor do mundo e o aperto monetário das principais economias tomou conta do mercado ao longo do dia, com as falas de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) sobre o aperto monetário americano.

Bolsa
Inflação elevada na zona do euro e no Reino Unido ajudou a deprimir os mercados nesta quarta-feira - Foto: Envato

Após Jerome Powell, presidente da instituição, dizer que não medirá esforços para conter a inflação e sinalizar que está “confortável” com alta de 0,50 ponto porcentual na taxa básica de juros, o presidente da distrital do Fed de Chicago, Charles Evans, defendeu que a instituição “provavelmente” terá que mover uma configuração restritiva para conter a recente escalada inflacionária nos Estados Unidos.

Bolsas europeias/fechamento

  • Stoxx 600 (Europa): -1,14% (433,96 pontos)
  • DAX (Frankfurt): -1,26% (14.007 pontos)
  • FTSE 100 (Londres): -0,93% (7.448 pontos)
  • CAC 40 (Paris): -1,20% (6.352 pontos)

Bolsas americanas/fechamento

  • S&P 500: -3,92% (392,31 pontos)
  • Dow Jones Industrial Average: -3,57% (31.490 pontos)
  • Nasdaq 100: -5,06% (11.928 pontos)

Inflação em alta deprimiu os mercados

Na agenda de indicadores, o mercado repercutiu o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) da zona do euro, que se manteve o nível recorde de 7,4% em abril, na comparação anual, próximo da meta projetada pelo mercado, porém bastante acima da meta de 2% do Banco Central Europeu (BCE).

Para a Capital Economics, o CPI da zona do euro torna uma elevação dos juros em julho “praticamente certa” em julho.

No Reino Unido, o CPI atingiu a máxima histórica de abril, de 9% ante 9,1% projetado pelos economistas. No Japão, o PIB caiu 0,2% no primeiro trimestre de 2022 ante os três meses imediatamente anteriores e encolheu 1% na base anualizada.

Outro ponto que ajudou a azedar o humor do mercado foram relatos de que a China impôs lockdown em mais uma região, com um novo aumento de casos de covid-19 após cinco dias sem avanços. O receio do mercado é que essa movimentação impacte na retomada econômica mundial.

Brasil: declarações do BC e Eletrobras

Em dia de agenda esvaziada, os investidores acompanharam as declarações dos dirigentes econômicos do País durante participação em evento.

O diretor de Política Monetária do Banco Central, Bruno Serra, enfatizou que ainda é cedo para falar sobre quando a autarquia pretende iniciar o ciclo de afrouxamento monetário do País.

Segundo o último Boletim Focus, a previsão é de que a Selic, taxa básica de juros encerre 2022 a 13,25% ao ano. Atualmente, está em 12,75% ao ano.

Sobre a Eletrobras, o ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, sinalizou que pretende fazer a oferta de ações da estatal até quarta-feira que vem, com liquidação prevista para 9 de junho, caso a Corte dê sinal verde ainda hoje para a operação. / com Agência Estado

Sobre o autor
Julia Zillig
Repórter do Portal Mais Retorno.