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Bolsa cai mais de 2% e dólar dispara a R$ 5,41; aversão ao risco e juros altos nos EUA afetam os mercados

Índice segue exterior negativo, ainda repercutindo inflação alta e aumento de juros ao redor do mundo

Data de publicação:26/09/2022 às 10:46 -
Atualizado 4 meses atrás
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A bolsa brasileira começou esta segunda-feira em queda, seguindo cautela do exterior e temor por uma recessão global. O minério de ferro caiu 1,46%, na China, o que é fator de pressão negativa no índice Bovespa nesta última semana do mês e de agenda repleta de divulgações de indicadores e eventos com força para mexer com os mercados.

Os mercados de ações internacionais ainda se ressentem da escalada dos juros americanos, que deve continuar ao longo de 2023. Os papeis da dívida americana se valorizam colocando o dólar em evidência pelo mundo. Às 14h35, o Ibovespa cai 2,11%, aos 109.355 pontos. No mesmo horário, o dólar avançava 3%, cotado a R$ 5,41.

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Foto: Reprodução

Índice Financeiro é destaque negativo, chega a tocar pior queda entre os índices e pressiona o Ibovespa. Ações do Banco do Brasil, Santander, Itaú Unibanco e Bradesco recuam 3,83%, 2,55%, 1,80% e 1,64% respectivamente.

A semana começa com pressão nas commodities. Os papéis da Petrobras recuam 1%. Entre as maiores altas dentro da bolsa, estão IRBR3, MDIA3 e WEGE3. Enquanto as piores quedas estão com os papeis de JHSF3, B3SA3 e UGPA3.

O petróleo do tipo Brent opera em alta de 0,35%, com o barril sendo cotado no patamar dos 86 dólares. O economista do BTG Pactual digital, Leonardo Paiva, afirmou que é necessário esperar um novo comunicado da Opep+ em relação a esse patamar de preço do petróleo, abaixo dos 90 dólares, tendo em vista que um novo corte da oferta pode elevar o preço da commodity.

Bolsas Internacionais

Em Wall Street, índices oscilam. Dow Jones e S&P recuam 0,64%, 0,38%, respectivamente. Já o índice Nasdaq avança 0,15%. Por lá, os investidores já aguardam o principal indicador de inflação usado pelo Federal Reserve, que reflete os dados de gastos de consumo pessoal (PCE) e será divulgado na sexta-feira, 30.

Na Europa, os índices recuam, com temor de uma recessão global, a medida que a inflação aumenta e os bancos centrais ao redor do mundo elevam os juros de forma agressiva. A libra tocou a sua mínima nesta segunda-feira, repercutindo a política fiscal de corte de impostos anunciada pelo Reino Unido na sexta-feira (24). Mais cedo, a presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, disse esperar aumentar ainda mais as taxas de juros nas próximas reuniões.

As bolsas asiáticas fecharam em queda, ainda repercutindo a elevação das taxas de juros e a pressão nas moedas estrangeiras que empurraram as principais médias para perto das mínimas do ano.

Sobre o autor
Mari Galvão
Repórter de economia na Mais Retorno

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