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Ata do Copom: alta de 0,25 p.p. na taxa de juros entrou nas discussões

Copom reforça que é necessário manter vigilância sobre a manutenção da taxa

Data de publicação:27/09/2022 às 09:49 -
Atualizado 2 meses atrás
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De acordo com a ata do Copom, divulgada nesta terça-feira, “as opções pela elevação de juros em 0,25 ponto percentual e pela manutenção da taxa básica de juros foram amplamente debatidas”.

A maioria do Comitê avaliou que, diante dos dados divulgados, projeções, expectativas de inflação, balanço de riscos e defasagens dos efeitos da política monetária já em território significativamente contracionista, era apropriado manter a taxa básica de juros, a Selic, no patamar de 13,75% a.a.

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Copom considerou aumento na taxa básica de juros | Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O Comitê reforçou que é necessário manter a vigilância, para avaliar se a estratégia de manutenção da taxa básica de juros por um “período suficientemente prolongado” é o suficiente para garantir a convergência da inflação.

No cenário doméstico, o Copom avalia que o aumento de gastos de forma permanente e a incerteza sobre sua trajetória a partir do próximo ano podem elevar os prêmios de risco do país.

O Comitê reitera que há vários canais pelos quais a política fiscal pode afetar a inflação, incluindo seu efeito sobre a atividade, preços de ativos, grau de incerteza na economia e expectativas de inflação.

Projeções para a inflação

A autarquia também citou a inflação ao consumidor, que "apesar da queda recente em itens mais voláteis e dos efeitos das medidas tributárias, segue elevada".

O Copom afirmou que as divulgações recentes foram influenciadas pela redução de preços administrados, em função tanto da queda de impostos quanto das quedas dos preços internacionais de combustíveis.

Apesar disso, o Comitê reforçou que os componentes mais sensíveis ao ciclo econômico e à política monetária, se mantêm acima do cumprimento da meta para a inflação. As expectativas de inflação para 2022, 2023 e 2024 apuradas pela pesquisa Focus encontram-se em torno de 6,0%, 5,0% e 3,5%, respectivamente.

Sobre o autor
Mari Galvão
Repórter de economia na Mais Retorno

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