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Para 68% dos executivos de alto escalão de empresas de diferentes segmentos que atuam no Brasil, a aceleração da vacinação é a principal medida a ser adotada para a retomada dos negócios e do crescimento do país. Este é o principal resultado da pesquisa Cenário Pós-Vacina: o que podemos esperar dos negócios?.

O estudo foi feito em parceria com a associação BR Angels, com a plataforma educacional corporativa HSM, com o hub de inovação Learing Village e a agência de relações públicas FirstCom.

De cada 10 executivos, 7 estão otimistas com  o cenário econômico pós-pandemia, diz estudo
Mais de 70% dos entrevistados afirmou que pretende vacinar seus colaboradores se o governo liberar a compra da vacina - Foto: Tania Rego/Agência Brasil

O propósito foi entender o que é esperado no setor de negócios com a perspectiva do fim da pandemia da Covid-19 a partir de perguntas sobre política, economia, vacinação, emprego, investimentos e novos modelos de trabalho.

Mais de 70% dos líderes pretendem comprar a vacina se o governo autorizar

Realizada em março deste ano com 320 entrevistados, a pesquisa destacou também que caso seja autorizada a compra de vacina pela iniciativa privada, 78,5% têm interesse na compra de imunizantes para proteger seus colaboradores.

Para 76,9%, a perspectiva do país alcançar a imunidade coletiva irá aquecer o mundo dos negócios, demonstrando um forte otimismo com a retomada econômica; 17,63% acham que não irá melhorar, nem piorar e apenas 5,45% afirmam estar pessimistas.

Além da vacinação, a reforma tributária (17,25%) e a reforma administrativa (6,39%) também são apontadas como medidas essenciais para um futuro mais promissor.

"Nossa pesquisa mostra que os empresários estão otimistas com o cenário pós-vacina. A vacinação é vista como principal fator para que o funcionamento pleno das companhias e a volta dos investimentos se torne uma realidade o mais rápido possível", constata Reynaldo Gama, CEO da HSM e Co-CEO da SingularityU Brazil.

Apenas 8,2% dos executivos não pretendem investir no pós-pandemia

Os investimentos feitos pelos executivos no mercado financeiro devem ganhar maior tração quando a pandemia recuar e poderão ser de maior risco se os juros seguirem uma curva de queda, aponta o estudo.

Apenas 8,2% dos entrevistados afirmam que não pretendem investir futuramente, mesmo com uma expectativa de melhora da economia.

Quando questionados se estariam dispostos a fazer investimentos mais agressivos, caso o cenário seja de juros mais baixos, 68,7% responderam que sim.

Em uma pergunta na qual podiam assinalar até três opções, as principais áreas apontadas foram a Bolsa de Valores (55,29%), seguida por investimento-anjo (47,12%), fundos de venture capital (37,5%) e fundos imobiliários (35,1%).

53,3% prevê ampliar seus quadros de colaboradores após a imunização coletiva

Entre as lideranças de empresas participantes da pesquisa, 53,3% pretendem contratar novos colaboradores depois da vacinação, enquanto apenas 2,2% consideram fazer demissões.

As funções em que deverá haver maior demanda são comercial e vendas, tecnologia, comunicação e marketing, além das voltadas para inovação.

Modelo híbrido de trabalho deverá ser opção para 78,8% das empresas

Apesar da ampla adoção do home-office durante a pandemia, esse modelo de trabalho não deverá ser o preferido no pós-pandemia, ao menos de forma integral.

Apenas 7% dos entrevistados afirmaram que suas empresas pretendem manter o trabalho somente em casa.

O modelo híbrido, que combina períodos de atividade presencial com períodos de home office, é apontado por 78,8% dos entrevistados como o ideal.

"Ficou claro que o home office continuará sendo uma alternativa para muitas empresas, porém 8 entre 10 responderam que ainda sentem a necessidade do trabalho presencial intercalando com dias na residência. Isso poderá significar um reaquecimento do mercado imobiliário corporativo", ressalta Luis Claudio Allan, CEO da FirstCom Comunicação.

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Repórter do Portal Mais Retorno.

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