Economia

O ministro da Economia, Paulo Guedes, destacou, nesta quinta-feira,8, os bons resultados da arrecadação e do mercado de trabalho formal no primeiro bimestre de 2021. Confiante na retomada do crescimento na segunda metade do ano, ele lamentou o crescimento do número de infecções e de mortes pela covid-19.

"São realmente más notícias. A segunda onda da pandemia veio muito mais forte, mas por outro lado estamos vacinando a população. Estamos aplicando um milhão de vacinas, começando de fato uma vacinação de massa. Acreditamos que a queda da atividade será menor do que a do ano passado e será mais curta. No segundo semestre a economia vai voltar mais rápido e com mais força", disse o ministro durante apresentação no 2021 Brazil Summit, organizado pela Brazilian-American Chamber of Commerce.

Ministro Paulo Guedes lamenta crescimento da pandemia, mas espera retomada forte da economia ainda em 2021

Guedes lembrou que a queda do PIB no ano passado foi menos acentuada do que a  prevista por analistas no início de 2020 e citou programas realizados pelo Governo Federal na durante a pandemia. "Nós preservamos 11 milhões de empregos no mercado formal no ano passado".

Garantiu também que não desistiu da agenda de reformas econômicas e citou a autonomia do Banco Central e a PEC Emergencial, projetos aprovados nas últimas semanas, como exemplo dos esforços do governo para retomar o crescimento.

"Estávamos caminhando bem na área fiscal até que a pandemia atingiu o Brasil", disse. "E o Brasil é o único país que voltou à agenda de reformas", afirmou ele, que também citou o novo marco de saneamento e gás natural, além da agenda de privatizações .

Guedes reafirmou a intenção de privatizar os Correios e a Eletrobrás e se defendeu das críticas à atuação do governo durante a pandemia.

"Estamos relativamente otimistas sobre como a democracia brasileira está funcionando, contra todas as críticas. Estamos prosseguindo com as reformas estruturais e deveríamos ser mais gentis ao analisar o que está ocorrendo no Brasil no momento", afirmou.

O ministro lembrou ainda da volta de linhas de crédito, como o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe)

Presidente do BNDES reforça o otimismo de Guedes

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Gustavo Montezano, disse nesta quinta-feira que o Brasil deve começar sair da atual crise de saúde em alguns meses, com pelo menos uma estabilização da curva de contágios por covid-19.

"A desigualdade social em vários países aumentou, o Brasil entre eles. Gastamos bastante dinheiro na crise, mas ainda há uma profunda desigualdade no Brasil", afirmou, em participação no 2021 Brazil Summit, organizado pela Brazilian-American Chamber of Commerce.

Montezano destacou o papel do BNDES no estímulo à agenda ESG - ambiental, social e de governança, na sigla em inglês - no Brasil e avaliou que o papel do banco de fomento é crescente nesse sentido.

"Temos disponibilizado bilhões e bilhões de reais para projetos relacionados ao desenvolvimento sustentável. Somos o maior financiador de projetos sustentáveis do mundo, porque o Brasil tem uma matriz limpa de energia", completou o presidente do BNDES. / com Agência Estado

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