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A XP e a Messem Investimentos anunciaram no último domingo, 30, o fechamento de um acordo que prevê a criação de uma nova corretora. Pelo negócio, a Messem terá 50,1% do empreendimento, enquanto a empresa fundada por Guilherme Benchimol ficará com 49,9%.

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Escritório da XP Investimentos em São Paulo - Foto: Reprodução

A nova companhia tem previsão de começar as operações em 12 meses, mas depende da aprovação de órgãos reguladores, incluindo o Banco Central.

Segundo as duas empresas, a parceria almeja aumentar as opções de produtos e serviços para os clientes e fornecer "uma experiência mais fluida."

Não foram divulgados detalhes financeiros, mas o site Brazil Journal informou que a nova corretora será avaliada em R$ 1 bilhão, de acordo com a Messem.

Com sede no Rio Grande do Sul, a Messem é um dos principais escritórios de agentes autônomos vinculados à XP, com filiais em 15 cidades brasileiras e carteira de mais de R$ 15 bilhões sob administração.

Disputa por agentes autônomos

Além de criar uma nova corretora, a XP voltou ao ring para disputar com o BTG Pactual a conquista de agentes autônomos no mercado.

Na última quarta-feira, 26, o escritório de agentes autônomos Onix Capital informou que estava encerrando o contrato com a XP Investimentos e ingressando no período de aviso prévio de 60 dias para o fim do vínculo com a instituição.

Na quinta, 27, o escritório Miura Investimentos, credenciado ao BTG, anunciou a incorporação da Ática Investimentos, ampliando seu patrimônio sob custódia para cerca de R$ 800 milhões. A compra foi fechada após a Ática cumprir os 60 dias de aviso prévio de seu desligamento da plataforma da XP.

Rumores no mercado também dão conta de que a Monte Bravo, maior escritório associado à XP, vem sendo sondada para se tornar uma corretora e se associar ao BTG. Em nota emitida no início da semana, a Monte Bravo diz não comentar rumores de mercado e afirma que "permanece focada em prover aconselhamento independente aos seus clientes e com planos de montar sua corretora".

O escritório Acqua também era um dos maiores da XP quando se fundiu ao Vero, em dezembro. Com ainda mais estatura, planos de se tornar uma corretora e de abrir capital na B3, o Acqua-Vero se despediu da parceria de uma década com a XP e migrou para o BTG.

As fusões cacifam os escritórios e "embelezam a noiva" perante os olhos dos pretendentes, diz Alexander Ruszkay, sócio da Urca Capital Partners, que atua como assessoria em fusões e aquisições.

 "O objetivo é crescer e se diferenciar para chamar a atenção. Quando um setor está se consolidando, as empresas com um certo tamanho são observadas", diz. Na estratégia atual do BTG, por exemplo, para alcançar o tamanho da XP, a base de clientes do escritório é fundamental. / com Agência Estado

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