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Pós-crescimento

Autor:Equipe Mais Retorno
Data de publicação:09/11/2021 às 06:16 - Atualizado 19 dias atrás
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O que é pós-crescimento?

Pós-crescimento é um conceito criado para tratar do desenvolvimento da sociedade, sem necessariamente estar atrelado ao crescimento econômico ad infinitum.

Afinal, como vai ser quando não houver mais para onde crescer ou mais terras para produzir? Qual será a saída da sociedade para resolver problemas que ainda não conseguimos abordar de forma eficiente, como a fome e os gases do efeito estufa?

Fato é que ainda utilizamos muitos recursos como se fossem infinitos, o que leva a situações inimagináveis, como as gigantes ilhas de lixo nos oceanos.

A filosofia do pós-crescimento propõe a resolução desses problemas com a mudança do paradigma de produção e consumo que temos hoje, com menos consumismo e maior descentralização da produção, a fim de suceder o capitalismo.

Quais são as propostas do pós-crescimento?

Certamente, uma menor desigualdade social é desejável, desde que o padrão médio seja o suficiente para o bem-estar individual.

Assim, uma vez que a sociedade atingisse um nível de riqueza que permitisse essa igualdade, não haveria mais a necessidade de crescimento acelerado, apenas de manutenção. Portanto, o foco poderia ser transferido para outras necessidades humanas, como a redução das jornadas de trabalho sem perda salarial.

Dessa forma, uma das propostas do pós-crescimento é abandonar as métricas voltadas para o capital, como o PIB, e adotar aquelas baseadas nos índices de bem-estar, como o Happy Planet Index (HPI), ou Índice de Planeta Feliz.

Além disso, muitas são as mudanças necessárias para vivermos numa sociedade pós-crescimento. 

As palavras de ordem são a sustentabilidade, a simplicidade e a descentralização, ou seja, consciência com o planeta, redução das necessidades consumistas e distribuição do poder, não só político, mas econômico e produtivo, para as comunidades.

Essas ações estariam acima de qualquer vontade política, vinculadas a atitudes individuais. 

Para exemplificar, movimentos como a Simplicidade Voluntária ou as Cidades em Transição têm essas filosofias como base, pregando uma vivência com menos posses e a permacultura.

Quais são as críticas ao pós-crescimento?

O movimento, porém, tem características malthusianas, pois trabalha sobre o medo da humanidade ser incapaz de lidar com o crescimento acelerado sem considerar que a tecnologia pode trazer soluções inesperadas para problemas que hoje parecem prementes.

Lembremos de revoluções como a digital, que aumentaram a qualidade de vida de quase todos, barateando produtos e serviços e aumentando, assim, o acesso a coisas que nossos bisavós nem sonhavam ser possíveis.

Dessa forma, se o crescimento fosse desacelerado, quem sabe como seria o mundo de tecnologias que deixaríamos de criar? Pode ser que, na verdade, ainda estejamos muito longe do pico do desenvolvimento.

O pós-crescimento também preocupa do ponto de vista político.

Individualmente, é direito de qualquer um tomar medidas mais sustentáveis e até convencer sua comunidade. Em larga escala, porém, e com a força do Estado, isso pode significar um ataque a direitos fundamentais.

No mais: ideologias diferentes assustam. 

Querendo ou não, o capitalismo, com suas imperfeições, foi o modelo de sociedade que mais trouxe prosperidade ao planeta, principalmente no último século. Tentativas de substituí-lo, até então, resultaram em enormes guerras e mais pobreza.
O que o investidor precisa saber sobre o pós-crescimento?
O investidor deve se manter atento às tendências. 

Isso significa que podem haver oportunidades para quem deseja investir em iniciativas como as Cidades em Transição, que pregam a conversão de cidades em comunidades cada vez mais autossustentáveis.

Em tempos de inteligências artificiais e computação quântica, porém, é difícil acreditar que o capitalismo esteja no seu ápice. Ainda parece haver muito a se explorar, dentro dos limites dos recursos terrestres.

No mais, o movimento pode até ser factível para comunidades de mais alta renda e melhor padrão de vida, mas ainda estamos longe de atingir essa situação globalmente para que o pós-crescimento se torne realidade.

Sobre o autor
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