Última modificação em 22 de março de 2021

Quem é Philip Lowe?

Philip Lowe é um economista australiano e presidente do Banco da Reserva da Austrália (RBA), o banco central do país.  

Lowe também é presidente do Órgão Regulador Financeiro da Austrália — o equivalente ao nosso Conselho Monetário Nacional (CMN). 

Qual a trajetória profissional de Philip Lowe? 

Philip nasceu no ano de 1961, em New South Wales, no sudeste da Austrália. É o mais velho de cinco filhos, fez faculdade de Economia e, aos 17 anos, já era funcionário do RBA, em um cargo administrativo. Em 1994, estava completando o doutorado no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).

Além do RBA, Lowe também teve experiência profissional no Banco de Compensações Internacionais, um banco suíço, como chefe da Divisão de Instituições Financeiras e Infraestrutura. 

Política monetária e a estabilidade financeira são as principais linhas de estudo do economista.

Ele é casado com Jocelyn Parker, da Autoridade de Regulação Prudencial da Austrália (APRA), órgão regulamentador financeiro, e tem três filhos.

Qual a influência de Philip Lowe sobre o mercado financeiro australiano? 

Como presidente e membro do Conselho do RBA, Lowe tem alguma influência sobre o mercado financeiro australiano. Além disso, o economista expressa vários pontos fortes na situação econômica do país, como:

A condição das atividades econômicas do país também é exemplar, com muita diversificação entre os setores primários de produção de alimentos, vinhos, tabaco e exploração mineral. Como também dispõe de atividades mais tecnológicas, como a indústria de máquinas e de equipamentos, a indústria química, metalúrgica, siderúrgica e petroquímica.

Tem sido assim por, aproximadamente, 28 anos, sobrevivendo até mesmo à crise de 2008. Porém, com a chegada da pandemia do coronavírus em 2020 e o isolamento social, a economia retraiu 7%. 


Para Philip Lowe, o que pode explicar o sucesso econômico australiano? 

No final da década 80, a média do número de pessoas vivendo em uma mesma moradia diminuiu, fazendo com que o número de residências fosse maior que a quantidade de habitantes. 

Com isso, a qualidade, em média, dessas habitações aumentou e o valor da terra também passou por esse acréscimo, mesmo sem ter acontecido a descoberta de terras habitáveis ou a produção agrícola ter evoluído rapidamente. 

Dessa maneira, há duas teorias que explicam o êxito da economia australiana:

Em 1970 e 1980, o Estado forte e a inflação alta seguraram o preço das terras artificialmente. Mas como? Por meio da limitação da quantidade de pessoas que podiam pedir dinheiro emprestado ao banco central. Com uma política mais liberal, as pessoas conseguiram financiar os imóveis e os preços aumentaram.

A partir de 1989, a população australiana passou a crescer rapidamente. Como resposta a isso, foram desenvolvidos terrenos na orla, áreas foram zoneadas próximas aos centros das cidades, entre outros. Esse investimento reduziu a quantidade de ofertas, mesmo no cenário de alta demanda, o que contribuiu para o aumento do valor das terras. 

Por fim, o valor alto de moradias tende a gerar expectativa positiva de renda nas pessoas, aumentando a produtividade e a competitividade.

Adicionalmente, para pessoas idosas e que moram sozinhas, o aumento do valor da moradia compensa totalmente os seus custos de habitação. O mesmo acontece para os investidores mobiliários. Por outro lado, isso não acontece entre locatários e jovens economicamente ativos.

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