Última modificação em 27 de maio de 2021

O que é FCI?

O FCI é a quantidade de dinheiro que as organizações gastam com investimentos, imobilizados ou intangíveis. Dessa forma, é um número negativo, mas pode ser positivo, quando a empresa vende algum ativo ou resgata aplicações financeiras.

A principal utilidade do FCI é utilizá-lo para o cálculo do FCL (Fluxo de Caixa Líquido) de uma companhia. 

Para que serve o FCI?

Fluxos de caixa, no geral, são os valores líquidos de caixa e equivalentes, que são transferidos para dentro e para fora de uma empresa. 

Toda organização realiza diferentes fluxos financeiros o tempo todo: ela obtém o dinheiro das vendas como receita, gasta o dinheiro nas despesas, recebe receita de juros, investimentos, royalties ou acordos de licenciamento, vende produtos a crédito etc.

Dessa forma, é possível elencar categorias de fluxos de caixa, que são:


Relembrando os fluxos de caixa

Existem diferenças importantes entre um balanço, uma demonstração e os fluxos. Veja:

Logo, o FCI demonstra, em determinado período, o quanto uma empresa perdeu ou ganhou com investimentos, que podem ser compras de ativos especulativos, investimentos em títulos ou a venda de títulos ou ativos.

Inclusive, a fórmula do FCL é a soma do FCO com o FCI.

O FCL é útil porque ele desconta os custos principais do negócio, ou seja, o que realmente fica com o empreendimento —  o saldo do período. Por isso, esse cálculo acaba sendo tão relevante para os investidores em geral. 

Assim, em uma demonstração de fluxo de caixa típica, você verá uma seção semelhante a essa:

Fluxos de caixa de atividades de investimento
Pagamentos de bens e equipamentos -10.344
Lançamentos de alienação de bens e equipamentos 519
Lançamentos de alienação de certas operações 876
Pagamentos de aquisições de negócios - 14.656
Outras atividades de investimento - 431
Caixa líquido utilizado em atividades de investimento - 24.036.

Vale a pena destacar que os dividendos pagos, por sua vez, são contabilizados na seção FCF.

Como se calcula o FCI na prática?

Imagine determinada empresa que gastou R$ 30 milhões em despesas de capital em 2021. Além disso, pagou R$ 5 milhões em investimentos e gastou mais R$ 1 milhão com aquisições. Mas ela recebeu aportes de R$ 3 milhões com a venda dos investimentos. 

Assim, o seu FCI é a soma de todos esses valores: -30-5-1+3 = 33 milhões negativos.

As médias de FCI variam entre as organizações. Algumas delas têm depreciação e amortização expressivas, o que aumenta as despesas com ativos fixos e tende a deixar o FCI mais negativo. 

A propósito, empresas que precisam de pouco capital para manterem o equilíbrio podem ser ótimas opções de investimento. Os ramos da siderurgia e da mineração, por exemplo, têm gastos importantes de capital, comparados aos seus lucros, para manterem a competição no mercado. 

Em resumo, o FCI, como componente do DCF, informa sobre a perspectiva de crescimento futuro de uma companhia, se ela se encontra estagnada ou se está depreciando os seus ativos.

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