Última modificação em 19 de abril de 2021

O que é Fluxo de Caixa Livre?

O Fluxo de Caixa Livre é uma das ferramentas utilizadas pelos investidores para avaliar a saúde financeira de uma companhia. O seu objetivo principal é entender a capacidade de gerar lucro de um negócio pensando na construção de valor para o longo prazo.

Para que você entenda esse conceito, porém, é necessário que compreenda inicialmente o fluxo de caixa em si que nada mais é do que uma métrica de todas as entradas (receitas) e saídas (despesas) de capital.

A cada recebimento financeiro, a empresa tem um acréscimo de dinheiro, o que é representado de forma positiva em um fluxo de caixa. Já quando ela realiza um pagamento, esse capital é retirado e subtraído do seu fluxo de caixa. Após um determinado período, todas essas somas e subtrações vão refletir no saldo final.

Quando passamos para o Fluxo de Caixa Livre, que é o objetivo deste artigo explicativo, estamos falando do valor excedente de uma companhia após o pagamento de todas as suas obrigações. Em outras palavras, é o que realmente fica para a empresa do lucro gerado com as atividades operacionais.

Como funciona o Fluxo de Caixa Livre?

Para entender a construção do Fluxo de Caixa Livre de uma empresa, o investidor deve dominar outros tipos de demonstrativos financeiros. É o caso, principalmente, da Demonstração de Resultado do Exercício — popularmente abreviada apenas por DRE.

A construção dessa demonstrativo é, em resumo, um racional de como todo resultado do período foi construído. Ele começa com as receitas geradas pelas vendas e desconta os custos relacionados à venda dos produtos e serviços. Na sequência, há também a necessidade de subtrair custos operacionais e financeiros, além de despesas administrativas.

Depois de todos esses descontos, a empresa terá o seu Fluxo de Caixa Livre que, em resumo, é o Lucro Líquido do exercício. Isto é, o quantia de valor que efetivamente ficou para a empresa após todo processo.

Como calcular o Fluxo de Caixa Livre?

Embora a DRE seja um ótimo material de apoio para identificar a construção do Fluxo de Caixa Livre de uma empresa, você pode encontrar o resultado desse indicador de uma maneira mais simples ao usar a seguinte fórmula matemática:

FCL = FCO + FCI

Onde:

Observe que, na fórmula, não há descontos, apenas soma. Isso acontece porque o Fluxo de Caixa de Investimentos (FCI) é uma métrica para investimentos realizados pela empresa. Ou seja, ele tende a ser negativo, representando saídas de caixa, embora possa ser positivo em algumas oportunidades (como na venda de uma propriedade, por exemplo).

Já o Fluxo de Caixa Operacional (FCO) reflete o resultado das vendas de uma empresa, com o desconto de alguns custos como o processo de comercialização ou prestação de serviço. Em conjunto, portanto, ambos demonstram qual é o valor líquido de capital que ficou com a empresa após todo processo do período com apenas duas informações.

Como analisar o Fluxo de Caixa Livre?

Como mencionamos na introdução deste conteúdo, o Fluxo de Caixa Livre reflete o saldo que fica para a empresa dentro de um período. Isso significa que a primeira conclusão que podemos ter com essa ferramenta está na capacidade de uma companhia para gerar lucro aos seus sócios e acionistas.

Neste contexto, é essencial que o resultado do indicador seja positivo no longo prazo. Um saldo negativo significa que os custos operacionais e financeiros de uma empresa estão superando as suas receitas, de modo que não temos uma relação saudável para o seu fluxo de caixa. Em outras palavras, a companhia não está gerando riqueza.

No entanto, aqui cabe uma ressalva importante: a análise do Fluxo de Caixa Livre deve ser realizada em períodos temporais extensos. Ao olhar para um resultado de curto prazo, o investidor pode tomar algumas conclusões precipitadas.

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